N4 · MEC e órgãos federais · CNE/CES
Res. CNE/CES 1/2013
Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Jornalismo, bacharelado , e dá outras providências.
citada em resoluções da UFPB; texto ainda não coletado | texto coletado na Rodada 2
Quem a altera, revoga, supera ou cita (2)
2 citação(ões) simples (REMETE A)
- citaRes. CONSEPE 41/2016 “a Resolução CNE Nº 02 de 15 de junho de 2012, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Ambiental a Resolução CNE/CES Nº 1, de 27 de setembro de 2013, que instituiu as...”
- citaRes. CONSEPE 77/2025 “de fevereiro de 2009, Comissão de especialistas para estabelecer as Novas Diretrizes para o Curso de Jornalismo, o que resultou na apresentação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso...”
Em que ela se funda, o que regulamenta, altera, revoga ou cita (6)
- FUNDAMENTA-SE EM
Parecer CNE/CES 583/2001 nesta norma: preâmbulo → na outra: norma inteira“e da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, com fundamento no art. 9º, § 2º, alínea “c”, da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redaç ão dada pela Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995,...” fonte: texto (gov.br/mec — CNE) · confiança alta
- FUNDAMENTA-SE EM
Parecer CNE/CES 67/2003 nesta norma: preâmbulo → na outra: norma inteira“e da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, com fundamento no art. 9º, § 2º, alínea “c”, da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redaç ão dada pela Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995,...” fonte: texto (gov.br/mec — CNE) · confiança alta
- FUNDAMENTA-SE EM
Parecer CNE/CES 776/1997 nesta norma: preâmbulo → na outra: norma inteira“e da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, com fundamento no art. 9º, § 2º, alínea “c”, da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redaç ão dada pela Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995,...” fonte: texto (gov.br/mec — CNE) · confiança alta
- FUNDAMENTA-SE EM
Lei 4.024/1961 nesta norma: preâmbulo → na outra: art. 9º, § 2º, alínea “c”“O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, com fundamento no art. 9º, § 2º, alínea “c”, da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redaç ão dada pela Lei nº 9.131, de 24 de...” fonte: texto (gov.br/mec — CNE) · confiança alta
- FUNDAMENTA-SE EM
Lei 9.131/1995 nesta norma: preâmbulo → na outra: norma inteira“O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, com fundamento no art. 9º, § 2º, alínea “c”, da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redaç ão dada pela Lei nº 9.131, de 24 de...” fonte: texto (gov.br/mec — CNE) · confiança alta
1 citação(ões) simples (REMETE A)
- citaRes. CNE/CES 2/2007 em: art. 10“Art. 10. A carga horária total do curso deve ser de, no mínimo, 3.000 (três mil) horas, sendo que, de acordo com a Resolução CNE/CES nº 2/2007, o estágio curricula r supervisionado e as atividades...”
Por dispositivo desta norma
- preâmbulo→ FUNDAMENTA-SE EM Lei 4.024/1961→ FUNDAMENTA-SE EM Lei 9.131/1995→ FUNDAMENTA-SE EM Parecer CNE/CES 776/1997→ FUNDAMENTA-SE EM Parecer CNE/CES 583/2001→ FUNDAMENTA-SE EM Parecer CNE/CES 67/2003
Normas irmãs e paralelas · sugestão
Irmãs são citadas pelas mesmas normas que citam esta; paralelas citam as mesmas bases que esta sem se citarem. Não é relação normativa.
- irmã · 3 em comumLei 9.394/1996
- irmã · 2 em comumRes. CONSEPE 93/2011
- irmã · 2 em comumRes. CFE 2/1985
- irmã · 2 em comumRes. CNE/CP 1/2004
- irmã · 2 em comumRes. CNE/CP 2/2012
- irmã · 2 em comumPortaria MEC 203/2009
- paralela · 6 em comumRes. CNE/CES 4/2008
- paralela · 6 em comumRes. CNE/CES 1/2014
- paralela · 6 em comumRes. CNE/CES 1/2015
- paralela · 6 em comumRes. CNE/CES 5/2016
- paralela · 6 em comumRes. CNE/CES 4/2017
- paralela · 6 em comumParecer CNE/CES 102/2004
Transcrição para consulta; não substitui a publicação oficial. 2 citação(ões) ligada(s) à norma citada; 18 artigo(s) com âncora.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
RESOLUÇÃO Nº 1, DE 27 DE SETEMBRO DE 2013 (*)
Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Jornalismo, bacharelado , e dá outras providências.
