UFPB — Universidade Federal da Paraíba Farol Normativoatualizado em 02/11/2026

N7 · Conselhos superiores · CONSEPE

Res. CONSEPE 71/2013

UFPB-CONSEPE-RES-71-2013
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Aprova o Projeto Pedagógico Curricular (PPC) do Ensino Profissionalizante Técnico de Nível Médio em Agroindústria, do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros (CAVN).

Quem a altera, revoga, supera ou cita (0)

nenhuma registrada no acervo

Em que ela se funda, o que regulamenta, altera, revoga ou cita (28)

  • FUNDAMENTA-SE EM
    Decreto 5.154/2004 nesta norma: preâmbulo → na outra: norma inteira“CONSIDERANDO as diretrizes fixadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394 de 20 de novembro de 1996 e o Decreto 5.154, de 23 de julho de 2004, que dispõe sobre o exercício das funções de Regulação e Organização da Educação...” fonte: texto · confiança alta
  • FUNDAMENTA-SE EM
    Lei 9.394/1996 nesta norma: preâmbulo → na outra: norma inteira“CONSIDERANDO as diretrizes fixadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394 de 20 de novembro de 1996 e o Decreto 5.154, de 23 de julho de 2004, que dispõe sobre o exercício das funções de Regulação e Organização da Educação...” fonte: texto · confiança alta
26 citação(ões) simples (REMETE A)
  • cita
    Res. ? 57/2005 em: Anexo“Resolução n° 57, de 2005.”
  • cita
    Res. CNE/CEB 1/2004 em: Anexo“Resolução n° 01, de 21 de janeiro de 2004.”
  • cita
    Res. CNE/CEB 1/2004 em: Anexo“Modifica a redação do § 3° do artigo 5° da Resolução CNE/CEB n° 1/2004, até nova manifestação sobre estágio supervisionado pelo Conselho Nacional de Educação.”
  • cita
    Res. CNE/CEB 1/2005 em: Anexo“Resolução n° 01, de 03 de fevereiro de 2005.”
  • cita
    Res. CNE/CEB 4/1999 em: Anexo“Resolução n° 04, de 1999.”
  • cita
    Res. CNE/CEB 4/1999 em: Anexo“Os currículos dos cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio seguem o disposto no Art. 26 da LDB, como também o que diz a Resolução CNE/CEB n° 04/99, que institui as Diretrizes...”
  • cita
    Decreto 14.118/1920 em: Anexo“3367-1200 Ramais: 249,259, 273 ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.cavn.ufpb.br / cavn@cchsa.ufpb.br RESPONSÁVEL PELA UNIDADE DE ENSINO: Prof. Gerson Alves de Azerêdo - Diretor VINCULAÇÃO INSTITUCIONAL:...”
  • cita
    Decreto 2.208/1997 em: Anexo“Exemplo disso é a mudança da forma de articulação entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio, de concomitante para integrada, após a publicação do Decreto nº 5.154, em...”
  • cita
    Decreto 5.154/2004 em: Anexo“O escopo do material desse projeto visa atender as diretrizes estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o Decreto 5.154, de 23 de...”
  • cita
    Decreto 5.154/2004 em: Anexo“Baseado no Art. 4º, § 1º do Decreto nº 5.154/2004, que estabelece a organização da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, podemos classificar os cursos oferecidos no CAVN como segue: a)...”
  • cita
    Decreto 5.154/2004 em: Anexo“Exemplo disso é a mudança da forma de articulação entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio, de concomitante para integrada, após a publicação do Decreto nº 5.154, em...”
  • cita
    Decreto 53.558/1964 em: Anexo“O ELETRÔNICO: www.cavn.ufpb.br / cavn@cchsa.ufpb.br RESPONSÁVEL PELA UNIDADE DE ENSINO: Prof. Gerson Alves de Azerêdo - Diretor VINCULAÇÃO INSTITUCIONAL: Universidade Federal da Paraíba...”
  • cita
    Decreto 5.840/2006 em: Anexo“Decreto n° 5.840, de 13 de julho de 2006.”
  • cita
    Decreto 5.840/2006 em: Anexo“Em 2006, mediante o Decreto nº 5.840, o MEC instituiu, no âmbito federal, o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na modalidade de Educação de Jovens e...”
  • cita
    Lei 10.639/2003 em: Anexo“Como também, as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que modificou a LDB, e estabeleceu às diretrizes e bases da educação nacional, incluindo no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da...”
  • cita
    Lei 11.645/2008 em: Anexo“Como também, as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que modificou a LDB, e estabeleceu às diretrizes e bases da educação nacional, incluindo no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da...”
  • cita
    Lei 11.684/2008 em: Anexo“Com a criação da Lei 11.684/2008, foram incluídas nos currículos do ensino médio as disciplinas de Filosofia e Sociologia como obrigatórias, assim como, a Lei 11.769/2008, que alterou a LDB e...”
  • cita
    Lei 11.741/2008 em: Anexo“Lei n°11.741, de 16 de julho de 2008.”
  • cita
    Lei 11.769/2008 em: Anexo“Com a criação da Lei 11.684/2008, foram incluídas nos currículos do ensino médio as disciplinas de Filosofia e Sociologia como obrigatórias, assim como, a Lei 11.769/2008, que alterou a LDB e...”
  • cita
    Lei 9.394/1996 em: Anexo“O escopo do material desse projeto visa atender as diretrizes estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o Decreto 5.154, de 23 de...”
  • cita
    Lei 9.394/1996 em: Anexo“Regulamenta o § 2 º do art. 36 e os arts. 39 a 42 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.”
  • cita
    Lei 9.394/1996 em: Anexo“Regulamenta o §2° do art. 36 e os arts. 39 a 41 da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e dá outras providências.”
  • cita
    Lei 9.394/1996 em: Anexo“Altera o art. 36 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias nos...”
  • cita
    Lei 9.394/1996 em: Anexo“Os currículos dos cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio seguem o disposto no Art. 26 da LDB, como também o que diz a Resolução CNE/CEB n° 04/99, que institui as Diretrizes...”
  • cita
    Res. CONSEPE 02/2005 em: Anexo“Resolução n° 02, de 04 de abril de 2005.”
  • cita
    Res. CONSEPE 58/2006 em: Anexo“Resolução n° 58, de 2006.”

Por dispositivo desta norma

Normas irmãs e paralelas · sugestão

Irmãs são citadas pelas mesmas normas que citam esta; paralelas citam as mesmas bases que esta sem se citarem. Não é relação normativa.

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Transcrição para consulta; não substitui a publicação oficial. 30 citação(ões) ligada(s) à norma citada; 2 artigo(s) com âncora.

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÂO

Resolução Nº 71/2013

Aprova o Projeto Pedagógico Curricular (PPC) do Ensino Profissionalizante Técnico de Nível Médio em Agroindústria, do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros (CAVN). O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal da Paraíba, no uso das suas atribuições e tendo em vista o que deliberou em reunião realizada em 18 de junho de 2013 (Processo nº 23074.039594/12-51), CONSIDERANDO que o PPC ao se constituir democrático está centrado tanto na preparação de profissionais para o mercado de trabalho, como também na formação crítica, moral e ética para o exercício da cidadania. Cidadãos conscientes com o seu papel na sociedade, capazes de tomar decisões dentro da organização do trabalho pedagógico e que superem conflitos, evitando desenvolver relações competitivas, corporativas e autoritárias, diminuindo os efeitos fragmentários da divisão do trabalho que reforça as diferenças e hierarquiza os poderes de decisão; CONSIDERANDO os critérios e os padrões de qualidade estabelecidos pela UFPB para formação de profissionais; CONSIDERANDO a importância de um Projeto Pedagógico de Curso dinâmico e atualizado que estará em constante processo de avaliação; CONSIDERANDO as diretrizes fixadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394 de 20 de novembro de 1996 e o Decreto 5.154, de 23 de julho de 2004, que dispõe sobre o exercício das funções de Regulação e Organização da Educação Profissional Técnica de Nível Médio; RESOLVE:

Art. 1º Aprovar o Projeto Curricular do Ensino Profissionalizante de Nível Médio em Agroindústria, do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Conselho Superior de Ensino, Pesquisa Extensão da Universidade Federal da Paraíba, 21 de outubro de 2013.

