N7 · Conselhos superiores · CONSEPE
Res. CONSEPE 72/2013
Aprova o Projeto Pedagógico Curricular (PPC) do Ensino Profissionalizante Técnico de Nível Médio em Agropecuária, do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros (CAVN).
Quem a altera, revoga, supera ou cita (0)
nenhuma registrada no acervoEm que ela se funda, o que regulamenta, altera, revoga ou cita (28)
- FUNDAMENTA-SE EM
Decreto 5.154/2004 nesta norma: preâmbulo → na outra: norma inteira“CONSIDERANDO as diretrizes fixadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394 de 20 de novembro de 1996 e o Decreto 5.154, de 23 de julho de 2004, que dispõe sobre o exercício das funções de Regulação e Organização da Educação...” fonte: texto · confiança alta
- FUNDAMENTA-SE EM
Lei 9.394/1996 nesta norma: preâmbulo → na outra: norma inteira“CONSIDERANDO as diretrizes fixadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394 de 20 de novembro de 1996 e o Decreto 5.154, de 23 de julho de 2004, que dispõe sobre o exercício das funções de Regulação e Organização da Educação...” fonte: texto · confiança alta
26 citação(ões) simples (REMETE A)
- cita
- cita
- citaRes. CNE/CEB 1/2004 em: Anexo“Modifica a redação do § 3° do artigo 5° da Resolução CNE/CEB n° 1/2004, até nova manifestação sobre estágio supervisionado pelo Conselho Nacional de Educação.”
- cita
- cita
- citaRes. CNE/CEB 4/1999 em: Anexo“Os currículos dos cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio seguem o disposto no Art. 26 da LDB, como também o que diz a Resolução CNE/CEB n° 04/99, que institui as Diretrizes...”
- citaDecreto 14.118/1920 em: Anexo“367-1200 Ramais: 249, 259, 273 ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.cavn.ufpb.br / cavn@cchsa.ufpb.br RESPONSÁVEL PELA UNIDADE DE ENSINO: Prof. Gerson Alves de Azerêdo - Diretor VINCULAÇÃO INSTITUCIONAL:...”
- citaDecreto 2.208/1997 em: Anexo“Exemplo disso é a mudança da forma de articulação entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio, de concomitante para integrada, após a publicação do Decreto nº 5.154, em...”
- citaDecreto 5.154/2004 em: Anexo“O escopo do material desse projeto visa atender as diretrizes estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o Decreto 5.154, de 23 de...”
- citaDecreto 5.154/2004 em: Anexo“Baseado no Art. 4º, § 1º do Decreto nº 5.154/2004, que estabeleceu a organização da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, podemos classificar os cursos oferecidos no CAVN como segue: a)...”
- citaDecreto 5.154/2004 em: Anexo“Exemplo disso é a mudança da forma de articulação entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio, de concomitante para integrada, após a publicação do Decreto nº 5.154, em...”
- citaDecreto 53.558/1964 em: Anexo“O ELETRÔNICO: www.cavn.ufpb.br / cavn@cchsa.ufpb.br RESPONSÁVEL PELA UNIDADE DE ENSINO: Prof. Gerson Alves de Azerêdo - Diretor VINCULAÇÃO INSTITUCIONAL: Universidade Federal da Paraíba...”
- cita
- citaDecreto 5.840/2006 em: Anexo“Em 2006, mediante o Decreto nº 5.840, o MEC instituiu, no âmbito federal o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na modalidade de”
- citaLei 10.639/2003 em: Anexo“Como também, as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que modificou a LDB, e estabeleceu às diretrizes e bases da educação nacional, incluindo no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da...”
- citaLei 11.645/2008 em: Anexo“Como também, as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que modificou a LDB, e estabeleceu às diretrizes e bases da educação nacional, incluindo no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da...”
- citaLei 11.684/2008 em: Anexo“Com a criação da Lei 11.684/2008, foram incluídas nos currículos do ensino médio as disciplinas de Filosofia e Sociologia como obrigatórias, assim como, a Lei 11.769/2008, que alterou a LDB e...”
- cita
- citaLei 11.769/2008 em: Anexo“Com a criação da Lei 11.684/2008, foram incluídas nos currículos do ensino médio as disciplinas de Filosofia e Sociologia como obrigatórias, assim como, a Lei 11.769/2008, que alterou a LDB e...”
- citaLei 9.394/1996 em: Anexo“O escopo do material desse projeto visa atender as diretrizes estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o Decreto 5.154, de 23 de...”
- citaLei 9.394/1996 em: Anexo“Regulamenta o § 2 º do art. 36 e os arts. 39 a 42 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.”
- citaLei 9.394/1996 em: Anexo“Regulamenta o §2° do art. 36 e os arts. 39 a 41 da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e dá outras providências.”
- citaLei 9.394/1996 em: Anexo“Altera o art. 36 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias nos...”
- citaLei 9.394/1996 em: Anexo“Os currículos dos cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio seguem o disposto no Art. 26 da LDB, como também o que diz a Resolução CNE/CEB n° 04/99, que institui as Diretrizes...”
- cita
- cita
Por dispositivo desta norma
- preâmbulo→ FUNDAMENTA-SE EM Decreto 5.154/2004→ FUNDAMENTA-SE EM Lei 9.394/1996
Normas irmãs e paralelas · sugestão
Irmãs são citadas pelas mesmas normas que citam esta; paralelas citam as mesmas bases que esta sem se citarem. Não é relação normativa.
- paralela · 126 em comumRes. CNE/CP 2/2017
- paralela · 108 em comumParecer CNE/CEB 4/1998
- paralela · 91 em comumParecer CNE/CP 28/2001
- paralela · 86 em comumRes. CNE/CP 4/2018
- paralela · 84 em comumRes. CNE/CEB 7/2010
- paralela · 80 em comumRes. CONSEPE 73/2013
Transcrição para consulta; não substitui a publicação oficial. 30 citação(ões) ligada(s) à norma citada; 2 artigo(s) com âncora.
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÂO
Resolução Nº 72/2013
Aprova o Projeto Pedagógico Curricular (PPC) do Ensino Profissionalizante Técnico de Nível Médio em Agropecuária, do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros (CAVN). O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal da Paraíba, no uso das suas atribuições e tendo em vista o que deliberou em reunião realizada em 18 de junho de 2013 (Processo nº 23074.039590/12-09), CONSIDERANDO que o PPC ao se constituir democrático está centrado tanto na preparação de profissionais para o mercado de trabalho, como também na formação crítica, moral e ética para o exercício da cidadania. Cidadãos conscientes com o seu papel na sociedade, capazes de tomar decisões dentro da organização do trabalho pedagógico e que superem conflitos, evitando desenvolver relações competitivas, corporativas e autoritárias, diminuindo os efeitos fragmentários da divisão do trabalho que reforça as diferenças e hierarquiza os poderes de decisão; CONSIDERANDO os critérios e os padrões de qualidade estabelecidos pela UFPB para formação de profissionais; CONSIDERANDO a importânc ia de um Projeto Pedagógico de Curso dinâmico e atualizado que estará em constante processo de avaliação; CONSIDERANDO as diretrizes fixadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394 de 20 de novembro de 1996 e o Decreto 5.154, de 23 de julho de 2004, que dispõe sobre o exercício das funções de Regulação e Organização da Educação Profissional Técnica de Nível Médio; RESOLVE:
¶Art. 1º Aprovar o Projeto Curricular do Ensino Profissionalizante de Nível Médio em Agropecuária, do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros.
¶Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Conselho Superior de Ensino, Pesquisa Extensão da Universidade Federal da Paraíba, 21 de outubro de 2013.
Margareth de Fátima Formiga Melo Diniz Presidenta
Anexo da Resolição nº 72/2013 do CONSEPE que Aprova o Projeto Pedagógico Curricular (PPC) do Ensino Profissionalizante Técnico de Nível Médio em Agropecuária, do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros (CAVN).