O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, com fundamento no art. 9º, § 2º, alínea “c”, da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redaç ão dada pela Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, tendo em vista as diretrizes e os princípios fixados pelos Pareceres CNE/CES n os 776/1997, 583/2001 e 67/2003, e considerando o que consta do Parecer CNE/CES no 39/2013, homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação, publicado no DOU de 12/9/2013, resolve:
¶Art. 1º A presente Resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Jornalismo , bacharelado, a ser em observadas pelas instituições de educação superior em sua organização curricular.
¶Art. 2º A estrutura do curso de bacharelado em Jornalismo deve:
I - ter como eixo de desenvolvimento curricular as necessidades de info rmação e de expressão dialógica dos indivíduos e da sociedade;
II - utilizar metodologias que privilegiem a participação ativa do aluno na construção do conhecimento e a integração entre os conteúdos, além de e stimular a interação entre o ensino, a pesquisa e a extensão, propiciando suas articulações com diferentes segmentos da sociedade;
III - promover a integração teoria/prátic a e a interdisciplinaridade entre os eixos de desenvolvimento curricular;
IV - inserir precocemente o aluno em atividades didáticas relevantes para a sua futura vida profissional;
V - utilizar diferentes cenários de ensino -aprendizagem, permitindo assim ao aluno conhecer e vivenciar situações variadas em equipes multiprofissionais;
VI - propiciar a interação permanente do aluno com fontes, profissionais e públicos do jornalismo, desde o início de sua formação, estimulando, desse modo, o al uno a lidar com problemas reais, assumindo responsabilidades crescentes, compatíveis com seu grau de autonomia.
¶Art. 3º O projeto pedagógico do curso de graduação em J ornalismo, com suas peculiaridades, seu currículo pleno e sua operacionalização, abrangerá, sem prejuízo de outros, os seguintes elementos estruturais:
I - concepção e objetivos gerais do curso, contextualizados em rel ação às suas inserções – institucional, política, geográfica e social;
II - condições objetivas de oferta e vocação do curso;
III - cargas horárias das atividades didáticas e da integralização do curso;
IV - formas de efetivação da interdisciplinaridade;
V - modos de integração entre teoria e prática;
VI - formas de avaliação do ensino e da aprendizagem;
(*) Resolução CNE/CES 1/2013. Diário Oficial da União, Brasília, 1° de outubro de 2013 – Seção 1 – p. 26. 2
VII - modos de integração entre graduação e pós-graduação;
VIII - incentivo à pesquisa e à extensão, como necessários prolongame ntos das atividades de ensino e como instrumentos para a iniciação científica e cidadã;
IX - regulamentação das atividades do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), componente obrigatório a ser realizado sob a supervisão docente;
X - regulamentação das atividades do estágio curricular supervisionado , contendo suas diferentes formas e condições de realização;
XI - concepção e composição das atividades complementares , quando existentes.