Margareth de Fátima Formiga Melo Diniz Presidenta

Anexo da Resolução Nº 71/2013 do CONSEPE que Aprova o Projeto Pedagógico Curricular (PPC) do Ensino Profissionalizante Técnico de Nível Médio em Agroindústria, do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros (CAVN).

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, SOCIAIS E AGRÁRIAS COLÉGIO AGRÍCOLA VIDAL DE NEGREIROS

COLÉGIO AGRÍCOLA “VIDAL DE NEGREIROS”

PROJETO PEDAGÓGICO CURRICULAR TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO EM AGROINDÚSTRIA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, SOCIAIS E AGRÁRIAS COLÉGIO AGRÍCOLA VIDAL DE NEGREIROS

Presidente da República DILMA VANA ROUSSEFF Ministro da Educação FERNANDO HADDAD Secretário da Educação Profissional e Tecnológica ELIEZER MOREIRA PACHECO Reitor RÔMULO SOARES POLARI Vice-Reitora MARIA YARA CAMPOS MATOS Diretor do CCHSA – Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias ANTÔNIO EUSTÁQUIO REZENDE TRAVASSOS Vice-Diretora TEREZINHA DOMICIANO DANTAS MARTINS Diretor do CAVN – Colégio Agrícola “Vidal de Negreiros” GERSON ALVES DE AZEREDO Vice–Diretor EDSON CAVALCANTI DA SILVA

PROJETO PEDAGÓGICO CURRICULAR

O projeto pedagógico curricular de uma escola adquire significado quando a instituição assume a responsabilidade de concebê-lo, desenvolver e avaliar no coletivo com a participação de todos que atuam na escola (diretor, coordenador, professores, alunos, funcionários, pais e comunidade), levando em conta à diversidade, o pensamento divergente, as controvérsias, a negociação, a articulação entre as dimensões administrativa e pedagógica e as inter-relações com as diretrizes do sistema educacional e respectivos processos de administração e controle. (ALMEIDA, 2001).

Comissão Responsável pela Atualização do Documento:

Edson Cavalcanti da Silva (Vice-Diretor do CAVN) Cláudia Bene Batista da Silva (Coordenação Pedagógica)

Maria José de Figueiredo (Coordenação do Curso de Agroindústria) Rodrigo Ronelli Duarte de Andrade (Coordenação do Curso de Agropecuária) José Jordão Filho (Coordenação do Curso de Aquicultura)

SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO...........................................................................................................07 2 IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO........................................................................10 3 HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO..................................................................................11 4 INTRODUÇÃO................................................................................................................13 5 JUSTIFICATIVA.............................................................................................................15 6 DIAGNÓSTICO INSTITUCIONAL.............................................................................18

6.1 Oferta de Ensino ...........................................................................................................18 6.2 Requisitos de Ingresso...................................................................................................20 6.3 Perfil do Egresso............................................................................................................21 6.3.1 Profissional Técnico de Nível Médio em Agroindústria.............................................21 6.4 Cursos e Organização Curricular................................................................................21 6.4.1 Cursos...........................................................................................................................21 6.4.2 Organização Curricular................................................................................................22 6.4.2.1 Cursos Integrados..........................................................................................22 6.4.2.1.1 Ensino Médio.................................................................................23 6.4.2.1.2 Curso Técnico em Agroindústria...................................................23 6.4.2.2 Curso Subsequente.......................................................................................26 6.4.2.2.1 Curso Técnico em Agroindústria...................................................26 6.5 Pessoal Docente e Técnico-Administrativo.................................................................28 6.5.1 Docentes.......................................................................................................................28 6.5.2 Técnico-Administrativo...............................................................................................30 6.6 Recursos Físicos e Tecnológicos...................................................................................33 7 AVALIAÇÃO...................................................................................................................35 8 CERTIFICADOS E DIPLOMAS...................................................................................37 REFERÊNCIAS..................................................................................................................38 ANEXOS DO PROJETO

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1 APRESENTAÇÃO Ao apresentarmos o Projeto pedagógico curricular (PPC) do Ensino Profissionalizante Técnico de Nível Médio do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros (CAVN), pretendemos possibilitar, por meio da leitura e reflexão deste, que os sujeitos envolvidos no fazer pedagógico possam refletir e (re)considerar suas ações permanentemente. O presente documento não almeja um status de trabalho concluído, pronto para ser seguido, indiscutível e imutável. Ao contrário, desejamos que este documento seja construído e vivenciado em todos os momentos, por todos os envolvidos com o processo educativo do CAVN, seguindo e fundamentando-se nos fins e objetivos nele propostos, com a potencialidade educativa das ações e os efeitos produzidos na direção das mudanças pretendidas. É um projeto que deve estar em constante transformação, a partir de uma reflexão de seu cotidiano, e capaz de dar sentido e qualificar o trabalho que se faz na instituição. O escopo do material desse projeto visa atender as diretrizes estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o Decreto 5.154, de 23 de julho de 2004, que dispõe sobre o exercício das funções de Regulação e Organização da Educação Profissional Técnica de Nível Médio. É de suma importância que todos os sujeitos envolvidos no fazer pedagógico (professores, gestores, alunos e técnico-administrativos) estejam conscientes de seu papel e responsabilidade na (re)formulação deste projeto, de tal forma que possam participar e dividir igualitariamente as responsabilidades, no que concerne às diretrizes deste Projeto pedagógico curricular. O que compete a cada um de nós é o envolvimento para que, juntos, possamos superar o que temos, tomar o projeto em nossas mãos e coordenar ações, pois temos um amplo espaço de reconstrução, de possibilidades abertas a serem gestadas a cada momento. Essa proposta abre-se para compreendermos que, diante do que temos, a escola é possibilidade. Nela, há lugar para pensarmos um outro projeto político-pedagógico escolar, social, local, regional, nacional, planetário. (MEURER In VEIGA, 2007)

Este PPC ao se constituir democrático está centrado não só na preparação de profissionais para o mercado de trabalho, como também, na formação crítica, moral e ética para o exercício da cidadania. Cidadãos conscientes com o seu papel na sociedade, capazes de tomar decisões dentro da organização do trabalho pedagógico e que superem conflitos, evitando desenvolver relações

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competitivas, corporativas e autoritárias, diminuindo os efeitos fragmentários da divisão do trabalho que reforça as diferenças e hierarquiza os poderes de decisão. Todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma nova estabilidade em função da promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores. (GADDOTI In VEIGA, 2008, p. 579)

A atualização do PPC do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros teve início em fevereiro de

2010. Para tanto foi designada uma comissão composta pelos membros da direção do CAVN, os coordenadores dos cursos técnicos e presidida pela coordenadora pedagógica, Cláudia Bene Batista da Silva. Havia, até então, um documento do ano de 2000, que serviu de base para o trabalho da referida comissão. No decorrer do ano de 2010 foram realizadas reuniões periódicas entre os membros da comissão, na qual o documento de 2000 foi analisado e discutido, o que remeteu a conclusão de que haveria a necessidade da inserção de itens que o mesmo não contemplava, a retirada e a reorganização de alguns outros pontos do documento e, acima de tudo, que tal documento deveria ser construído com a participação de todos os envolvidos no processo educativo. Foram realizados diversos encontros com os docentes e os técnico-administrativos em momentos separados, com o objetivo de ampliar as discussões a respeito dos caminhos da instituição, visando uma construção participativa da realidade escolar. Nesses encontros, procurou-se discutir o perfil do aluno egresso, como também a carga horária das disciplinas, distribuição por módulos ou por ano, tanto do ensino médio quanto do ensino profissional técnico de cada curso. Foram levadas em consideração as formas (Integrada e Subsequente) e as modalidades de ensino (Educação Profissional e PROEJA), além da grade curricular dos três cursos e das diretrizes que regulam a Educação Profissional. Nesse contexto, então, é fundamental que este documento seja objeto de análise e avaliação por parte da comunidade escolar, com o intuito de verificar se os objetivos do mesmo

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estão em consonância com os demais projetos desenvolvidos e, principalmente, com os desejos e aspirações institucionais.