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, SOCIAIS E AGRÁRIAS COLÉGIO AGRÍCOLA VIDAL DE NEGREIROS
COLÉGIO AGRÍCOLA “VIDAL DE NEGREIROS”
PROJETO PEDAGÓGICO CURRICULAR TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO EM AGROPECUÁRIA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, SOCIAIS E AGRÁRIAS COLÉGIO AGRÍCOLA VIDAL DE NEGREIROS
Presidente da República DILMA VANA ROUSSEFF Ministro da Educação FERNANDO HADDAD Secretário da Educação Profissional e Tecnológica ELIEZER MOREIRA PACHECO Reitor RÔMULO SOARES POLARI Vice-Reitora MARIA YARA CAMPOS MATOS Diretor do CCHSA – Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias ANTÔNIO EUSTÁQUIO REZENDE TRAVASSOS Vice-Diretora TEREZINHA DOMICIANO DANTAS MARTINS Diretor do CAVN – Colégio Agrícola “Vidal de Negreiros” GERSON ALVES DE AZEREDO Vice–Diretor EDSON CAVALCANTI DA SILVA
PROJETO PEDAGÓGICO CURRICULAR
O projeto pedagógico curricular de uma escola adquire significado quando a instituição assume a responsabilidade de concebê-lo, desenvolver e avaliar no coletivo com a participação de todos que atuam na escola (diretor, coordenador, professores, alunos, funcionários, pais e comunidade), levando em conta a diversidade, o pensamento divergente, as controvérsias, a negociação, a articulação entre as dimensões administrativa e pedagógica e as inter-relações com as diretrizes do sistema educacional e respectivos processos de administração e controle. (ALMEIDA, 2001).
Comissão Responsável pela Atualização do Documento:
Edson Cavalcanti da Silva (Vice-Diretor do CAVN) Cláudia Bene Batista da Silva (Coordenadora Pedagógica) Maria José de Figueiredo (Coordenadora do Curso de Agroindústria) Rodrigo Ronelli Duarte de Andrade (Coordenador do Curso de Agropecuária) José Jordão Filho (Coordenador do Curso de Aquicultura)
SUMÁRIO
1 APRESENTAÇÃO..........................................................................................................06 2 IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO.......................................................................09 3 HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO.................................................................................10 4 INTRODUÇÃO...............................................................................................................12 5 JUSTIFICATIVA............................................................................................................14 6 DIAGNÓSTICO INSTITUCIONAL.............................................................................17 6.1 OFERTA DE ENSINO ..................................................................................................17 6.2 REQUISITOS DE INGRESSO......................................................................................19 6.3 PERFIL DO EGRESSO..................................................................................................20 6.3.1 Profissional Técnico de Nível Médio em Agropecuária..............................................20 6.4 CURSOS E ORGANIZAÇÃO CURRICULAR............................................................20 6.4.1 Cursos...........................................................................................................................20 6.4.2 Organização Curricular................................................................................................21 6.4.2.1 Curso Integrado.........................................................................................................21 6.4.2.1.1 Ensino Médio.........................................................................................................22 6.4.2.1.2 Curso Técnico em Agropecuária...........................................................................22 6.4.2.2 Curso Subsequente...................................................................................................25 6.4.2.2.1 Curso Técnico em Agropecuária...........................................................................25 6.5 PESSOAL DOCENTE E TÉCNICO-ADMINISTRATIVO.........................................27 6.5.1 Docentes.......................................................................................................................27 6.5.2 Técnico-Administrativo...............................................................................................30 6.6 RECURSOS FÍSICOS E TECNOLÓGICOS.................................................................33 7 AVALIAÇÃO...................................................................................................................34 8 CERTIFICADOS E DIPLOMAS...................................................................................36 REFERÊNCIAS..................................................................................................................37 ANEXOS
6
1 APRESENTAÇÃO Ao apresentarmos o Projeto pedagógico curricular (PPC) do Ensino Profissionalizante Técnico de Nível Médio em Agropecuária do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros (CAVN), pretendemos possibilitar, por meio da leitura e reflexão deste, que os sujeitos envolvidos no fazer pedagógico possam refletir e (re)considerar suas ações permanentemente. O presente documento não almeja um status de trabalho concluído, pronto para ser seguido, indiscutível e imutável. Ao contrário, desejamos que este documento seja construído e vivenciado em todos os momentos, por todos os envolvidos com o processo educativo do CAVN, seguindo e fundamentando-se nos fins e objetivos nele propostos, com a potencialidade educativa das ações e os efeitos produzidos na direção das mudanças pretendidas. É um projeto que deve estar em constante transformação, a partir de uma reflexão de seu cotidiano, e capaz de dar sentido e qualificar o trabalho que se faz na instituição. O escopo do material desse projeto visa atender as diretrizes estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o Decreto 5.154, de 23 de julho de 2004, que dispõe sobre o exercício das funções de Regulação e Organização da Educação Profissional Técnica de Nível Médio. É de suma importância que todos os sujeitos envolvidos no fazer pedagógico (professores, gestores, alunos e técnico-administrativos) estejam conscientes de seu papel e responsabilidade na (re)formulação deste projeto, de tal forma que possam participar e dividir igualitariamente as responsabilidades, no que concerne às diretrizes deste Projeto pedagógico curricular. O que compete a cada um de nós é o envolvimento para que, juntos, possamos superar o que temos, tomar o projeto em nossas mãos e coordenar ações, pois temos um amplo espaço de reconstrução, de possibilidades abertas a serem gestadas a cada momento. Essa proposta abre-se para compreendermos que, diante do que temos, a escola é possibilidade. Nela, há lugar para pensarmos um outro projeto político-pedagógico escolar, social, local, regional, nacional, planetário. (MEURER In VEIGA, 2007)
Este Projeto pedagógico curricular ao se constituir democrático está centrado não só na preparação de profissionais para o mercado de trabalho, como também, na formação crítica, moral e ética para o exercício da cidadania. Cidadãos conscientes com o seu papel na sociedade,
7
capazes de tomar decisões dentro da organização do trabalho pedagógico e que superem conflitos, evitando desenvolver relações competitivas, corporativas e autoritárias, diminuindo os efeitos fragmentários da divisão do trabalho que reforça as diferenças e hierarquiza os poderes de decisão. Todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma nova estabilidade em função da promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores. (GADDOTI In VEIGA, 2008, p.579)
A atualização do PPC do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros teve início em fevereiro de
2010. Para tanto foi designada uma comissão composta pelos membros da direção do CAVN, os coordenadores dos cursos técnicos e presidida pela coordenadora pedagógica, Cláudia Bene Batista da Silva. Havia, até então, um documento do ano de 2000, que serviu de base para o trabalho da referida comissão. No decorrer do ano de 2010 foram realizadas reuniões periódicas entre os membros da comissão, na qual o documento de 2000 foi analisado e discutido, o que remeteu a conclusão de que haveria a necessidade da inserção de itens que o mesmo não contemplava, a retirada e a reorganização de alguns outros pontos do documento e, acima de tudo, que tal documento deveria ser construído com a participação de todos os envolvidos no processo educativo. Foram realizados diversos encontros com os docentes e os técnico-administrativos em momentos separados, com o objetivo de ampliar as discussões a respeito dos caminhos da instituição, visando uma construção participativa da realidade escolar. Nesses encontros, procurou-se discutir o perfil do aluno egresso, como também a carga horária das disciplinas, distribuição por módulos ou por ano, tanto do ensino médio quanto do ensino profissional técnico de cada curso. Foram levadas em consideração as formas (Integrada e Subsequente) e as modalidades de ensino (Educação Profissional e PROEJA), além da grade curricular dos três cursos e das diretrizes que regulam a Educação Profissional.
8
Nesse contexto, então, é fundamental que este documento seja objeto de análise e avaliação por parte da comunidade escolar, com o intuito de verificar se os objetivos do mesmo estão em consonância com os demais projetos desenvolvidos e, principalmente, com os desejos e aspirações institucionais.
9
2 IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
NOME DA INSTITUIÇÃO: Colégio Agrícola Vidal de Negreiros - CAVN CGC: 24098477/0010-00 ENDEREÇO: Campus Universitário III – UFPB - Bananeiras – PB CEP: 58220-000 TELEFONE: (83) 3367-1200 Ramais: 249, 259, 273 ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.cavn.ufpb.br / cavn@cchsa.ufpb.br RESPONSÁVEL PELA UNIDADE DE ENSINO: Prof. Gerson Alves de Azerêdo - Diretor VINCULAÇÃO INSTITUCIONAL: Universidade Federal da Paraíba RESPONSÁVEL PELA INSTITUIÇÃO: Prof. Rômulo Soares Polari -Reitor DECRETO DE CRIAÇÃO DA ESCOLA: Decreto nº 14.118, de março de 1920 e Decreto nº 53.358, de 13 de fevereiro de 1964. NÍVEIS DE ENSINO OFERECIDOS: Ensino Médio e Técnico Profissionalizante. MODALIDADES DE ENSINO: Educação Profissional e PROEJA. FORMAS DE ENSINO: Integrada e Subsequente.