¶Art. 4º A elaboração do projeto peda gógico do curso de bacharelado em Jornalismo deverá observar os seguintes indicativos:
I - formar profissionais com competê ncia teórica, técnica, tecnológica, ética, estética para atuar criticamente na profiss ão, de modo responsável, produzindo assim seu aprimoramento;
II - enfatizar, em sua formação, o espírito empreendedor e o domínio científico, de forma que sejam capazes de produzir pesquisa, conceber, executar e avaliar projetos inovadores que respondam às exigências contemporâneas e ampliem a atuação profissional em novos campos, projetando a função social da profissão em conte xtos ainda não delineados no presente;
III - orientar a formação teórica e técnica para as especificidades do jornalismo, com grand e atenção à prática profissional, dentro de padrões internaciona lmente reconhecidos, comprometidos com a liberdade de expressão, o direito à informação, a dignidade do exercício profissional e o interesse público;
IV - aprofundar o compromisso com a profis são e os seus valores, por meio da elevação da autoestima profissional, dando ênfase à form ação do jornalista como intelectual, produtor e/ou articulador de informações e conhecimentos sobre a atualidade, em todos os seus aspectos;
V - preparar profission ais para atuar num contexto de m utação tecnológica constante no qual, além de dominar as técnicas e as ferramentas contemporâneas, é preciso conhecê-las em seus princípios para transformá-las na medida das exigências do presente;
VI - ter como horizonte pr ofissional o ambiente regido pela convergência tecnológica, em que o jornalismo impresso, embora conserve a sua importância no co njunto midiático, não seja a espinha dorsal do espaço de trabalho, nem dite as referências da profissão;
VII - incluir, na form ação profissional, as rotinas de trabalho do jornalista em assessoria a instituições de todos os tipos;
VIII - atentar para a necessidade de preparar profissionais que possam exercer dignamente a atividade como autônomos em contexto econômico cuja ofe rta de emprego não cresce na mesma proporção que a oferta de mão-de-obra;
IX - instituir a graduação como etapa de formação profissional co ntinuada e permanente.
¶Art. 5º O concluinte do curso de Jornalismo deve estar apto para o desempenho profissional de jorn alista, com formação acadêmica generalista, humanista, crítica, ética e reflexiva, capacitando -o, dessa forma, a atuar como produtor intelectual e agente da cidadania, capaz de responder, por um lado, à complexidade e ao pluralismo característicos da sociedade e da cultura contemporâneas, e, por outro, possuir os fundamentos teóricos e técnicos especializados, o que lhe proporcionará clareza e segurança para o exercício de sua função social específica, de identidade profissional singular e diferenciada em r elação ao campo maior da comunicação social. 3
Parágrafo único. Nessa perspectiva, as competências, habilidades, conhecimentos, atitudes e valores a serem desenvolvidos incluem:
I - Competências gerais:
a) compreender e valorizar, como conquistas históricas da cidadania e indicadores de um estágio avançado de civilização, em processo constante de ri scos e aperfeiçoamento: o regime democrático, o pluralismo de ideias e de opiniões, a cultura da paz, os direitos humanos, as liberdades públicas, a justiça social e o desenvolvimento sustentável;
b) conhecer, em sua unicidade e complexidade intrínsecas, a história, a cultura e a realidade social, econômica e política brasileira, considerando especialmente a diversidade regional, os contextos latino -americano e ibero -americano, o eixo sul -sul e o processo de internacionalização da produção jornalística;
c) identificar e reconhecer a relevância e o interesse público entre os temas da atualidade;
d) distinguir entre o verdadeiro e o falso a partir de um sistema de referê ncias éticas e profissionais;
e) pesquisar, selecionar e analisar informações em qualquer campo de conhecimento específico;
f) dominar a expressão oral e a escrita em língua portuguesa;
g) ter domínio instrumental de , pelo menos , dois outros idiomas – preferencialmente ingl ês e espanhol, integrantes que são do contexto geopolítico em que o Brasil está inserido;
h) interagir com pessoas e grupos sociais de formações e culturas dive rsas e diferentes níveis de escolaridade;
i) ser capaz de trabalhar em equipes profissionais multifacetadas;
j) saber utilizar as tecnologias de informação e comunicação;
k) pautar-se pela inovação permanente de métodos, técnicas e procedimentos;
l) cultivar a curiosidade sobre os mais diversos assuntos e a humildade em relação ao conhecimento;
m) compreender que o aprendizado é permanente;
n) saber conviver com o poder, a fama e a celebridade, mantendo a independência e o distanciamento necessários em relação a eles;
o) perceber constrangimentos à atuação profissional e desenvolver senso crítico em relação a isso;
p) procurar ou criar alternativas para o aperfeiçoamento das práticas profissionais;
q) atuar sempre com discernimento ético.