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2 IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO

NOME DA INSTITUIÇÃO: Colégio Agrícola Vidal de Negreiros - CAVN CGC: 24098477/0010-00 ENDEREÇO: Campus Universitário III – UFPB - Bananeiras – PB CEP: 58220-000 TELEFONE: (83) 3367-1200 Ramais: 249,259, 273 ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.cavn.ufpb.br / cavn@cchsa.ufpb.br RESPONSÁVEL PELA UNIDADE DE ENSINO: Prof. Gerson Alves de Azerêdo - Diretor VINCULAÇÃO INSTITUCIONAL: Universidade Federal da Paraíba RESPONSÁVEL PELA INSTITUIÇÃO: Prof. Rômulo Soares Polari -Reitor DECRETO DE CRIAÇÃO DA ESCOLA: Decreto nº 14.118, de março de 1920 e Decreto nº 53.358, de 13 de fevereiro de 1964. NÍVEIS DE ENSINO OFERECIDOS: Ensino Médio e Técnico Profissionalizante. MODALIDADES DE ENSINO: Educação Profissional e PROEJA. FORMAS DE ENSINO: Integrada e Subsequente.

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3 HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO

O Colégio Agrícola "Vidal de Negreiros" é uma instituição de ensino público mantida pela Universidade Federal da Paraíba através do decreto n°. 62.173 de 25/01/1968, com sede e foro na cidade de Bananeiras, no Brejo Paraibano, a 141 km de João Pessoa, localizado no Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias, Campus III - UFPB. Em 88 anos, pode ser considerado um dos mais tradicionais colégios de Ensino Técnico Agrícola do Estado da Paraíba e o pioneiro do Ensino Técnico em Agroindústria no Brasil. Por ser vinculado à Universidade Federal da Paraíba, conta com 95% de seus professores qualificados como especialistas, mestres e doutores, com títulos obtidos em Universidades Nacionais e Estrangeiras, tendo como consequência direta, o envolvimento dos alunos em trabalhos de ensino, pesquisa e extensão. Seu início data de 7 de setembro de 1924, sob a responsabilidade de Dulphe Pinheiro Machado, e dos auspícios do então Presidente Epitácio Pessoa. Em 1918, já haviam sido feitos os primeiros estudos para a instalação de instituições patronais em todo o Brasil, por autorização do Presidente Wenceslau Braz, a começar pelo Rio de Janeiro e São Paulo, objetivando assim, livrar da marginalidade os menores, que viviam na promiscuidade, os filhos órfãos e os desamparados. Não fosse a sensibilidade de homens tão devotados à causa social, contando com apoios de entidades federais e de instituições públicas, o projeto não teria sido concretizado. Quando, em 1920, o governo brasileiro determinou as instalações de Patronatos em Núcleos Agrícolas, Postos Zootécnicos e estabelecimentos adquiridos pelo Ministério da Agricultura, viu-se nascer um modelo de aprendizado que levaria o país ao lugar de destaque que hoje ocupa no cenário da agricultura internacional. Nesse mesmo ano, deu-se início à implantação do Patronato na Paraíba, mais especificamente em Bananeiras, tendo à frente o Inspetor Agrícola Federal Dr. Diógenes Caldas e o Dr. José Augusto Trindade, que foi nomeado diretor em setembro de 1924, quando se inaugurou, na presença de autoridades federais, estaduais e municipais, a referida entidade patronal.

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Os objetivos das autoridades de dotarem o município de Bananeiras de uma instituição desse nível foram alcançados, possibilitando assim, que os menores dispusessem de uma unidade de ensino rural, e as instituições agrícolas, de um laboratório de pesquisa e desenvolvimento. Em 1976, a então Escola Agrícola Vidal de Negreiros, foi vinculada à UFPB, quando se criou o Centro de Formação de Tecnólogos, juntamente com o Curso Técnico de Nível Superior em Cooperativismo, que já teve suas atividades encerradas. Em março de 2008, por meio de consulta democrática, a comunidade acadêmica determinou a mudança do nome do Centro de Formação de Tecnólogos - CFT para Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias – CCHSA. O CAVN tem por objetivo ofertar à comunidade uma educação de qualidade, voltada às necessidades sócio-culturais, científicas e tecnológicas do novo milênio, pautada no desenvolvimento tecnológico e no equilíbrio do meio ambiente, dentro de um modelo dinâmico de geração, produção de conhecimento e aplicação de saberes, por meio de um Projeto pedagógico curricular que, segue os princípios da educação pública e gratuita, congregando ensino, pesquisa e extensão, a fim de capacitar profissionais para o trabalho e prosseguimento de estudos posteriores para o exercício de atividades produtivas e sociais, visando o desenvolvimento da região.

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4 INTRODUÇÃO

De acordo com Ferreira (1975), etimologicamente, o termo projeto vem do latim projectu = lançado. É particípio passado do verbo projicere, que significa lançar para frente. É um plano, intento, desígnio. Empreendimento. Plano geral de edificação. Analisando com mais minúcia a etimologia do termo Projeto pedagógico curricular, será mais fácil familiarizar-se com o que ele diz em suas entrelinhas: PROJETO = vem do latim PROJICERE que significa lançar para frente; POLÍTICA = refere-se à ciência ou arte de governar; orientação administrativa de um governo; princípios diretores da ação; conjunto dos princípios e dos objetivos que servem de guia a tomadas de decisão e que fornecem a base da planificação de atividades em determinado domínio; modo de se haver em qualquer assunto particular para se obter o que se deseja; estratégia; tática; (Do grego politiké, «a arte de governar a cidade»). PEDAGÓGICO = relativo ou conforme à pedagogia; que é teoria da arte, filosofia ou ciência da educação, com vista à definição dos seus fins e dos meios capazes de os realizar. O PPC é uma ferramenta gerencial que auxilia a escola a definir suas prioridades estratégicas, convertendo-as em metas educativas e tendo o cuidado de medir e verificar se os resultados foram alcançados, além de avaliar o próprio desempenho. Ele adquire significado quando a instituição toma para si a responsabilidade de compreendê-lo, desenvolvê-lo e avaliá-lo no coletivo, com a participação de todos que exercem atividades na escola (professores, diretores, coordenadores, funcionários, pais, alunos e a comunidade), valorizando a diversidade, as controvérsias, a negociação e a articulação entre todos os atores nas dimensões administrativa, política e pedagógica, pautado nas diretrizes do sistema educacional. Nesse sentido, toda instituição educacional deve ter definida para si e para a sua comunidade escolar, uma identidade e um conjunto orientador de normas que iluminem a ação pedagógica cotidiana. A escola é o lugar da concepção, realização e avaliação de seu projeto educativo, uma vez que organiza seu trabalho pedagógico baseando-se em sua realidade, sendo norteada por referenciais ditados pelo sistema de ensino. A participação ampla assegura a transparência das decisões, fortalece as pressões para que sejam elas legítimas, garante o controle sobre os acordos

14 estabelecidos e, sobretudo, contribui para que sejam contempladas questões que de outra forma não entrariam em cogitação (MARQUES, In VEIGA, 2008, p. 18).

Nessa perspectiva o PPC possibilita a integração da comunidade escolar em torno de objetivos comuns que refletem as reais necessidades de cada escola. É uma ação intencional e um compromisso definido coletivamente, o qual se relaciona às duas dimensões. Sendo assim, considera-se o PPC como um processo permanente de reflexão e discussão de problemas escolares, na busca de alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade, propiciando a vivência democrática necessária para a participação de todos os membros da comunidade escolar e o exercício da cidadania. Pelo caráter democrático, tenta instaurar uma forma de organização do trabalho pedagógico em dois níveis: o da escola como um todo e o da sala de aula, associando-o com o contexto social. Vale acrescentar, ainda, que essa organização do trabalho pedagógico relacionase com a organização social devido ao fato da escola ser uma instituição social que reflete internamente as determinações e contradições da sociedade capitalista.