10
3 HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO O Colégio Agrícola "Vidal de Negreiros" é uma instituição de ensino público mantida pela Universidade Federal da Paraíba através do decreto n°. 62.173 de 25/01/1968, com sede e foro na cidade de Bananeiras, no Brejo Paraibano, a 141 km de João Pessoa, localizado no Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias, Campus III - UFPB. Em 88 anos, pode ser considerado um dos mais tradicionais colégios de Ensino Técnico Agrícola do Estado da Paraíba e o pioneiro do Ensino Técnico em Agroindústria no Brasil. Por ser vinculado à Universidade Federal da Paraíba, conta com 95% de seus professores qualificados como especialistas, mestres e doutores, com títulos obtidos em Universidades Nacionais e Estrangeiras, tendo como consequência direta, o envolvimento dos alunos em trabalhos de ensino, pesquisa e extensão. Seu início data de 7 de setembro de 1924, sob a responsabilidade de Dulphe Pinheiro Machado, e dos auspícios do então Presidente Epitácio Pessoa. Em 1918, já haviam sido feitos os primeiros estudos para a instalação de instituições patronais em todo o Brasil, por autorização do Presidente Wenceslau Braz, a começar pelo Rio de Janeiro e São Paulo, objetivando assim, livrar da marginalidade os menores, que viviam na promiscuidade, os órfãos e os desamparados. Não fosse a sensibilidade de homens tão devotados à causa social, contando com apoios de entidades federais e de instituições públicas, o projeto não teria sido concretizado. Quando, em 1920, o governo brasileiro determinou as instalações de Patronatos em Núcleos Agrícolas, Postos Zootécnicos e estabelecimentos adquiridos pelo Ministério da Agricultura, viu-se nascer um modelo de aprendizado que levaria o país ao lugar de destaque que hoje ocupa no cenário da agricultura internacional. Nesse mesmo ano, deu-se início à implantação do Patronato na Paraíba, mais especificamente em Bananeiras, tendo à frente o Inspetor Agrícola Federal Dr. Diógenes Caldas e o Dr. José Augusto Trindade, que foi nomeado diretor em setembro de 1924. Os objetivos das autoridades de dotarem o município de Bananeiras de uma instituição desse nível foram alcançados, possibilitando assim, que os menores dispusessem de uma unidade de ensino rural, e as instituições agrícolas, de um laboratório de pesquisa e desenvolvimento.
11
Em 1976, a então Escola Agrícola Vidal de Negreiros, foi vinculada à UFPB, quando se criou o Centro de Formação de Tecnólogos, juntamente com o Curso Técnico de Nível Superior em Cooperativismo, que já teve suas atividades encerradas. Em março de 2008, por meio de consulta democrática, a comunidade acadêmica determinou a mudança do nome do Centro de Formação de Tecnólogos - CFT para Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias – CCHSA. O CAVN tem por objetivo ofertar à comunidade uma educação de qualidade, voltada às necessidades sócio-culturais, científicas e tecnológicas do novo milênio, pautada no desenvolvimento tecnológico e no equilíbrio do meio ambiente, dentro de um modelo dinâmico de geração, produção de conhecimento e aplicação de saberes, por meio de um Projeto pedagógico curricular que segue os princípios da educação pública e gratuita, congregando ensino, pesquisa e extensão, com o objetivo de capacitar profissionais para o trabalho e prosseguimento de estudos posteriores para o exercício de atividades produtivas e sociais, visando o desenvolvimento da região.
12
4 INTRODUÇÃO De acordo com Ferreira (1975), etimologicamente, o termo projeto vem do latim projectu = lançado. É particípio passado do verbo projicere, que significa lançar para frente. É um plano, intento, desígnio. Empreendimento. Plano geral de edificação. Analisando com mais minúcia a etimologia do termo Projeto pedagógico curricular, será mais fácil familiarizar-se com o que ele diz em suas entrelinhas: PROJETO = vem do latim PROJICERE que significa lançar para frente; POLÍTICA = refere-se à ciência ou arte de governar; orientação administrativa de um governo; princípios diretores da ação; conjunto dos princípios e dos objetivos que servem de guia a tomadas de decisão e que fornecem a base da planificação de atividades em determinado domínio; modo de se haver em qualquer assunto particular para se obter o que se deseja; estratégia; táctica; (Do grego politiké, «a arte de governar a cidade»). PEDAGÓGICO = relativo ou conforme à pedagogia; que é teoria da arte, filosofia ou ciência da educação, com vista à definição dos seus fins e dos meios capazes de os realizar. O Projeto pedagógico curricular uma ferramenta gerencial que auxilia a escola a definir suas prioridades estratégicas, convertendo-as em metas educativas e tendo o cuidado de medir e verificar se os resultados foram alcançados, além de avaliar o próprio desempenho. Ele adquire significado quando a instituição toma para si a responsabilidade de compreendê-lo, desenvolvê-lo e avaliá-lo no coletivo, com a participação de todos que exercem atividades na escola (professores, diretores, coordenadores, funcionários, pais, alunos e a comunidade), valorizando a diversidade, as controvérsias, a negociação e a articulação entre todos os atores nas dimensões administrativa, política e pedagógica, pautado nas diretrizes do sistema educacional. Nesse sentido, toda instituição educacional deve ter definida para si e para a sua comunidade escolar, uma identidade e um conjunto orientador de normas que iluminem a ação pedagógica cotidiana. A escola é o lugar da concepção, realização e avaliação de seu projeto educativo, uma vez que organiza seu trabalho pedagógico baseando-se em sua realidade, sendo norteada por referenciais ditados pelo sistema de ensino.
13
A participação ampla assegura a transparência das decisões, fortalece as pressões para que sejam elas legítimas, garante o controle sobre os acordos estabelecidos e, sobretudo, contribui para que sejam contempladas questões que de outra forma não entrariam em cogitação (MARQUES, In VEIGA, 2008, p. 18).
Nessa perspectiva o PPC possibilita a integração da comunidade escolar em torno de objetivos comuns que refletem as reais necessidades de cada escola. É uma ação intencional e um compromisso definido coletivamente, o qual se relaciona às duas dimensões. Sendo assim, considera-se o PPC como um processo permanente de reflexão e discussão de problemas escolares, na busca de alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade, propiciando a vivência democrática necessária para a participação de todos os membros da comunidade escolar e o exercício da cidadania. Pelo caráter democrático, tenta instaurar uma forma de organização do trabalho pedagógico em dois níveis: o da escola como um todo e o da sala de aula, associando-o com o contexto social. Vale acrescentar, ainda, que essa organização do trabalho pedagógico relacionase com a organização social devido ao fato da escola ser uma instituição social que reflete internamente as determinações e contradições da sociedade capitalista.