II - Competências cognitivas:
a) conhecer a história, os fundamentos e os c ânones profissionais do jornalismo;
b) conhecer a construção histórica e os fundamentos da cidadania;
c) compreender e valorizar o papel do jornalismo na democracia e no exerc ício da cidadania;
d) compreender as especificidades éticas, técnicas e estéticas do jornalismo, em sua complexidade de linguagem e como forma diferenciada de produção e socialização de informação e conhecimento sobre a realidade;
e) discernir os objetivos e as lógicas de funcionamento das instituições privadas, estatais, públicas, partidárias, religi osas ou de outra natureza em que o jornalismo é exercido, assim como as influências do contexto sobre esse exercício.
III - Competências pragmáticas: 4
a) contextualizar, interpretar e explicar informações relevantes da atualidade, agregando-lhes elementos de elucidação necessários à compreensão da realidade;
b) perseguir elevado grau de precisão no registro e na interpretação dos fatos noticiáveis;
c) propor, planejar, executar e avaliar projetos na área de jornalismo;
d) organizar pautas e planejar coberturas jornalísticas;
e) formular questões e conduzir entrevistas;
f) adotar cr itérios de rigor e independência na seleção das fontes e no relacionamento profissional com elas, tendo em vista o princípio da pluralidade, o favorecimento do debate, o aprofundamento da investigação e a garantia social da veracidade;
g) dominar metodologias jornalísticas de apuração, depuração, aferição, além das de produzir, editar e difundir;
h) conhecer conceitos e dominar técnicas dos gêneros jornalísticos;
i) produzir enunciados jornalísticos com clareza, rigor e correção e ser capaz de editá-los em espaços e períodos de tempo limitados;
j) traduzir em linguagem jornalística, preservando-os, conteúdos originalmente formulados em linguagens técnico -científicas, mas cuja relevância social justifique e/ou exija disseminação não especializada;
k) elaborar, coordenar e executar projetos editoriais de cunho jornalístico para diferentes tipos de instituições e públicos;
l) elaborar, coordenar e executar projetos de assessoria jornalística a instituições legalmente constituídas de qualquer natureza, assim como projetos de j ornalismo em comunicação comunitária, estratégica ou corporativa;
m) compreender, dominar e gerir pr ocessos de produção jornalística, bem como ser capaz de aperfeiçoá-los pela inovação e pelo exercício do raciocínio crítico;
n) dominar linguagens midiáticas e formatos discursivos, utiliz ados nos processos de produção jornalística nos diferentes meios e modalidades tecnológicas de comunicação;
o) dominar o instrumental te cnológico – hardware e software – utilizado na produção jornalística;
p) avaliar criticamente produtos e práticas jornalísticas.
V - Competências comportamentais:
a) perceber a importância e os mecanismos da regulamentação político-jurídica da profissão e da área de comunicação social;
b) identificar, estudar e analisar questões éticas e deontológicas no jornalismo;
c) conhecer e respeitar os princípios éticos e as normas deo ntológicas da profissão;
d) avaliar, à luz de valores éticos, as razões e os efeitos das ações jornalísticas;
e) atentar para os processos que envolvam a recepção de mensagens jornalísticas e o seu impacto sobre os diversos setores da sociedade;
f) impor aos critérios, às decisões e às escolhas da atividade profissional as razões do interesse público;
g) exercer, sobre os poderes con stituídos, fiscalização comprometida com a verdade dos fatos, o dir eito dos cidadãos à informação e o livre trânsito das ideias e das mais diversas opiniões.