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5 JUSTIFICATIVA

O Estado da Paraíba apresenta uma população de 3.769.977 habitantes (2009), distribuídos entre 223 municípios. A densidade populacional do estado é de 64,52 habitantes por quilômetro quadrado. O crescimento demográfico entre 1991 e 2000 foi, em média, de 0,8% ao ano. O cenário econômico do estado da Paraíba na área de Agropecuária e Agroindústria tem se alterado ao longo das últimas décadas, quer seja por mudanças ocorridas na própria geografia agrícola do estado, quer seja pela interferência do governo através da implantação de programas e incentivo a produção familiar e cooperativista, quer seja pela mudança na postura da população consumidora. Um exemplo típico é o incentivo que o governo estadual tem dado nos últimos anos à produção e comercialização de leite de cabra. Este projeto vem alterando o cotidiano de comunidades do semiárido paraibano. A garantia da comercialização tem expandido o rebanho caprino e incrementado a renda de pequenos produtores melhorando suas condições de vida. Por outro lado, em alguns municípios, a expansão do rebanho caprino tem interferido na produção da agricultura familiar, inclusive substituindo-a. Tendências atuais como a agroenergia, agroecologia, agricultura sustentável e, mais recentemente, a agricultura de baixo carbono, vem moldando a agricultura não só regionalmente, como também em nível nacional e mundial. O processamento e beneficiamento desses produtos incentivam a agroindústria na Paraíba, apesar desse processo ainda não ter se efetivado em nosso estado. A atual febre pelas culturas agroenergéticas da mamona e girassol exemplificam esse processo. Essas culturas têm sido incentivadas e implantadas em pequenas comunidades através de projetos financiados por agências de fomento nacionais, como por exemplo, a Petrobrás. Segundo o Censo Agropecuário 2006, a área total de lavouras da Paraíba foi de 704.690 hectares, sendo destacada a produção de banana, cana-de-açúcar, feijão, mandioca e milho. O mesmo censo apresenta dados referentes à produção animal, tendo destaque a produção bovina, equina, caprina e ovina, suína e avícola.

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As atividades industriais, que em anos anteriores estavam fortemente concentradas nas mesorregiões da Mata e Agreste paraibanos, notadamente na região metropolitana de João Pessoa e Campina Grande, atualmente tendem a se expandir para as regiões mais interiores do estado. As agroindústrias estão fortemente ligadas ao beneficiamento e transformação de produtos, tais como: cana-de-açúcar, leite, couros e peles, e frutas em geral. Neste contexto, o Colégio Agrícola Vidal de Negreiros, em seus 88 anos de atividade, vem oferecendo ensino agrícola profissionalizante em várias modalidades e formas de ensino. A partir da década de 90 vem sendo oferecida a habilitação em Agroindústria. Vale salientar, que esta habilitação foi criada e ministrada pioneiramente nessa escola, servindo de base para a criação de habilitações similares em todo o país. Em 2008, mantendo seu caráter pioneiro, o CAVN iniciou a primeira turma do curso Técnico em Aquicultura do estado. Os cursos da Educação Profissional oferecidos nesta escola apresentam um perfil profissional de conclusão compatível com as expectativas do mercado de trabalho regional, contribuindo, decisivamente, para o desenvolvimento das facetas agropecuária e agroindustrial da economia paraibana, nordestina e brasileira. O CAVN, buscando adequar-se à política de diretrizes para a Educação Profissional, estabelecida pelo Ministério da Educação a partir da promulgação da Lei de Diretrizes e Bases LDB nº 9.394/96, e através da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), vem promovendo um gigantesco esforço na reestruturação dos seus currículos para atender às demandas que está a exigir qualidade no setor educacional. Exemplo disso é a mudança da forma de articulação entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio, de concomitante para integrada, após a publicação do Decreto nº 5.154, em julho de 2004, que revogou o Decreto nº 2.208/97, redefinindo as diretrizes para o Ensino Profissionalizante. Em 2006, mediante o Decreto nº 5.840, o MEC instituiu, no âmbito federal, o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), estabelecendo prazos e percentuais para as Instituições Federais de Ensino Técnico-Profissionalizante implantarem seus programas. Mais recentemente,

17

com a publicação do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos de Nível Médio, em 2008 (Resolução nº. 3, CNE-CEB), a nomenclatura dos cursos foi alterada para se adaptar ao disposto nesta resolução, que antes era denominada Educação Profissional de nível técnico e passou a ser Educação Profissional Técnica de nível médio. Com a criação da Lei 11.684/2008, foram incluídas nos currículos do ensino médio as disciplinas de Filosofia e Sociologia como obrigatórias, assim como, a Lei 11.769/2008, que alterou a LDB e dispôs sobre a obrigatoriedade do conteúdo do ensino de música na educação básica no componente curricular de Arte. Como também, as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que modificou a LDB, e estabeleceu às diretrizes e bases da educação nacional, incluindo no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura AfroBrasileira e Indígena”. Com essas mudanças em via de implantação, o CAVN busca se atualizar, acompanhando as inovações educacionais, tecnológicas e científicas, fortalecendo sua presença na região e no estado como uma instituição referencial na oferta da Educação Profissional, nos níveis médio e técnico.

18

6 DIAGNÓSTICO INSTITUCIONAL

Para que se possa pensar em estabelecer objetivos para a instituição e propor ações de trabalho, faz-se necessário conhecê-la melhor, seu funcionamento e sua realidade. Por ora, analisaremos os seguintes aspectos: 6.1 - Oferta de ensino 6.2 - Requisitos de ingresso 6.3 - Perfil do egresso 6.4 - Cursos e organização curricular 6.6 - Pessoal docente e técnico-administrativo 6.7 - Recursos físicos e tecnológicos

6.1 Oferta de ensino Os cursos oferecidos pelo CAVN são técnicos de nível médio com ênfase no Ensino Agrícola. Atualmente, são ofertados três cursos: Agropecuária, Agroindústria e Aquicultura, sendo oferecidos em diferentes formas e modalidades. Baseado no Art. 4º, § 1º do Decreto nº 5.154/2004, que estabelece a organização da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, podemos classificar os cursos oferecidos no CAVN como segue:

a) Forma Integrada: os alunos estudam o ensino médio e o ensino profissionalizante de forma integrada. Nesse caso é oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental e que esteja na faixa etária do ensino médio (idade inferior a 18 anos). O curso é planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio, na mesma instituição de ensino, contando com matrícula única para cada aluno.

b) Forma Subsequente: também chamada pós-médio, os alunos cursam apenas o ensino técnico profissionalizante. Os cursos nesta forma são oferecidos apenas a quem já tenha concluído o ensino médio.

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c) Modalidade PROEJA: também destinado a alunos que possuam o ensino fundamental completo, mas que estão fora da faixa etária escolar (acima de 18 anos completos). Nesta modalidade o ensino médio e o ensino profissionalizante são integrados. A oferta desta modalidade no CAVN iniciou-se em 2008, com o curso técnico em Agropecuária. Por ser integrado, cada aluno possui apenas uma matrícula. O Quadro 1 apresenta os cursos, as formas de ensino e o número de vagas oferecidas em 2010.

CURSO TÉCNICO

NÚMERO DE VAGAS

DE NÍVEL MÉDIO

FORMAS DE ENSINO

Agropecuária

Integrada

80

Agropecuária

Subsequente

40

Agropecuária

Integrada/PROEJA

40

Agroindústria

Integrada

40

Agroindústria

Subsequente

40

Aquicultura

Subsequente

35

Total de vagas

(2010)

275

Quadro 1. Cursos, formas de ensino e número de vagas oferecidas em 2010.