14
5 JUSTIFICATIVA O Estado da Paraíba apresenta uma população de 3.769.977 habitantes (IBGE, 2009), distribuídos entre 223 municípios. A densidade populacional do estado é de 64,52 habitantes por quilômetro quadrado. O crescimento demográfico entre 1991 e 2000 foi, em média, de 0,8% ao ano. O cenário econômico do estado da Paraíba na área de Agropecuária e Agroindústria tem se alterado ao longo das últimas décadas, quer seja por mudanças ocorridas na própria geografia agrícola do estado, quer seja pela interferência do governo através da implantação de programas e incentivo à produção familiar e cooperativista, quer seja pela mudança na postura da população consumidora. Um exemplo típico é o incentivo que o governo estadual tem dado nos últimos anos à produção e comercialização de leite de cabra. Este projeto vem alterando o cotidiano de comunidades do semiárido paraibano. A garantia da comercialização tem expandido o rebanho caprino e incrementado a renda de pequenos produtores melhorando suas condições de vida. Por outro lado, em alguns municípios, a expansão do rebanho caprino tem interferido na produção da agricultura familiar, inclusive substituindo-a. Tendências atuais como a agroenergia, agroecologia, agricultura sustentável e, mais recentemente, a agricultura de baixo carbono, vem moldando a agricultura não só regionalmente, como também em nível nacional e mundial. O processamento e beneficiamento desses produtos incentivam a agroindústria na Paraíba, apesar desse processo ainda não ter se efetivado em nosso estado. A atual febre pelas culturas agroenergéticas da mamona e girassol exemplificam esse processo. Essas culturas têm sido incentivadas e implantadas em pequenas comunidades através de projetos financiados por agências de fomento nacionais, como por exemplo, a Petrobrás. Segundo o Censo Agropecuário 2006, a área total de lavouras da Paraíba foi de 704.690 hectares, sendo destacada a produção de banana, cana-de-açúcar, feijão, mandioca e milho. O mesmo censo apresenta dados referentes à produção animal, tendo destaque a produção bovina, equina, caprina e ovina, suína e avícola.
15
As atividades industriais, que em anos anteriores estavam fortemente concentradas nas mesorregiões da Zona da Mata e Agreste paraibanos, notadamente na região metropolitana de João Pessoa e Campina Grande, atualmente tendem a se expandir para as regiões mais interiores do estado. As agroindústrias estão fortemente ligadas ao beneficiamento e transformação de produtos, tais como: cana-de-açúcar, leite, couros e peles, e frutas em geral. Neste contexto, o Colégio Agrícola Vidal de Negreiros, em 88 anos de atividade, vem oferecendo ensino agrícola profissionalizante em várias modalidades e formas de ensino. A partir da década de 90 vem sendo oferecida a habilitação em Agroindústria. Vale salientar que esta habilitação foi criada e ministrada pioneiramente nessa escola, servindo de base para a criação de habilitações similares em todo o país. Em 2008, mantendo seu caráter pioneiro, o CAVN iniciou a primeira turma do curso Técnico em Aquicultura do estado. Os cursos da Educação Profissional oferecidos nesta escola, apresentam um perfil profissional de conclusão compatível com as expectativas do mercado de trabalho regional, contribuindo, decisivamente, para o desenvolvimento das facetas agropecuária e agroindustrial da economia paraibana, nordestina e brasileira. O CAVN, buscando adequar-se à política de diretrizes para a Educação Profissional, estabelecida pelo Ministério da Educação a partir da promulgação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) nº 9.394/96, e através da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), vem promovendo um gigantesco esforço na reestruturação dos seus currículos para atender às demandas que está a exigir qualidade no setor educacional. Exemplo disso é a mudança da forma de articulação entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio, de concomitante para integrada, após a publicação do Decreto nº 5.154, em julho de 2004, que revogou o Decreto nº 2.208/97, redefinindo as diretrizes para o Ensino Profissionalizante. Em 2006, mediante o Decreto nº 5.840, o MEC instituiu, no âmbito federal o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na modalidade de
16
Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), estabelecendo prazos e percentuais para as Instituições Federais de Ensino Técnico-profissionalizante implantar seus programas. Mais recentemente, com a publicação do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos de Nível Médio, em 2008 (Resolução nº.3, CNE-CEB), a nomenclatura dos cursos foi alterada para se adaptar ao disposto nesta resolução, que antes era denominada Educação Profissional de nível técnico e passou a ser Educação Profissional Técnica de nível médio. Com a criação da Lei 11.684/2008, foram incluídas nos currículos do ensino médio as disciplinas de Filosofia e Sociologia como obrigatórias, assim como, a Lei 11.769/2008, que alterou a LDB e dispôs sobre a obrigatoriedade do conteúdo do ensino de música na educação básica no componente curricular de Arte. Como também, as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que modificou a LDB, e estabeleceu às diretrizes e bases da educação nacional, incluindo no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura AfroBrasileira e Indígena”. Com essas mudanças em via de implantação, o CAVN busca se atualizar, acompanhando as inovações educacionais, tecnológicas e científicas, fortalecendo sua presença na região e no estado como uma instituição referencial na oferta da Educação Profissional, nos níveis básico e técnico, como também no ensino médio.
17
6 DIAGNÓSTICO INSTITUCIONAL Para que se possa pensar em estabelecer objetivos para a instituição e propor ações de trabalho, faz-se necessário conhecê-la melhor, seu funcionamento e sua realidade. Por ora, analisaremos os seguintes aspectos: 6.1 - Oferta de ensino 6.2 - Requisitos de ingresso 6.3 - Perfil do egresso 6.4 - Cursos e organização curricular 6.6 - Pessoal docente e técnico-administrativo 6.7 - Recursos físicos e tecnológicos
6.1 OFERTA DE ENSINO Os cursos oferecidos pelo CAVN são técnicos de nível médio com ênfase no Ensino Agrícola. Atualmente, são ofertados três cursos: Agropecuária, Agroindústria e Aquicultura, sendo oferecidos em diferentes formas e modalidades. Baseado no Art. 4º, § 1º do Decreto nº 5.154/2004, que estabeleceu a organização da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, podemos classificar os cursos oferecidos no CAVN como segue:
a) Forma Integrada: os alunos estudam o ensino médio e o ensino profissionalizante de forma integrada. Nesse caso é oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental e que esteja na faixa etária do ensino médio (idade inferior a 18 anos). O curso é planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio, na mesma instituição de ensino, contando com matrícula única para cada aluno.
b) Forma Subsequente: também chamada pós-médio, os alunos cursam apenas o ensino técnico profissionalizante. Os cursos nesta forma são oferecidos apenas a quem já tenha concluído o ensino médio.
18
c) Modalidade PROEJA: também destinado a alunos que possuam o ensino fundamental completo mas que estão fora da faixa etária escolar (acima de 18 anos completos). Nesta modalidade o ensino médio e o ensino profissionalizante são integrados. A oferta desta modalidade no CAVN iniciou-se em 2008, com o curso técnico em Agropecuária. Por ser integrado, cada aluno possui apenas uma matrícula. O Quadro 1 apresenta os cursos, as formas de ensino e o número de vagas oferecidas em 2010.
CURSO TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO
FORMAS DE ENSINO
NÚMERO DE VAGAS (2010)
Agropecuária
Integrada
80
Agropecuária
Subsequente
40
Agropecuária
Integrada/PROEJA
40
Agroindústria
Integrada
40
Agroindústria
Subsequente
40
Aquicultura
Subsequente
35
Total de vagas
275
Quadro 1. Cursos, formas de ensino e número de vagas oferecidas em 2010. FONTE: Comissão do Exame de Seleção CAVN – 2010
No presente momento, existe uma proposta de ampliação do número de alunos atendidos bem como de diversificação dos cursos oferecidos. Está previsto no Plano de Desenvolvimento Institucional, PDI, a criação de novos cursos técnicos de nível médio nas áreas de Informática, Nutrição e Agroecologia a serem ofertados até o ano de 2014.
6.2 REQUISITOS DE INGRESSO
19
No CAVN, a procura pelos cursos técnicos é bem maior do que a oferta de vagas que a instituição pode oferecer. Dessa forma, é necessária a escolha de critérios e a realização de uma seleção para o ingresso de alunos. Os requisitos de seleção para ingresso em qualquer curso no CAVN são: o atendimento ao nível de escolaridade e idade escolar mínimos exigidos para cada forma de ensino (ver 6.1), e a classificação no Exame de Seleção realizado pela instituição. O Exame de Seleção do CAVN consta de provas escritas conjuntas de Português, Matemática e Ciências, ao nível do Ensino Fundamental, para os alunos que pretendem fazer os cursos na forma integrada, uma entrevista e avaliação do histórico escolar do Ensino Médio para os alunos que pretendem fazer os cursos na forma subsequente. A classificação é feita por ordem decrescente, com base no total de pontos obtidos por candidato, com nota diferente de 0,0 (zero), no exame escrito ou na entrevista, de acordo com o número de vagas ofertadas por curso. No Quadro 2 são apresentadas algumas informações referentes à distribuição de inscritos por curso e relação de candidatos/vagas do Exame de Seleção para ingresso em 2010. CURSOS
Nº de Inscritos
Nº de Vagas
Relação Candidato/Vaga
Técnico em Agropecuária (Integrado)
122
80
1,5
Técnico em Agropecuária (Subsequente)
129
40
3,2
Técnico em Agropecuária (PROEJA)
64
40
1,6
Técnico em Agroindústria (Integrado)
54
40
1,4
Técnico em Agroindústria (Subsequente)
124
40
3,1
Técnico em Aquicultura (Subsequente)
23
35
0,7
Quadro 2. Distribuição de inscritos por curso e relação de candidatos/vagas do Exame de Seleção para ingresso em 2010
FONTE: Comissão do Exame de Seleção CAVN 2010
6.3 PERFIL DO EGRESSO
20
Um curso técnico de nível médio ofertado no CAVN, mesmo quando oferecido em diferentes formas ou modalidades, garante ao aluno egresso a mesma carga horária e disciplinas do curso. Por exemplo, as disciplinas cursadas no curso de Agropecuária na forma integrada são as mesmas disciplinas cursadas no curso de Agropecuária na forma subsequente, e são as mesmas cursadas em Agropecuária, na modalidade PROEJA, com as mesmas cargas horárias. . Dessa maneira, o perfil profissional apresentado a seguir independe da forma ou modalidade do curso, sendo válidos para integrado, subsequente ou PROEJA.