¶Art. 6º Em função do perfil do egresso e de suas competências, a organização do currículo deve contemplar, no projeto pedagógico, conteúdos que atendam a seis eixos de formação:
I - Eixo de fundamentação humanística, cujo objetivo é capacitar o jornalista para exercer a sua função intelectual de produtor e difusor de informações e conhecimentos de 5 interesse para a cidadania, privilegiando a re alidade brasileira, como formação histórica, estrutura jurídica e instituições políticas contemporâneas; sua geografia humana e economia política; suas raízes étnicas, regiões ecológicas, cultura popular, crenças e tradições; arte, literatura, ciência, tecnologia, bem como os fat ores essenciais para o fortalecimento da democracia, entre eles as relações internacionais, a d iversidade cultural, os direitos individuais e coletivos; as políticas públicas, o desenvolvimento sustentável, as oportunidades de esportes, lazer e entr etenimento e o acesso aos bens culturais da humanidade, sem se descuidar dos processos de globalização, regionalização e das singularidades locais, comunitárias e da vida cotidiana.
II - Eixo de fundamentação específica, cuja função é proporcionar ao jornalista clareza conceitual e visão crítica sobre a especificidade de sua profissão, tais como: fundamentos históricos, taxonômicos, éticos, epistemológicos; ordenamento jurídico e deontológico; instituições, pensadores e obras canônicas; manifestações públicas, industriais e comunitárias; os instrumentos de autorregulação; observação crítica; análise comparada; revisão da pesquisa científica sobre os paradigmas hegemônicos e as tendências emergentes.
III - Eixo de fundamentação contextual, que tem por escopo embasar o conhecimento das teorias da comunicação, informação e cibercultura, em suas dimensões filosóficas, políticas, psicológicas e socioculturais, o que deve incluir as rotinas de produção e os processos de recepção, bem como a regulamentação dos sistemas midiáticos, em função do mercado potencial, além dos princípios que regem as áreas conexas.
IV - Eixo de formação profissional, que objetiva fundamentar o c onhecimento teórico e prático, familiarizando os estudantes com os processos de gestão, produção, métodos e técnicas de apuração, red ação e edição jornalística, possibilitando -lhes investigar os acontecimentos relatados pelas fontes, bem como capacitá -los a exercer a crítica e a prática redacional em língua portuguesa, de acordo com os gêneros e os formatos jornalísticos instituídos, as inovações tecnológicas, retóricas e argumentativas.
V - Eixo de aplicação processual, cujo objetivo é o de fornecer ao jornalista ferramentas técnicas e metodológicas, de modo que possa efetuar coberturas em diferentes suportes: jornalismo impresso, radiojornalismo, telejornalismo, webjornalismo, assessorias de imprensa e outras demandas do mercado de trabalho.
VI - Eixo de prática laboratorial, que tem por objetivo adquirir conhecimentos e desenvolver habilidades inerentes à profissão a partir da aplicação de informações e valores. Possui a função de integrar os demais eixos, alicerçado em projetos editoriais definidos e orientados a públicos reais, com publicação efetiva e periodicidade regular, tais como: jornal, revista e livro, jornal mural, radiojornal, telejornal, webjornal, agência de notícias, assessoria de imprensa, entre outros.
¶Art. 7º A organização curri cular do curso de graduação em J ornalismo deve representar, necessariamente, as condições existentes para a su a efetiva conclusão e integralização, de acordo com o regime acadêmico que as instituições de educação su perior adotarem: regime seriado anual; regime s eriado semestral; sistema de créditos com matrícula por componente curric ular ou por módulos acadêmicos, com a adoção de pré -requisitos; sistema sequencial, com o aproveitamento de créditos cursados por alunos oriundos de outras áreas do conhecimento.
¶Art. 8º As instituições de educação superior têm ampla liberdade para, consoante seus projetos pedagógicos, selecionar, propor, denominar e ordenar as disciplinas do currículo a partir dos conteúdos, do perfil do egresso e das competências apontados anteriormente.
Parágrafo único. É valorizada a equidade entre as cargas horárias destinadas a cada um dos eixos de formação.