FONTE: Comissão do Exame de Seleção CAVN – 2010

No presente momento, existe uma proposta de ampliação do número de alunos atendidos bem como de diversificação dos cursos oferecidos. Está previsto no Plano de Desenvolvimento Institucional, PDI, a criação de novos cursos técnicos de nível médio nas áreas de Informática, Nutrição e Agroecologia a serem ofertados até o ano de 2014.

6.2 Requisitos de ingresso

20

No CAVN, a procura pelos cursos técnicos é bem maior do que a oferta de vagas que a instituição pode oferecer. Dessa forma, é necessária a escolha de critérios e a realização de uma seleção para o ingresso de alunos. Os requisitos de seleção para ingresso em qualquer curso no CAVN são: o atendimento ao nível de escolaridade e a idade escolar mínima exigida para cada forma de ensino (ver 6.1), e a classificação no Exame de Seleção realizado pela instituição. O Exame de Seleção do CAVN consta de provas escritas conjuntas de Português, Matemática e Ciências, ao nível do Ensino Fundamental, para os alunos que pretendem fazer os cursos na forma integrada, uma entrevista e avaliação do histórico escolar do Ensino Médio para os alunos que pretendem fazer os cursos na forma subsequente. A classificação é feita por ordem decrescente, com base no total de pontos obtidos por candidato, com nota diferente de 0,0 (zero), no exame escrito ou na entrevista, de acordo com o número de vagas ofertadas por curso. No Quadro 2 são apresentadas algumas informações referentes à distribuição de inscritos por curso e relação de candidatos/vagas do Exame de Seleção para ingresso em 2010.

CURSOS

Nº de Inscritos

Nº de Vagas

Relação Candidato/Vaga

Técnico em Agropecuária (Integrado)

122

80

1,5

Técnico em Agropecuária (Subsequente)

129

40

3,2

Técnico em Agropecuária (PROEJA)

64

40

1,6

Técnico em Agroindústria (Integrado)

54

40

1,4

Técnico em Agroindústria (Subsequente)

124

40

3,1

Técnico em Aquicultura (Subsequente)

23

35

0,7

Quadro 2. Distribuição de inscritos por curso e relação de candidatos/vagas do Exame de Seleção para ingresso em 2010 FONTE: Comissão do Exame de Seleção CAVN 2010

6.3 Perfil do egresso

21

Um curso técnico de nível médio ofertado no CAVN, mesmo quando oferecido em diferentes formas ou modalidades, garante ao aluno egresso a mesma carga horária e disciplinas do curso. Por exemplo, as disciplinas cursadas no curso de Agroindústria na forma integrada são as mesmas disciplinas cursadas em Agroindústria na forma subsequente. Dessa maneira, o perfil profissional apresentado a seguir independe da forma do curso, sendo válidos para integrado ou subsequente.

6.3.1 Profissional técnico de nível médio em Agroindústria O profissional Técnico de nível médio em Agroindústria será capaz de: • Operacionalizar o processamento de alimentos nas áreas de laticínios, carnes, beneficiamento de grãos, cereais, bebidas, frutas e hortaliças; • Auxiliar e atuar na elaboração, aplicação e avaliação de programas preventivos, de higienização e sanitização da produção agroindustrial; • Atuar em sistemas para diminuição do impacto ambiental dos processos de produção agroindustrial; • Implementar e gerenciar sistemas de controle de qualidade; • Identificar e aplicar técnicas mercadológicas para distribuição e comercialização de produtos; • Assegurar a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.

6.4 Cursos e organização curricular 6.4.1 Cursos O CAVN é uma escola vinculada à UFPB voltada para a educação profissional e para o ensino médio, destacando-se prioritariamente nas áreas de agropecuária, agroindústria e aquicultura. Sua finalidade fundamental consiste na realização das atividades de ensino, pesquisa

22

e extensão, no sentido de que essas atividades contemplem as formações científicas e tecnológicas indispensáveis ao desenvolvimento regional. Os cursos técnicos de nível médio ofertados pelo CAVN na área da Agroindústria são os seguintes: Curso Integrado: Curso Técnico em Agroindústria – prioriza o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas a atividades de beneficiamento, armazenamento, processamento e controle de qualidade das matérias primas e/ou produtos agroindustriais, de forma integrada ao ensino médio. Curso Subsequente: Curso Técnico em Agroindústria – prioriza o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas a atividades de beneficiamento, armazenamento, processamento e controle de qualidade das matérias primas e/ou produtos agroindustriais.

6.4.2 Organização curricular 6.4.2.1 Cursos Integrado De acordo com a Resolução CNE/CEB n° 1, de fevereiro de 2005, em seu Art. 5°, os cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio realizados de forma integrada com o ensino médio terão suas cargas horárias totais ampliadas para um mínimo de 3.200 horas para aquelas que exigem um mínimo de 1.200 horas acrescido da carga horária do ensino médio, que é 2.400 horas, distribuídas num total de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver. Os currículos dos cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio seguem o disposto no Art. 26 da LDB, como também o que diz a Resolução CNE/CEB n° 04/99, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico, no qual devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar; uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais

23

da sociedade, da cultura, da economia e da clientela; e uma base profissional, necessária a qualificação do técnico na área.

6.4.2.1.1 Ensino Médio A Base Nacional Comum dos currículos do ensino médio integrado é composta por 11 disciplinas: Língua Portuguesa e Literatura, Educação Física, Arte, Matemática, Biologia, Química, Física, História, Geografia, Filosofia e Sociologia. A parte diversificada apresenta duas disciplinas: Língua Estrangeira (Espanhol) e Informática. Estas disciplinas são organizadas em três áreas de conhecimento, como sugerem os PCNs (2000): Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias; Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias. A carga horária total correspondente ao Ensino Médio no curso integrado é de 2.490 horas. A carga horária anual de cada disciplina, a carga horária semanal e a distribuição das disciplinas ao longo do curso são especificadas nas grades curriculares apresentadas nos Quadros 3 e 4.

6.4.2.1.2 Curso Técnico em Agroindústria A área profissional em Agroindústria compreende processos, contínuos ou discretos, de transformação de matérias primas na fabricação de bens de consumo ou de produção. A base profissional de Agroindústria foi distribuída em cinco partes (conteúdos básicos, tecnologia de produtos de origem vegetal, análise laboratorial, tecnologia de produtos de origem animal e gestão de controle na agroindústria) e assim como Agropecuária, suas disciplinas estão distribuídas no decorrer dos 3 (três) anos, com aulas teóricas e práticas, sendo as aulas práticas um total de 1/3 da carga horária total por disciplina.

TURMAS/CARGA HORÁRIA SEMANAL ANUAL TOTAL 1° 2° 3° 1° 2° 3° 24 ÁREA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Língua Portuguesa e Lit. Brasileira 4 4 4 120 120 120 360 Educação física 2 2 2 60 60 60 180 Arte 1 1de nível médio 30 30 60 Quadro 3 -Grade curricular do Curso Profissional técnico em Agroindústria COMPONENTE CURRICULAR

BASE NACIONAL COMUM

PARTE DIVERSIFICADA

Sub-Total 7 7 6 210 210 180 ÁREA DAS CIÊNCIAS DA NATUREZA, MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS Matemática 4 4 4 120 120 120 Biologia 3 3 3 90 90 90 Física 2 2 2 60 60 60 Química 3 3 3 90 90 90

600

Sub-Total

12 12 12 360 360 360 ÁREA DAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS História 2 2 2 60 60 60 Geografia 2 2 2 60 60 60 Filosofia 1 1 2 30 30 60 Sociologia 1 1 1 30 30 30

1080

Sub-Total 6 6 7 180 180 210 ÁREA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Língua Estrangeira- Espanhol 1 1 2 30 30 60 Informática 2 2 60 60

570

Sub-Total CARGA HORÁRIA TOTAL

240 2.490

3

2

180 180 120 90

120 120

90 840

90 840

60 810

CONTEÚDOS BÁSICOS 1° 2° 3° 1° T P T P T P

2°

3°

10

05

-

-

-

-

15

-

-

15

10

05

-

-

-

-

15

-

-

15

30

15

-

-

-

-

45

-

-

45

Organização Agroindustrial

30

15

-

-

-

-

45

-

-

45

Introdução à Ciência e Tec. de Alimentos

50

25

-

-

-

-

75

-

-

75

Fatores da Produção Animal Fatores da Produção Vegetal Higiene e Sanitização na Agroindústria