6.3.1 Profissional técnico de nível médio em Agropecuária O profissional técnico de nível médio em Agropecuária será capaz de: • Planejar, executar, acompanhar e fiscalizar todas as fases dos projetos agropecuários; • Administrar propriedades rurais; • Elaborar, aplicar e monitorar programas preventivos de sanitização na produção animal, vegetal e agroindustrial; • Fiscalizar produtos de origem vegetal, animal e agroindustrial; • Realizar medição, demarcação e levantamentos topográficos rurais; • Atuar em programas de assistência técnica, extensão rural e pesquisa; • Assegurar a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
6.4 CURSOS E ORGANIZAÇÃO CURRICULAR 6.4.1 Cursos O CAVN é uma escola vinculada à UFPB voltada para a educação profissional e para o ensino médio, destacando-se prioritariamente nas áreas de agropecuária, agroindústria e aquicultura. Sua finalidade fundamental consiste na realização das atividades de ensino, pesquisa e extensão, no sentido de que essas atividades contemplem as formações científicas e tecnológicas indispensáveis ao desenvolvimento regional.
21
Os cursos técnicos de nível médio ofertados pelo CAVN são os seguintes: Curso Integrado: Curso Técnico em Agropecuária – prioriza o desenvolvimento de competências e habilidades na área da produção animal, produção vegetal, da gestão agropecuária e no desenvolvimento e execução de projetos agropecuários, de forma a atender às necessidades de organização e produção dos diversos segmentos da cadeia produtiva do agronegócio, visando à qualidade e à sustentabilidade econômica, ambiental e social. Este curso se desenvolve de forma integrada com o ensino médio. Curso Subsequente: Curso Técnico em Agropecuária – prioriza o desenvolvimento de competências e habilidades na área da produção animal, produção vegetal, da gestão agropecuária e no desenvolvimento e execução de projetos agropecuários, de forma a atender as necessidades de organização e produção dos diversos segmentos da cadeia produtiva do agronegócio, visando à qualidade e à sustentabilidade econômica, ambiental e social. 6.4.2 Organização curricular 6.4.2.1 Curso Integrado De acordo com a Resolução CNE/CEB n° 1, de fevereiro de 2005, em seu Art. 5°, os cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio realizados de forma integrada com o ensino médio terão suas cargas horárias totais ampliadas para um mínimo de 3.200 horas para aquelas que exigem um mínimo de 1.200 horas acrescido da carga horária do ensino médio, que é 2.400 horas, distribuídas num total de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver. Os currículos dos cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio seguem o disposto no Art. 26 da LDB, como também o que diz a Resolução CNE/CEB n° 04/99, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico, no qual devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar; uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais
22
da sociedade, da cultura, da economia e da clientela; e uma base profissional, necessária à qualificação do técnico na área. 6.4.2.1.1 Ensino Médio A Base Nacional Comum dos currículos do ensino médio integrado é composta por 11 disciplinas: Língua Portuguesa e Literatura, Educação Física, Arte, Matemática, Biologia, Química, Física, História, Geografia, Filosofia e Sociologia. A parte diversificada apresenta duas disciplinas: Língua Estrangeira (Espanhol) e Informática. Estas disciplinas são organizadas em três áreas de conhecimento, como sugerem os PCNs (2000): Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias; Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias. A carga horária total correspondente ao Ensino Médio nos cursos integrados é de 2.490 h (essa carga horária não se aplica ao PROEJA). A carga horária anual de cada disciplina, a carga horária semanal e a distribuição das disciplinas ao longo do curso são especificadas nas grades curriculares apresentadas nos Quadros 3 e 4. 6.4.2.1.2 Curso Técnico em Agropecuária O Curso Técnico em Agropecuária é estruturado para ser desenvolvido em três anos quando ministrado na forma integrada ao ensino médio. As 24 disciplinas que compõem a base profissional do curso são agrupadas em três áreas: Produção Vegetal, Produção Animal e Planejamento, Projetos, Gestão e Extensão Rural. A carga horária total da base profissional totaliza 1.545 (mil e quinhentos e quarenta e cinco horas), incluindo o Estágio Supervisionado. Essa carga horária inclui aulas teóricas e práticas, sendo definida como aulas práticas 1/3 da carga horária total de cada disciplina. O Quadro 3 apresenta a grade curricular do curso técnico em Agropecuária na forma integrada, com as disciplinas organizadas por áreas, com suas respectivas cargas horárias e a distribuição ao longo dos anos do curso.
TURMAS/CARGA HORÁRIA SEMANAL ANUAL TOTAL 1° 2° 3° 1° 2° 3° 23 ÁREA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Língua Portuguesa e Lit. Brasileira 4 4 4 120 120 120 360 Educação Física 2 2 2 60 60 60 180 Arte 1 1 30 30 60 COMPONENTE CURRICULAR
BASE NACIONAL COMUM
PARTE DIVERSIFICADA
BASE PROFISSIONAL
Sub-Total 7 7 6 210 210 180 ÁREA DAS CIÊNCIAS DA NATUREZA, MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS Matemática 4 4 4 120 120 120 Biologia 3 3 3 90 90 90 Física 2 2 2 60 60 60 Química 3 3 3 90 90 90
600
Sub-Total
12 12 12 360 360 360 ÁREA DAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS História 2 2 2 60 60 60 Geografia 2 2 2 60 60 60 Filosofia 1 1 2 30 30 60 Sociologia 1 1 1 30 30 30
1080
Sub-Total 6 6 7 180 180 210 ÁREA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Língua Estrangeira- Espanhol 1 1 2 30 30 60 Informática 2 2 60 60
570
Sub-Total 3 3 2 90 CARGA HORÁRIA TOTAL 840 AREA DE PRODUÇÃO VEGETAL 1° 2° 3° 1° T P T P T P Jardinagem 20 10 30 Olericultura 40 20 60 Fitossanidade 60 30 90 Silvicultura 20 10 30 Topografia 40 20 60 Int. à Agroindústria 20 10 30 Solos - 60 30 Irrigação e Drenagem - 40 20 Fruticultura - 60 30 Mecanização Agrícola - 40 20 Colheita e Pós-Colheita - 20 10 Culturas - 60 30 -
90 840
60 810
240 2.490
2°
3°
90 60 90 -
60 30 90
30 60 90 30 60 30 90 60 90 60 30 90
Sub-Total
240
180
720
30 45 60 60 -
60 60
30 30 30 30 30 45 60 60 60 60
Apicultura Cunicultura Ranicultura Piscicultura Construções Rurais Pastagem Suinocultura Avicultura Bovino Caprino-ovinocultura
300 AREA DE PRODUÇÃO ANIMAL 20 10 30 20 10 30 20 10 30 20 10 30 - 20 10 - 30 15 - 40 20 - 40 20 - 40 20 - 40 20 -
360 270 180 270
180 180 120 90
120 120
Sub-Total 120 195 120 435 AREA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS, GESTÃO E EXTENSÃO RURAL Planejamento e Projetos - - 60 30 90 90 Gestão e Extensão Rural - - 40 20 60 60
24
Quadro 3 - Grade Curricular do Curso Profissional Técnico de nível médio em Agropecuária de forma integrada. A distribuição das disciplinas técnicas ao longo do curso levou em conta a carga horária disponível em cada ano, além da possibilidade de se ter disciplinas de cada área em cada um dos três anos. A aprovação no ano letivo é condicionada a aprovação de todas as disciplinas previstas para aquele ano, não havendo distinção entre as disciplinas do ensino médio e a da parte profissionalizante. A certificação no curso acontece com a conclusão de todas as disciplinas e com a realização e defesa do Relatório do Estágio Supervisionado. 6.4.2.2 Curso Subsequente De acordo com o Art. 6°, da Resolução n° 1, de fevereiro de 2005, os cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio realizados de forma subsequente ao Ensino Médio deverão considerar a carga horária total do Ensino Médio, nas modalidades regular ou de Educação de Jovens e Adultos e praticar a carga horária mínima exigida pela respectiva habilitação profissional, da ordem de 800, 1.000 ou 1.200 horas, segundo a correspondente área profissional.