¶Art. 9º A organização curricular deverá valorizar o equilíbrio e a integração 6 entre teoria e prática durante toda a duração do curso, observando os seguintes requisitos:
I - carga horária suficiente para distribuição estratégica e equilibrada dos eixos curriculares e demais atividades previstas;
II - distribuição das atividades laboratoriais, a partir do primeiro seme stre, numa sequência progressiva, até a conclusão do curso, de acordo com os níveis de complexidade e de aprendizagem;
III - garantia de oportunidade de conhecimento da realidade, nos conte xtos local, regional e nacional.
¶Art. 10. A carga horária total do curso deve ser de, no mínimo, 3.000 (três mil) horas, sendo que, de acordo com a Resolução CNE/CES nº 2/2007, o estágio curricula r supervisionado e as atividades complementares não poderão exceder a 20% (vinte por cento) da carga horária total do curso.
Parágrafo único. A carga horária mínima destinada ao estágio curricular supervisionado deve ser de 200 (duzentas) horas.
¶Art. 11. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é componente curricular obrigatório, a ser desenvolvido individualmente, realizado sob a supervisão docente e avaliado por uma banca examinadora formada por docentes, sendo possível também a participação de jornalistas profissionais convidados.
§ 1º O TCC pode se constituir em um trabalho prático de cunho jornalístico ou de reflexão teórica sobre temas relacionados à atividade jornalística.
§ 2º O TCC deve vir, necessariamente, acompanhado por relatório, memorial ou monografia de reflexão crítica sobre sua execução, de forma que reúna e consolide a experiência do aluno com os diversos conteúdos estudados durante o curso.
§ 3º As instituições de educação superior deverão emitir e divulgar regulamentação própria, aprovada por colegiado competente, estabelecendo, necessariamente, critérios, procedimentos e mecanismos de avaliação do TCC, além das diretrizes técnicas relacionadas com a sua elaboração.
¶Art. 12. O estágio curricular supervisionado é componente obrigatório d o currículo, tendo como objetivo consolidar práticas de desempenho profissional inerente ao perfil do formando, definido em cada instituição por seus colegiados ac adêmicos, aos quais competem aprovar o regulamento correspondente, com suas diferentes modali dades de operacionalização.
§ 1º O estágio curricular supervisionado poderá ser realizado em instituições públicas, privadas ou do terceiro setor ou na própria instituição de ensino, em veículos autônomos ou assessorias profissionais.
§ 2º As atividades d o estágio curricular supervisionado deverão ser programadas para os per íodos finais do curso, possibilitando aos alunos concluintes testar os conhecimentos assimilados em aulas e laboratórios, cabendo aos responsáveis pelo acompanhamento, supervisão e avaliação do estágio curricular avaliar e aprovar o relatório final, resguardando o p adrão de qualidade nos domínios indispensáveis ao exercício da profissão.
§ 3º A instituição de educação superior deve incluir, no projeto pedagógico do curso de graduação em Jornalismo, a natureza do estágio curricular supervisionado, através de regulamentação própria aprovada por colegiado, indicando os critérios, procedimentos e mecanismos de avaliação, observada a l egislação e as recomendações das entidades profissionais do jornalismo.
§ 4º É vedado convalidar como estágio curricular supervisionado a prestação de serviços, realizada a qualquer título, que não seja compatível com as funções profi ssionais do jornalista; que caracterize a substituição indevida de profissional f ormado ou, ainda, que 7 seja realizado em ambiente de trabalho sem a pr esença e o acompanhamento de jornalistas profissionais, tampouco sem a necessária supervisão docente.
§ 5º É vedado convalidar como estágio curricular supervisionado os trabalhos laboratoriais feitos durante o curso.
¶Art. 13 . As atividades complementares são componentes curriculares não obrigatórios que possibilitam o reconhecimento, por avaliação, de habilidades, conhecimentos e competências do aluno, dentre elas as adquiridas fora do ambiente de ensino.
§ 1º As atividades complementares constituem componentes curriculares enriquecedores e úteis para o perfil do formando e não devem ser confundidas com estágio curricular supervisionado ou com Trabalho de Conclusão de Curso.