3

360 270 180 270

Sub-Total 195 195 TECNOLOGIA DE PRODUTOS DE ORIGEM VEGETAL E PRODUTOS NÃOALIMENTÍCIOS Colheita e Pós-colheita - 20 10 30 30 Tec. de Frutas e Hortaliças - 50 25 75 75 Tec. de Cereais e Panificação - 50 25 75 75 Tecnologia do Açúcar - 20 10 30 30 Tecnologia de Bebidas - 30 15 45 45 Fundamentos da Nutrição 20 10 30 30 Tec. de Óleos e Gorduras - 20 10 30 30 Tec. de Processamento - 20 10 30 30 de ração Tec. de Produtos de - 20 10 30 30 limpeza e higiene Sub- Total

BASE

Análise Microbiológica Embalagem e Aditivos Análise Físico-Química

30 ANÁLISE LABORATORIAL 60 30 90 20 10 30 - 50 25 -

255

90

375

75

-

90 30 75

25

6.4.2.2 Curso Subsequente De acordo com o Art. 6°, da Resolução n° 1, de fevereiro de 2005, os cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio realizados de forma subsequente ao Ensino Médio deverão considerar a carga horária total do Ensino Médio nas modalidades regular ou de Educação de Jovens e Adultos, e praticar a carga horária mínima exigida pela respectiva habilitação profissional, da ordem de 800, 1.000 ou 1.200 horas, segundo a correspondente área profissional.

6.4.2.2.1 Curso Técnico em Agroindústria O curso Profissional Técnico de nível médio em Agroindústria de forma subsequente é estruturado em três módulos que compreende processos, contínuos ou discretos, de transformação de matérias primas na fabricação de bens de consumo ou de produção. A base profissional de Agroindústria foi distribuída em cinco partes (conteúdos básico, tecnologia de produtos de origem vegetal e produtos não-alimentícios, análise laboratorial, tecnologia de produtos de origem animal e gestão de controle na agroindústria), com aulas teóricas e práticas, sendo as aulas práticas um total de 1/3 da carga horária total por disciplina, com uma carga horária total de 1.555 (mil quinhentos e cinquenta e cinco horas), incluindo o Estágio Supervisionado.

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COMPONENTE CURRICULAR

Fatores da Produção Animal Fatores da Produção Vegetal Higiene e Sanitização na Agroindústria

BASE PROFISSIONAL

TURMAS/CARGA HORÁRIA

TOTAL

TEÓRICA/PRÁTICA SEMESTRAL 1° 2° 3° 1° 2° 3° T P T P T P CONTEÚDOS BÁSICOS 10

05

-

-

-

-

15

-

-

15

10

05

-

-

-

-

15

-

-

15

30

15

-

-

-

-

45

-

-

45

Organização Agroindustrial

30

15

-

-

-

-

45

-

-

45

Introdução à Ciência e Tec. de Alimentos

50

25

-

-

-

-

75

-

-

75

Sub-Total 195 195 TECNOLOGIA DE PRODUTOS DE ORIGEM VEGETAL E PRODUTOS NÃO ALIMENTÍCIOS Colheita e Pós-colheita 20 10 30 30 Tec. de Frutas e Hortaliças 50 25 75 75 Tec. de Cereais e Panificação 50 25 75 75 Tecnologia do Açúcar 20 10 30 30 Tecnologia de Bebidas 30 15 45 45 Fundamentos da Nutrição 20 10 30 30 Tec. de Óleos e Gorduras 20 10 30 30 Tec. de Processamento 20 10 30 30 de ração Tec. de Produtos de 20 10 30 30 limpeza e higiene Sub- Total

-

-

375

90 30 75 30

-

90 30 75 30

120 105 TECNOLOGIA DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL Tec. da Carne e derivados - 50 25 75 Tec. de Leite e derivados - 50 25 75 Tec. de Pescado e derivados - 50 25 75 -

225

Sub-Total

-

225

45 45 60

45 45 60

Análise Microbiológica Embalagem e Aditivos Análise Físico-Química Análise Sensorial

375 ANÁLISE LABORATORIAL - 60 30 - 20 10 - 50 25 - 20 10 -

Sub-Total

225 GESTÃO E CONTROLE DE QUALIDADE Gestão Agroindustrial 30 15 Estudos de Vocação Regional 30 15 Projetos Agroindustriais 40 20 Controle de Qualidade na Agroindústria

Tratamento de Resíduos Agroindustriais Cooperativismo Sub-Total Estágio Supervisionado Carga Horária Total

75 75 75

-

-

-

-

40

20

-

-

60

60

-

-

-

-

30

15

-

-

45

45

-

-

26

14

-

-

40

40

-

-

-

-

-

-

295 240

295 240 1555

-

-

27

Quadro 4 - Grade curricular do Curso Profissional técnico de nível médio em Agroindústria de forma subsequente. 6.5 Pessoal docente e técnico-administrativo De acordo com relatório da SRH/UFPB em outubro de 2010, estavam lotados na UFPB/ CCHSA e exercendo suas funções no CAVN 75 Professores das Carreiras do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e do Magistério Superior; dentre esses Professores 51 lecionam no curso técnico de nível médio em Agroindústria, assim como 52 Técnico-administrativos, totalizando 103 servidores ativos. A distribuição dos docentes e dos técnicos administrativos pode ser visualizada nos Quadros a seguir.