6.4.2.2.1 Curso Técnico em Agropecuária O Curso Técnico em Agropecuária ministrado na forma subsequente é estruturado em três módulos: Módulo Inicial, Módulo Intermediário e Módulo Final. Cada módulo tem a duração de um semestre letivo, o que implica que o curso tem um ano e meio de duração. Sua carga horária de 1.545 (mil e quinhentos e quarenta e cinco horas), inclui o Estágio Supervisionado, e as aulas práticas perfazem 1/3 da carga horária total por disciplina de cada módulo. A distribuição das disciplinas nos três módulos procurou dividir a carga horária aproximadamente por igual. A divisão também se baseou em outros critérios: no Módulo Inicial foram agrupadas as disciplinas que tratam de animais e plantas de pequeno porte e disciplinas
25
básicas para a área vegetal; no Módulo Intermediário, as disciplinas relacionadas a animais e plantas de médio porte e as disciplinas de Planejamento e Projetos, Gestão e Extensão Rural são antecipadas; no Módulo Final, são ministradas as disciplinas relacionadas a animais e plantas de grande porte e disciplinas finais, como Colheita e Pós-colheita. No Módulo Final, se levou em conta o Estagio Supervisionado para a divisão da carga horária. O Quadro 5 apresenta a grade curricular do curso técnico em Agropecuária na forma subsequente, com as disciplinas organizadas por áreas, com suas respectivas cargas horárias e a distribuição por módulos (semestres letivos).
Quadro 5 - Grade curricular do Curso Profissional técnico de nível médio em TURMAS/CARGA HORÁRIA TEÓRICA/PRÁTICA SEMESTRAL 1° 2° 3° 1° 2° 3° ÁREA DE PRODUÇÃO VEGETAL T P T P T P Olericultura 40 20 60 Fitossanidade 40 20 20 10 60 30 Silvicultura 20 10 30 Topografia 40 20 60 Solos 40 20 20 10 60 30 Irrigação e Drenagem 40 20 60 Mecanização Agrícola 40 20 60 Jardinagem - 20 10 30 Culturas - 60 30 90 Int. à Agroindústria - 20 10 30 Fruticultura - 60 30 90 Colheita e Pós-Colheita - 20 10 30 COMPONENTE CURRICULAR
BASE PROFISSIONAL
Sub-Total Apicultura Cunicultura Ranicultura Piscicultura Pastagem Suinocultura Avicultura Construções Rurais Bovino Caprino-ovinocultura
390 ÁREA DE PRODUÇÃO ANIMAL 20 10 30 20 10 30 20 10 30 20 10 30 - 30 15 - 40 20 - 40 20 - 20 10 - 40 20 - 40 20 -
TOTAL
60 90 30 60 90 60 60 30 90 30 90 30
210
120
720
45 60 60 30 -
60 60
30 30 30 30 45 60 60 30 60 60
Sub-Total 120 195 120 435 ÁREA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS, GESTÃO E EXTENSÃO RURAL Planejamento e Projetos - 60 30 90 90 Gestão e Extensão Rural - 40 20 60 60 Sub-Total Estágio Supervisionado Carga Horária Total
-
-
-
-
-
-
-
60
90 240
150 240 1545
26
Agropecuária de forma subsequente.
O curso técnico organizado na forma subsequente permite a certificação ao final de cada módulo, desde que todas as disciplinas do módulo tenham sido concluídas com aprovação. A certificação final no curso acontece com a conclusão de todas as disciplinas e com a realização e defesa do Relatório do Estágio Supervisionado. 6.5 PESSOAL DOCENTE E TÉCNICO-ADMINISTRATIVO De acordo com relatório da SRH/UFPB em outubro de 2010, estavam lotados na UFPB/ CCHSA e exercendo suas funções no CAVN 75 Professores da Carreira de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e de Magistério Superior, dentre os quais 64 lecionam no curso profissional técnico de nível médio em Agropecuária, assim como 52 Técnico-administrativos, totalizando 126 servidores ativos. A distribuição dos docentes e dos técnico-administrativos pode ser visualizada nos Quadros a seguir.
6.5.1 Docentes: Nº
NOME
FORMAÇÃO
TITULAÇÃO
01
Ada Neuza de Oliveira
Licenciada em Química
Mestranda
02
Adilson David de Barros
Bacharel em Agronomia
Doutor
03
Albério Lopes Rodrigues
Bacharel em Medicina Veterinária
Doutor
04
Albertina Maria R. de Brito
Bacharel em Administração
05
Alda Lúcia de Lima Amâncio
Bacharel em Zootecnia
Doutora
06
Alexandre Eduardo de Araújo
Bacharel em Agronomia
Doutor
07
Alexandre José Soares Miná
Bacharel em Engenharia Civil
Doutor
08
Alex da Silva Barbosa
Licenciado em Ciências Agrárias
Doutorando
09
Alex Poeta Casali
Bacharel em Zootecnia
10
Catarina de Medeiros Bandeira
Licenciada em Ciências Biológicas
Doutoranda
Doutor Doutoranda
27
11
Cleber Brito de Souza
Bacharel em Agronomia
Doutor
12
Davi Stefanni Souza
Bacharel em Ciências Econômicas
Mestre
13
Diogo Fernandes da Silva
Licenciada em Ciências Sociais
Mestre
14
Edvaldo Mesquita B. Filho
Bacharel em Agronomia
Doutor
15
Edson Cavalcanti da Silva
Licenciado em História
Especialista
16
Edson Brito Guedes
Licenciado em Filosofia
Mestre
17
Emiliano Rostand de M. Célio
Bacharel em Cienc.da Computação
Mestrando
18
Esmeraldo F. Castro da Cunha
Licenciado em Matemática
Especialista
19
Fábio de Sousa Dantas
Licenciado em Língua Portuguesa
Mestre
20
Fillipe Silveira Marini
Bacharel em Engenharia Agrícola
Doutor
21
Fernando Antônio A. Lins
Licenciado em Ciências Agrárias
Doutorando
22
George Rodrigo B. da Cruz
Bacharel em Agronomia
Doutor
23
Gerson Alves de Azerêdo
Bacharel em Medicina Veterinária
Doutor
24
Hemmannuella Costa Santos
Bacharel em Agronomia
Doutora
25
Inaldo Soares dos Anjos
Licenciado em Língua Portuguesa
Especialista
26
Isabelle da Costa Wanderley
Licenciada em Ciências Biológicas
Mestre
27
Jairo de Pontes Gomes
Bacharel em Administração
Mestre
28
Jarbas Sobreira Moreira
Bacharel em Agronomia
Mestre
29
João Filadelfo de C. Neto
Licenciado em Geografia
Mestre
30
João Mª Pereira do Nascimento
Licenciado em Geografia
Mestre
31
José Edilson Alves de Araújo
Licenciado em Ciências Biológicas
Mestrando
32
José Eduardo Ferreira Espínola
Licenciado em Ciências Agrárias
Doutorando
33
José Francisco C. dos Santos
Licenciado em Matemática e Bacharel em Agronomia
Mestre
28
34
José Humberto Vilar da Silva
Bacharel em Zootecnia
Doutor
35
José Iram Lima da Costa
Licenciado em História
Especialista
36
José Pessoa Cruz
Licenciado em Letras- Espanhol
Especialista
37
José Jordão Filho
Licenciado em Ciências Agrárias
Doutor
38
Josilene Aires Moreira