§ 2º O conjun to de atividades complementares tem o objetivo de dar flexibilidade ao currículo e deve ser selecionado e realizado pelo aluno ao longo de seu curso de graduação, de acordo com seu interesse e com a aprovação da coordenação do curso.
§ 3º As atividades com plementares devem ser realizadas sob a superv isão, orientação e avaliação de docentes do próprio curso.
§ 4º Os mecanismos e critérios para avaliação das atividades complementares devem ser definidos em regulamento próprio da instituição, respeitadas as p articularidades e especificidades próprias do curso de J ornalismo, atribuindo a elas um sistema de créditos, pontos ou computação de horas para efeito de integralização do total da carga horária previsto para o curso.
§ 5º São consideradas atividades complementares:
I - atividades didáticas: frequência e aprovação em disciplinas não previstas no currículo do curso, ampliando o conh ecimento dos estudantes de J ornalismo sobre conteúdos específicos, como economia, p olítica, direito, legislação, ecologia, cultu ra, esportes, ciência, tecnologia etc.
II - atividades acadêmicas : apresentação de relatos de iniciação científica, pesquisa experimental, extensão comunitária ou monitoria didática em congressos acadêmicos e profissionais.
¶Art. 14. As instituições de educação superior deverão adotar regras próprias de avaliação internas e externas, para que sejam sistemáticas e envolvam todos os recursos materiais e humanos participantes do curso, centradas no atendimento às Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de gr aduação em Jornalismo, definidas e aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação.
¶Art. 15. Os Planos de Disciplinas devem ser fornecidos aos alunos antes do início de cada período letivo e devem conter, além dos conteúdos e das ativid ades, a metodologia das aulas, os critérios de avaliação e a bibliografia fundamental, necessariamente disponível na biblioteca da instituição. Desta maneira, os alunos poderão discernir claramente a relação entre as Diretr izes Curriculares Nacionais do c urso de graduação em Jornalismo, a grade curricular da instituição e o processo de avaliação a que serão submetidos no final do curso.
¶Art. 16 . O sistema de avaliaç ão institucional dos cursos de J ornalismo deve contemplar, dentre outros critérios:
I - o conjunto da produção jorna lística e de atividades de pesquisa e de extensão realizadas pelos alunos ao longo do curso;
II - o conjunto da produção acadêmica e técnica reunida pelos professores;
III - a contribuição do curso para o desenvolvimento local social e de cidad ania nos contextos em que a instituição de educação superior está inserida;
IV - o espaço físico e as instalações adequadas para todas as atividades previstas, assim como o número de alunos por turma, que deve ser compat ível com a supervisão docente nas atividades práticas; 8
V - o funcionamento, com permanente atualização, dos laboratórios técnicos especializados para a aprendizagem teórico-prática do jornalismo a partir de diversos recursos de linguagens e suportes tecnológicos, de biblioteca, hemeroteca e bancos de da dos, com acervos especializados;
VI - as condições de acesso e facilidade de utilização da infraestrutura do curso pelos alunos, que devem ser adequadas ao tamanho do corpo discente, de forma que possam garantir o cumprimento do total de carga horária par a todos os alunos matricul ados em cada disciplina ou atividade;
VII - a inserção profissional alcançada pelos alunos egressos do curso;
VIII - a experiência profissional, a titulação acadêmica, a produção científica, o vínculo institucional, o regime de tr abalho e a aderência às disciplinas e atividades sob responsabilidade do docente.
¶Art. 17. As Diretrizes Curriculares Nacionais instituídas nesta Resolução deverão ser implantadas pelas instituições de educação superior, obrigatoriamente, no prazo máximo de 2 (dois) anos, aos alunos ingressantes, a partir da publicação desta.
Parágrafo único. As IES poderão optar pela aplicação das Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Jornalismo aos demais alunos do período ou ano subsequente à publicação desta Resolução
¶Art. 18. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.
GILBERTO GONÇALVES GARCIA