6.5.1 Docentes Nº

NOME

FORMAÇÃO

TITULAÇÃO

01

Ada Neuza de Oliveira

Licenciada em Química

Mestranda

02

Albertina Maria R. de Brito

Bacharel em Administração

Doutoranda

03

Alex Poeta Casali

Bacharel em Zootecnia

Doutor

04

Anderson Ferreira Vilela

Bacharel em Farmácia

Mestre

05

Carlos Roberto M. S. Filho

Bacharel em Engenharia de Alimentos

Doutor

06

Catarina de Medeiros Bandeira

Licenciada em Ciências Biológicas

Doutoranda

07

Celene Athaide dos Santos

Bacharel em Nutrição

08

David Capistrano Sobrinho

Bacharel em Engenharia de Pesca

Mestrando

09

Davi Stefanni Sousa

Bacharel em Ciências Econômicas

Mestre

10

Diogo Fernandes da Silva

Licenciado em Ciências Sociais

Mestre

11

Edvaldo M. Beltrão. Filho

Bacharel em Agronomia

Doutor

12

Edson Brito Guedes

Licenciado Pleno em Filosofia

Mestre

13

Emiliano Rostand de M. Célio

Bacharel em Cienc. da Computação

Mestre

Mestrando

28

14

Elisandra Costa Almeida

Bacharel em Química Industrial

Doutora

15

Erivaldo Neves Silva

Licenciado Pleno em História

Especialista

16

Esmeraldo F. Castro da Cunha

Licenciado em Matemática

Mestre

17

Fabiana Santiago Beltrão

Bacharel em Agronomia

Mestre

18

Fábio de Souza Dantas

Licenciado em Língua Portuguesa

Mestre

19

Gerson Alves de Azeredo

Bacharel em Medicina Veterinária

Doutor

20

Gilsandro Alves da Costa

Bacharel em Eng. de Alimentos

Mestre

21

Gisely Mª Freire Abílio

Bacharel em Farmácia

Mestre

22

Inaldo Soares dos Anjos

Licenciada em Língua Portuguesa

Especialista

23

Isabelle da Costa Wanderley

Licenciada em Ciências Biológicas

Mestre

24

Jairo de Pontes Gomes

Bacharel em Administração

Mestre

25

Jarbas Sobreira Moreira

Bacharel em Agronomia

Mestre

26

João Filadelfo C. Neto

Licenciado em Geografia

Mestre

27

João Mª Pereira do Nascimento

Licenciado em Geografia

Mestre

28

José Edilson Alves de Araújo

Licenciado em Ciências Biológicas

29

José Francisco C. dos Santos

Licenciado em Matemática

30

José Pessoa Cruz

Licenciado em Letras- Espanhol

Especialista

31

Josineide da Silva Bezerra

Licenciada em História

Doutoranda

32

Josilene Aires Moreira

Bacharel em Cienc. da Computação

Mestre

33

Jordão José Filho

Licenciado em Ciências Agrárias

Doutor

34

Laesio Pereira Martins

Licenciado em Ciências Agrárias

Doutor

35

Manoel Luís Melo

Licenciado em Educação Física

Mestre

36

Marino Eugênio de A. Neto

Licenciado em Ciências Biológicas

Doutor

37

Maria das Dores Oliveira de

Licenciada em Letras

Doutora

Mestrando Mestre

29

Albuquerque 38

Maria do Socorro F. dos Santos

Licenciada em Química

Mestre

39

Maria do Socorro Silva

Licenciada em Educação Artística/ Bacharel em Nutrição

Mestre

40

Maria José Araújo Wanderley

Bacharel em Engenharia Agrícola

Doutora

41

Maria José de Figueiredo

Bacharel em Eng. de Alimentos

Mestre

42

Maria José Duarte Catão

Licenciada em História

Mestre

43

Neiva Maria de Almeida

Bacharel em Engenharia de Pesca

Pós-doutora

44

Robson Henriques Sobral

Licenciado em Educação Física

Mestre

45

Rodrigo Ronelli D. de Andrade

Licenciado em Física

Doutor

46

Rogério Alves de Paiva

Licenciado em Geografia

Mestre

47

Sebastião Medeiros de França

Licenciado em Educação Física

48

Suenio Stevenson T. da Silva

Licenciado em Letras

Mestre

49

Vênia Camelo de Souza

Licenciada em Ciências Biológicas

Doutora

50

Verônica de Fátima Gomes de Moura

Licenciada em Letras

Doutora

51

Zenóbio Imperiano da Silva

Licenciado em Matemática

Mestre

Especialista

Distribuição dos Docentes, formação e titulação.

6.5.2 Técnico-administrativo Nº

NOME

CARGO

01

Afonso Pergentino da Silva

Cozinheiro

02

Alfredo Silva de Azevedo

Técnico em Agropecuária

03

Almany R. Negromonte

Técnico de Laboratório

30

04

Álvaro George R. de A. Junior.

Técnico em Tecnologia da Informação

05

Antonio Rodrigues da Silva

Auxiliar em Veterinária Zootecnia

06

Cláudia Bene Batista da Silva

Pedagoga

07

Danilo Alexandre Barbosa

Analista de Tecnologia da Informação

08

Diego Isaias Dias Marques

Químico

09

Douglas Rodrigues Fernandes

Analista de Tecnologia da Informação

10

Edjane Maria Girão de Brito

Telefonista

11

Edvaldo da Costa Silva

Porteiro

12

Eliab Pessoa de Souza

Motorista

13

Eliezer Pessoa de Souza

Cozinheiro

14

Evangelista L. da Silva

Auxiliar em Agropecuária

15

Francisco Nogueira da Silva

Auxiliar em Agropecuária

16

Ideraldo O. A. Evangelista

Químico

17

Ivan Teixeira Maia

Técnico em Agropecuária

18

Ivanildo Honorato da Silva

Pintor/Área

19

João Batista do Nascimento I

Copeiro

20

João França Matos

Servente de Limpeza

21

João Francisco da Silva III

Contínuo

22

João Manoel dos Anjos

Assistente de Alunos

23

João Maria Soares da Silva

Técnico em Laboratório

24

Jorge Pereira de Fontes

Cozinheiro

25

José Osmar Ramos Silva

Técnico em Secretariado

26

José Pires Ribeiro Nóbrega

Agrônomo

31

27

Joseane da Silva Leite

Assistente Social

28

Josinaldo Ursulino Alves

Auxiliar em Agropecuária

29

Larissa Raphaela G. Farias

Técnica de Laboratório

30

Luís Gonzaga T. de Souza

Operador de Caixa

31

Manoel Brasilino dos Santos

Copeiro

32

Marcos Vinícius M. Beltrão

Assistente em Administração

33

Maria da Penha da Silva

Assistente em Administração

34

Mª das Graças P. dos Santos

Assistente em Administração

35

Maria do Socorro Silva

Auxiliar Administrativo

36

Maria José Nunes Cirne

Telefonista

37

Maria Nair Solano M. de Lima

Pedagoga

38

Mariano Martiniano da Silva

Auxiliar em Agropecuária

39

Maurílio Fidélis da Silva

Assistente Administrativo

40

Petrônio Duarte Santos

Assistente Administrativo

41

Quezia Alves de Souza

Técnica em Contabilidade

42

Rachel de Souza Melo

Bióloga

43

Reutemann A. de Almeida

Químico

44

Roberto Ribeiro de Souza

Técnico em Agropecuária

45

Ronaldo Pereira Gomes

Operador de Caldeira

46

Santino Gomes do Nascimento

Auxiliar em Agropecuária

47

Selma S. Feitosa

Técnico em Agropecuária

48

Sinara Pereira Fragoso

Engenheira de Alimentos

49

Thayze Rodrigues B. Pessoa

Técnica de Laboratório

32

50

Theóffillo da Silva Lopes

Pedagogo

51

Valter Moraes Soares

Servente de Limpeza

52

Vera Câmara Pessoa

Psicóloga Educacional

6.6 Recursos Físicos e Tecnológicos O CAVN utiliza toda a infra-estrutura da UFPB em diferentes setores no que tange o espaço físico e equipamentos. No setor de Agricultura encontramos: Ambiente da coordenação e sala de aula; Laboratório de Entomologia; Laboratório de Frutas; Laboratório de Sementes; Laboratório de Mecanização; Laboratório de Solos; Clínica Fitossanitária; Sala de equipamentos e fertilizantes; Estufa; Galpão do Viveiro; Reservatório; Cozinha. No setor de Zootecnia: Laboratório de Suinocultura; Laboratório de Cunicultura; Laboratório de Apicultura; Laboratório de Bovinocultura; Laboratório de Ranicultura; Laboratório de Caprinocultura e ovinocultura; Laboratório de Avicultura de corte; Laboratório de Avicultura de postura; Laboratório de Piscicultura e Laboratório de Nutrição. Setor de Agroindústria: Laboratório de Controle de Qualidade; Coluna de Refrigeração para gás; UPEDA; Abatedouro; Fornalha, Padaria e Lanchonete Algumas residências: Residência para alunos dos Cursos Técnicos; Residência; para funcionários; Residência para Professores; Residência do Diretor do CAVN. Outras instalações: Restaurante; Bloco de salas de aula dos Cursos Técnicos, Bloco dos Banheiros; Auditório CAVN, Direção do CAVN, Salas de Professores; Departamentos e LABINF; Grêmio Livre e; Prédio da Pós-Graduação, Laboratório de Química e Biologia; Alojamento, Lavanderia e PROLICEN. E outras estruturas como: Sala dos professores; Guarita; Capela; Creche Grãozinho; Estação de Tratamento da água; Biblioteca; SINTESPB, ADUF; Quadra de esporte; Ginásio Poliesportivo; Garagem; Vestuário do Campo de Futebol; Casa de festa (ASCAMB); Restaurante Novo; Setor de Eletricidade; Casa de Máquinas.

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7 AVALIAÇÃO O processo da avaliação é um elemento constitutivo de nosso agir e pensar e que nos acompanha a cada passo. É perceptível que esse elemento vem sofrendo mudanças ao longo dos tempos e consequentemente não pode ser trabalhado como um produto acabado, com o único objetivo de medir a aprendizagem do aluno por meio de uma nota em cada bimestre, mas não

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podemos negligenciar a sua importância dentro do contexto de educação no qual estamos inseridos. Libâneo (1994, p.196) disse: A avaliação escolar é um componente do processo de ensino que visa, através da verificação dos resultados obtidos, determinar a correspondência destes com os objetivos propostos e, daí, orientar a tomada de decisões em relação às atividades didáticas presentes.