Bacharel em Cienc.da Computação
Doutora
39
Josineide da Silva Bezerra
Licenciada em História
Doutoranda
40
Jussara Ellen Morais Frazão
Licenciatura em Ciências Agrárias
Pós-Doutora
41
Laesio Pereira Martins
Licenciado em Ciências Agrárias
Doutor
42
Leonardo Dantas da Silva
Bacharel em Agronomia
Doutor
43
Leonardo A. Fonseca Pascoal
Bacharel em Zootecnia
Doutor
44
Manoel Luís Melo
Licenciado em Educação Física
Mestre
45
Marino Eugênio de Almeida Neto
Licenciado em Ciências Biológicas
Doutor
46
Maria das Dores Oliveira de Albuquerque
Licenciada em Letras
Doutora
47
Mª do Socorro F. dos Santos
Licenciado em Química
Mestre
48
Maria do Socorro Silva
Licenciada em Educação Artística/ Bacharel em Nutrição
Mestre
49
Maria José Araújo Wanderley
Bacharel Engenharia Agrícola
Doutora
50
Maria José Duarte Catão
Licenciada em História
Mestre
51
Marcelo Luís Gomes Ribeiro
Licenciado em Ciências Agrárias
Doutor
52
Marcos Paulo C. Menezes
Bacharel em Zootecnia
Doutor
53
Nivânia Pereira da Costa
Bacharel em Agronomia
Doutora
54
Otávio do Carmo O. Neto
Licenciado em Ciências Agrárias
Mestre
55
Pedro Henrique Watanabe
Bacharel em Zootecnia
Doutor
29
56
Robson Henriques Sobral
Licenciado em Educação Física
Mestre
57
Rodrigo Ronelli D. de Andrade
Licenciado em Física
Doutor
58
Rogério Alves de Paiva
Licenciado em Geografia
Mestre
59
Sebastião Medeiros de França
Licenciado em Educação Física
60
Suenio Stevenson T. da Silva
Licenciado em Letras
Mestre
61
Terezinha Domiciano Dantas
Bacharel em Medicina Veterinária
Doutora
62
Vênia Camelo de Souza
Licenciada em Ciências Biológicas
Doutora
63
Verônica de F. G. de Moura
Licenciada em Letras
Doutora
64
Zenóbio Imperiano da Silva
Licenciado em Matemática
Mestre
Especialista
Distribuição dos Docentes, formação e titulação.
6.5.2 Técnico-administrativos Nº
NOME
CARGO
01
Afonso Pergentino da Silva
Cozinheiro
02
Alfredo Silva de Azevedo
Técnico em Agropecuária
03
Almany R. Negromonte
Técnico em Laboratório
04
Álvaro George R. de A. Jr.
Técnico em Tecnologia da Informação
05
Antonio Rodrigues da Silva
Auxiliar de Veterinária e Zootecnia
06
Cláudia Bene Batista da Silva
Pedagoga
07
Danilo Alexandre Barbosa
Analista de Tecnologia da Informação
08
Diego Isaias Dias Marques
Químico
09
Douglas Rodrigues Fernandes
Analista de Tecnologia da Informação
30
10
Edjane Maria Girão de Brito
Telefonista
11
Edvaldo da Costa Silva
Porteiro
12
Eliab Pessoa de Souza
Motorista
13
Eliezer Pessoa de Souza
Conzinheiro
14
Evangelista L. da Silva
Auxiliar em Agropecuária
15
Francisco Nogueira da Silva
Auxiliar em Agropecuária
16
Ideraldo O. A. Evangelista
Químico
17
Ivan Teixeira Maia
Técnico em Agropecuária
18
Ivanildo Honorato da Silva
Pintor/Área
19
João Batista do Nascimento I
Copeiro
20
João França Matos
Servente de Limpeza
21
João Francisco da Silva III
Contínuo
22
João Manoel dos Anjos
Assistente de Alunos
23
João Maria Soares da Silva
Técnico em Laboratório
24
Jorge Pereira de Fontes
Cozinheiro
25
José Osmar Ramos Silva
Técnico em Secretariado
26
José Pires Ribeiro Nóbrega
Agrônomo
27
Joseane da Silva Leite
Assistente Social
28
Josinaldo Ursulino Alves
Auxiliar Agropecuária
29
Larissa Raphaela G. Farias
Trécnica de Laboratório
30
Luís Gonzaga T. de Souza
Operador de Caixa
31
Manoel Brasilino dos Santos
Copeiro
32
Marcos Vinícius M. Beltrão
Assistente em Administração
31
33
Maria da Penha da Silva
Assitente em Administração
34
Mª das Graças P. dos Santos
Assistente em Administração
35
Maria do Socorro Silva
Auxiliar em Administrativo
36
Maria José Nunes Cirne
Telefonista
37
Maria Nair Solano M. de Lima
Pedagoga
38
Mariano Martiniano da Silva
Auxiliar em Agropecuária
39
Maurílio Fidélis da Silva
Assistente em Administrativo
40
Petrônio Duarte Santos
Assistente em Administrativo
41
Quezia Alves de Souza
Técnica em Contabilidade
42
Rachel de Souza Melo
Bióloga
43
Reutemann A. de Almeida
Químico
44
Roberto Ribeiro de Souza
Técnico em Agropecuária
45
Ronaldo Pereira Gomes
Operador de Caldeira
46
Santino Gomes do Nacimento
Auxiliar Agropecuária
47
Selma S. Feitosa
Técnico em Agropecuária
48
Sinara Pereira Fragoso
Engenheira de Alimentos
49
Thayze Rodrigues B. Pessoa
Técnica de Laboratório
50
Theóffillo da Silva Lopes
Pedagogo
51
Valter Moraes Soares
Servente Limpeza
52
Vera Câmara Pessoa
Psicóloga Educacional
6.6 Recursos Físicos e Tecnológicos
32
O CAVN utiliza toda a infra-estrutura da UFPB em diferentes setores no que tange o espaço físico e equipamentos. No setor de Agricultura encontramos: ambiente da coordenação e sala de aula, Laboratório de Entomologia, Laboratório de Frutas e Hortaliças, Laboratório de Sementes, Laboratório de Mecanização, Laboratório de Solos, Clínica Fitossanitária, Sala de equipamentos e fertilizantes, Estufa, Galpão do Viveiro, Reservatório e Cozinha. No setor de Zootecnia: Laboratório de Suinocultura, Laboratório de Cunicultura, Laboratório de Apicultura, Laboratório de Bovinocultura, Laboratório de Ranicultura, Laboratório de Caprino-ovinocultura, Laboratório de Avicultura de Corte, Laboratório de Avicultura de Postura e Laboratório de Piscicultura. Setor de Agroindústria: Laboratório de Controle de Qualidade, Coluna de Refrigeração para gás, UPEDA, Laboratório de Nutrição Animal, Padaria e Lanchonete, Abatedouro e Fornalha. Algumas residências: Alojamentos para alunos dos Cursos Técnicos; Residência; para funcionários; Residência para Professores; Residência do Diretor do CAVN. Outras construções: Restaurante universitário, Bloco de salas de aula dos Cursos Técnicos, Auditório CAVN, Direção do CAVN, Salas de Professores, Departamentos, LABINF, Prédio da Pós-Graduação, Laboratório de Química e Biologia, Lavanderia e PROLICEN, Bloco de Banheiros, Guarita; Capela; Creche (Grãozinho); Estação de Tratamento da água; Biblioteca; SINTESPB, ADUFPB, Grêmio Livre; Quadra de esporte; Ginásio de esporte;Garagem; Vestiários do Campo de Futebol; Casa de festa (ASCAMB); Restaurante Novo; Setor de Eletricidade; Casa de Máquinas.