Nessa perspectiva a avaliação é um recurso didático necessário e presente na prática pedagógica e seus resultados devem ser obtidos durante todo o processo educativo e serem condizentes com os objetivos propostos pelo professor, já que, a avaliação tem sua relevância, quando intercalado com a práxis, cujo objetivo seja alcançar um diagnóstico da realidade do processo de elaboração e sistematização do conhecimento que o ensino deseja alcançar. Para Luckesi (1996, p.18) [...] o nosso exercício pedagógico escolar é atravessado mais por uma pedagogia do exame que por uma pedagogia do ensino aprendizagem. Nessa perspectiva vale ressaltar que o que deve deixar de lado é a prática de exames só no final de cada bimestre, visto que a avaliação deve ser desenvolvida no decorrer de todo o processo educativo, como foi mencionada anteriormente, levando em consideração que ela serve de subsídio para uma autoavaliação, enquanto mediador desse processo como também analisar o nível de conhecimento de ensino de acordo com os diferentes níveis de conhecimentos dos alunos. Como disse Vasconcellos (2002, p.103), A avaliação é um fator de revitalização pessoal e institucional, na medida em que ajuda a localizar os pontos em que precisamos melhorar, os aspectos nos quais precisamos investir nossas energias para corrigir rotas e avanços na direção desejada.

Caldeira (1997) afirmou que todos os envolvidos no processo de ensino aprendizagem devem avaliar e serem avaliados, contribuindo para que a avaliação seja realmente cooperativa. A mesma ressaltou que, encarada como um processo, a avaliação deve ser contínua, capaz de revelar toda a trajetória do estudante, não se centrando apenas no produto. Deve, pois, fazer uso de uma variedade de meios e instrumentos que excedam as provas.

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Considerando todos esses pontos a avaliação deve priorizar a identificação dos problemas e avanços, tendo a participação ativa do professor e do aluno, priorizando a interpretação das diferentes falas, tornando a escola um espaço de inclusão social. É importante ressaltar que a escola é palco de transformações tanto da ciência quanto do senso comum, dentro de uma concepção de interação/sustentação, de uma com a outra, fazendo com que o saber do senso comum se transforme em conhecimento científico, já que esse saber faz

parte da construção do Projeto pedagógico curricular da escola, que é resultado de uma ação democrática. Assim, é interessante investigar a avaliação durante todo o processo, observando como vai sendo construído o fracasso escolar, tentando compreendê-lo e fazendo ao mesmo tempo em que os professores também os compreenda e assim possa reverter a situação. No decorrer do processo o professor deve trabalhar junto ao aluno, despertando-o para a idéia de que a partir do erro podese chegar ao conhecimento, visto que cada indivíduo tem seu próprio ritmo e método de construir o conhecimento. Nesse sentido, a avaliação da aprendizagem no CAVN, é contínua, exigindo uma observação sistemática dos alunos, não apenas com relação ao domínio de conceitos de conteúdos específicos, mas também com relação ao desenvolvimento de competências, como especifica em seu Regimento, título V. Portanto o aluno deve ser avaliado como um todo, em qualquer situação que envolva aprendizagem. Sendo imprescindível a observação constante do desempenho do aluno nos trabalhos em classe, extraclasse, nos estágios supervisionados e pelo uso sistemático de procedimentos e instrumentos de verificação de aprendizagem que se mostrarem aconselháveis e de aplicação possível em cada situação. 8 CERTIFICAÇÃO E DIPLOMAS

A Secretaria da escola é o setor de Registro, Escrituração e Arquivo responsável pela expedição de Certificados e/ou Diplomas inerentes à conclusão dos cursos técnicos profissionalizantes de nível médio em Agropecuária, Agroindústria e Aquicultura, ao aluno que tenha cumprido com aproveitamento e demonstrado evidências de competências à integralidade

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de carga horária correspondente ao currículo, dentro do prazo de 5 anos (§ 4º, Art. 2º, Resolução CNE-CEB No 1/2004). Conforme a matriz curricular apresentada para os Cursos Profissional Técnico de nível médio em Agropecuária, Agroindústria e Aquicultura, o aluno receberá diploma de conclusão de curso nos respectivos cursos, desde que tenha concluído com êxito todas as disciplinas correspondentes à Base Nacional Comum, à Parte Diversificada e à Base Profissional para os alunos que estudam cursos integrados e às disciplinas da Base Profissional para os alunos que cursam de forma subsequente. A escola certificará os alunos que concluírem os cursos básicos, e os de especialização de nível técnico, além de pessoas que demonstrem evidências de competências, independentemente da forma que as adquiriu, obedecendo aos critérios de aproveitamento de conhecimentos estabelecidos pela instituição.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Projeto: conceito e diferentes contextos. São Paulo: PROEM, 2001. BRASIL. Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Institui as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: 20 de dezembro de 1996. _______. Decreto nº 2.208, de 17 de abril de 1997. Regulamenta o § 2 º do art. 36 e os arts. 39 a 42 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. _______. Decreto n° 5.154, de 23 de julho de 2004. Regulamenta o §2° do art. 36 e os arts. 39 a 41 da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e dá outras providências. Brasília, DF: 23 de julho de 2004.

37 _______. Decreto n° 5.840, de 13 de julho de 2006. Institui, no âmbito federal, o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos- PROEJA, e dá outras providências. Brasília, DF: 13 de julho de 2006. _______. Resolução n° 04, de 1999. Institui as diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional de nível médio. Brasília, DF:1999. _______. Resolução n° 01, de 03 de fevereiro de 2005. Atualiza as diretrizes curriculares nacionais pelo Conselho Nacional para a educação profissional de nível médio. Brasília, DF:1999. _______. Resolução n° 01, de 21 de janeiro de 2004. Estabelece a organização e realização de Estágio de alunos da Educação Profissional. Brasília, DF:2004. _______. Resolução n° 02, de 04 de abril de 2005. Modifica a redação do § 3° do artigo 5° da Resolução CNE/CEB n° 1/2004, até nova manifestação sobre estágio supervisionado pelo Conselho Nacional de Educação. Brasília, DF: 04 de abril de 2005. _______. Resolução n° 57, de 2005. Cria o Curso Técnico de nível médio de Aquicultura do Departamento de Agropecuária do Centro de Formação de Tecnólogos, do Campus III. Brasília, DF: 2005. _______. Resolução n° 58, de 2006. Aprova o Projeto Político-Pedagógico do Curso Técnico em Aqüicultura, do Centro de Formação de Tecnólogos, desta Universidade. _______. Lei n°11.741, de 16 de julho de 2008. Altera dispositivos da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para redimensionar, institucionalizar e integrar as ações da educação profissional técnica de nível médio, da educação de jovens e adultos e da educação profissional e tecnológica. Brasília, DF: 16 de julho de 2008. _______. Lei n°11.769, de 18 de agosto de 2008. Altera a Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica. Brasília, DF: 18 de agosto de 2008. _______. Lei nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”.

_______. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. _______. Lei n°11.684, de 02 de junho de 2008. Altera o art. 36 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias nos currículos do ensino médio. Brasília, DF: 02 de junho de 2008. CALDEIRA, A. M. Salgueiro. Avaliação e processo de ensino-aprendizagem. Belo Horizonte Presença pedagógica, 1997. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 5 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, p. 1.144. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994. LUCKESI, Cipriano. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 4 ed. São Paulo:Cortez, 1996.

38 VASCONCELLOS, Celso dos S. sobre o papel da supervisão educacional/coordenação pedagógica. Coordenação do trabalho pedagógico; do projeto pedagógico ao cotidiano da sala de aula. São Paulo: Liberta, 2002. VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org.). Projeto político-pedagógico da escola: Uma construção possível. 24 ed. Campinas: Papirus, 2008. __________ (org). Quem Sabe Faz a Hora de Construir o Projeto Político-Pedagógico. Campinas: Papirus Editora, 2007.