33
7 AVALIAÇÃO O processo de avaliação é um elemento constitutivo de nosso agir e pensar e que nos acompanha a cada passo. É perceptível que esse elemento vem sofrendo mudanças ao longo dos tempos e consequentemente não pode ser trabalhado como um produto acabado, com o único objetivo de medir a aprendizagem do aluno por meio de uma nota em cada bimestre, mas não podemos negligenciar a sua importância dentro do contexto de educação no qual estamos inseridos. Libâneo (1994, p.196) disse: A avaliação escolar é um componente do processo de ensino que visa, através da verificação dos resultados obtidos, determinar a correspondência destes com os objetivos propostos e, daí, orientar a tomada de decisões em relação às atividades didáticas presentes.
Nessa perspectiva a avaliação é um recurso didático necessário e presente na prática pedagógica e seus resultados devem ser obtidos durante todo o processo educativo e serem condizentes com os objetivos propostos pelo professor, já que a avaliação tem sua relevância quando intercalado com a práxis, cujo objetivo seja alcançar um diagnóstico da realidade do processo de elaboração e sistematização do conhecimento que o ensino deseja alcançar. Para
Luckesi
(1996,
p.18)
[...]
o nosso exercício pedagógico escolar é atravessado mais por uma pedagogia do exame que por uma pedagogia do ensino aprendizagem. Nessa perspectiva, vale ressaltar que se deve deixar de lado é a prática de exames só no final de cada bimestre, visto que a avaliação deve ser desenvolvida no decorrer de todo o processo educativo, como foi mencionada anteriormente, levando em consideração que ela serve de subsídio para uma auto-avaliação, enquanto mediador desse processo como também analisar o nível de conhecimento de ensino de acordo com os diferentes níveis de conhecimentos dos alunos.
34
Como disse Vasconcellos (2002, p.103), A avaliação é um fator de revitalização pessoal e institucional, na medida em que ajuda a localizar os pontos em que precisamos melhorar, os aspectos nos quais precisamos investir nossas energias para corrigir rotas e avanços na direção desejada. Caldeira (1997) afirmou que todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem devem avaliar e serem avaliados, contribuindo para que a avaliação seja realmente cooperativa. A mesma ressaltou que, encarada como um processo, a avaliação deve ser contínua, capaz de revelar toda a trajetória do estudante, não se centrando apenas no produto. Deve, pois, fazer uso de uma variedade de meios e instrumentos que excedam as provas. Considerando todos esses pontos a avaliação deve priorizar a identificação dos problemas e avanços, tendo a participação ativa do professor e do aluno, priorizando a interpretação das diferentes falas, tornando a escola um espaço de inclusão social. É importante ressaltar que a escola é palco de transformações tanto da ciência quanto do senso comum, dentro de uma concepção de interação/sustentação, de uma com a outra, fazendo com que o saber do senso comum se transforme em conhecimento científico, já que esse saber faz
parte da construção do PPC da escola, que é resultado de uma ação democrática. Assim, é interessante investigar a avaliação durante todo o processo, observando como vai sendo construído o fracasso escolar, tentando compreendê-lo e fazendo ao mesmo tempo em que os professores também os compreenda e assim possa reverter a situação. No decorrer do processo o professor deve trabalhar junto ao aluno, despertando-o para a idéia de que a partir do erro podese chegar ao conhecimento, visto que cada indivíduo tem seu próprio ritmo e método de construir o conhecimento. Nesse sentido, a avaliação da aprendizagem no CAVN, é contínua, exigindo uma observação sistemática dos alunos, não apenas com relação ao domínio de conceitos de conteúdos específicos, mas também com relação ao desenvolvimento de competências, como especifica em seu Regimento, título V. Portanto, o aluno deve ser avaliado como um todo, em quaisquer situações que envolvam aprendizagem. Sendo imprescindível a observação constante do desempenho do aluno nos trabalhos em classe, extraclasse, nos estágios supervisionados e
35
pelo uso sistemático de procedimentos e instrumentos de verificação de aprendizagem que se mostrarem aconselháveis e de aplicação possível em cada situação.
8 CERTIFICAÇÃO E DIPLOMAS A Secretaria da escola é o setor de Registro, Escrituração e Arquivo responsável pela expedição de Certificados e/ou Diplomas inerentes à conclusão dos cursos técnicos profissionalizantes de nível médio em Agropecuária, Agroindústria e Aquicultura, ao aluno que tenha cumprido com aproveitamento e demonstrado evidências de competências à integralidade de carga horária correspondente ao currículo, dentro do prazo de 5 anos (§ 4º, Art. 2º, Resolução CNE-CEB No 1/2004). Conforme a matriz curricular apresentada para os Cursos Profissionais Técnicos, de nível médio, em Agropecuária, Agroindústria e Aquicultura, o aluno receberá diploma de conclusão de curso nos respectivos cursos, desde que tenha concluído com êxito todas as disciplinas correspondentes à Base Nacional Comum, a Parte Diversificada e à Base Profissional para os alunos que estudam cursos integrados e às disciplinas da Base Profissional para os alunos que cursam de forma subsequente. A escola certificará os alunos que concluírem os cursos básicos, e os de especialização de nível técnico, além de pessoas que demonstrem evidências de competências, independentemente da forma que as adquiriu, obedecendo aos critérios de aproveitamento de conhecimentos estabelecidos pela instituição.
36
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Projeto: conceito e diferentes contextos. São Paulo: PROEM, 2001. BRASIL. Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Institui as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: 20 de dezembro de 1996. _______. Decreto nº 2.208, de 17 de abril de 1997. Regulamenta o § 2 º do art. 36 e os arts. 39 a 42 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. _______. Decreto n° 5.154, de 23 de julho de 2004. Regulamenta o §2° do art. 36 e os arts. 39 a 41 da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e dá outras providências. Brasília, DF: 23 de julho de 2004. _______. Decreto n° 5.840, de 13 de julho de 2006. Institui, no âmbito federal, o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos- PROEJA, e dá outras providências. Brasília, DF: 13 de julho de 2006. _______. Resolução n° 04, de 1999. Institui as diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional de nível médio. Brasília, DF:1999. _______. Resolução n° 01, de 03 de fevereiro de 2005. Atualiza as diretrizes curriculares nacionais pelo Conselho Nacional para a educação profissional de nível médio. Brasília, DF:1999. _______. Resolução n° 01, de 21 de janeiro de 2004. Estabelece a organização e realização de Estágio de alunos da Educação Profissional. Brasília, DF:2004. _______. Resolução n° 02, de 04 de abril de 2005. Modifica a redação do § 3° do artigo 5° da Resolução CNE/CEB n° 1/2004, até nova manifestação sobre estágio supervisionado pelo Conselho Nacional de Educação. Brasília, DF: 04 de abril de 2005. _______. Resolução n° 57, de 2005. Cria o Curso Técnico de nível médio de Aquicultura do Departamento de Agropecuária do Centro de Formação de Tecnólogos, do Campus III. Brasília, DF: 2005. _______. Resolução n° 58, de 2006. Aprova o Projeto Político-Pedagógico do Curso Técnico em Aqüicultura, do Centro de Formação de Tecnólogos, desta Universidade. _______. Lei nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”. _______. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.
37
_______. Lei n°11.684, de 02 de junho de 2008. Altera o art. 36 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias nos currículos do ensino médio. Brasília, DF: 02 de junho de 2008. _______. Lei n°11.741, de 16 de julho de 2008. Altera dispositivos da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para redimensionar, institucionalizar e integrar as ações da educação profissional técnica de nível médio, da educação de jovens e adultos e da educação profissional e tecnológica. Brasília, DF: 16 de julho de 2008. _______. Lei n°11.769, de 18 de agosto de 2008. Altera a Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica. Brasília, DF: 18 de agosto de 2008. CALDEIRA, A. M. Salgueiro. Avaliação e processo de ensino-aprendizagem. Belo Horizonte: Presença pedagógica, 1997. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 5 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, p. 1.144. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994. LUCKESI, Cipriano. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 4 ed. São Paulo:Cortez, 1996. VASCONCELLOS, Celso dos S. sobre o papel da supervisão educacional/coordenação pedagógica. Coordenação do trabalho pedagógico; do projeto pedagógico ao cotidiano da sala de aula. São Paulo: Liberta, 2002. VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org.). Projeto político-pedagógico da escola: Uma construção possível. 24 ed. Campinas: Papirus, 2008. __________ (org). Quem Sabe Faz a Hora de Construir o Projeto Político-Pedagógico. Campinas: Papirus Editora, 2007.
