N7 · Conselhos superiores · CONSEPE
Res. CONSEPE 03/2019
Aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Letras - Licenciatura em Língua Portuguesa do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Campus I, e dá outras providências.
Quem a altera, revoga, supera ou cita (1)
- REVOGA (total) · sugestão
Res. CONSEPE 07/2019 nesta norma: norma inteira → na outra: norma inteirasugestão (inferida: novo PPC do mesmo curso — 'letras' — sem revogação expressa) fonte: inferência · confiança baixa
Em que ela se funda, o que regulamenta, altera, revoga ou cita (14)
- FUNDAMENTA-SE EM
Res. CNE/CP 2/2015 nesta norma: preâmbulo → na outra: norma inteira“Considerando as Diretrizes Curriculares Nacionais fixadas na Resolução CNE/CES nº 2, de 2015 para a formação inicial em nível superior (Cursos de Licenciatura, Cursos de Formação Pedagógica para a formação continuada);” fonte: texto · confiança alta
- FUNDAMENTA-SE EM
Res. CONSEPE 16/2015 nesta norma: preâmbulo → na outra: norma inteira“Considerando a Resolução CONSEPE nº 16, de 2015, que Regulamenta os Cursos de Graduação da UFPB que tem finalidade consolidar a normalização acadêmica dos referidos cursos, RESOLVE: Art. 1º Aprovar o Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Letras –...” fonte: texto · confiança alta
- REVOGA (total) · sugestão
Res. CONSEPE 54/2018 nesta norma: norma inteira → na outra: norma inteirasugestão (inferida: novo PPC do mesmo curso — 'letras' — sem revogação expressa) fonte: inferência · confiança baixa
11 citação(ões) simples (REMETE A)
- citaRes. CNE/CP 1/2002 em: Anexo I“dentre outros), embora a legislação nacional já tenha instituído desde o ano de 2002 (Resolução CNE/CP nº 01/2002 e Resolução CNE/CP nº 02/2002) e repetido no ano de 2015 a obrigatoriedade de...”
- citaRes. CNE/CP 2/2002 em: Anexo I“dentre outros), embora a legislação nacional já tenha instituído desde o ano de 2002 (Resolução CNE/CP nº 01/2002 e Resolução CNE/CP nº 02/2002) e repetido no ano de 2015 a obrigatoriedade de...”
- citaRes. CNE/CP 2/2015 em: Anexo I“Concomitantemente às reuniões ocorridas no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas (DLCV), nos últimos dois anos, em que se discutiu a necessidade de revisão e reformulação de disciplinas e...”
- citaRes. CNE/CP 2/2015 em: Anexo I“c) a adequação à Resolução CNE/CP nº 02/2015 e à Resolução CONSEPE nº 16/2015.”
- citaRes. CNE/CP 2/2015 em: Anexo I“dentre outros), embora a legislação nacional já tenha instituído desde o ano de 2002 (Resolução CNE/CP nº 01/2002 e Resolução CNE/CP nº 02/2002) e repetido no ano de 2015 a obrigatoriedade de...”
- citaDecreto 38.146/1955 em: Anexo I“HISTÓRICO DO CURSO O Curso de Letras da Universidade Federal da Paraíba teve sua autorização de funcionamento publicada no Diário Oficial de 29/05/1952 e o seu reconhecimento através do Decreto nº...”
- citaLei 9.394/1996 em: Anexo IV“Políticas para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio no Brasil e, particularmente, na Paraíba, a partir da nova LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96).”
- citaRes. CONSEPE 04/2004 em: Anexo I“No âmbito da UFPB, após reuniões e discussões, promovidas pela PRG com a participação de Centros, Departamentos e Cursos envolvidos com as Licenciaturas, chegou-se à formulação da Resolução nº...”
- citaRes. CONSEPE 16/2015 em: Anexo I“c) a adequação à Resolução CNE/CP nº 02/2015 e à Resolução CONSEPE nº 16/2015.”
- citaRes. CONSEPE 25/1974 em: Anexo I“Naquele momento, o Curso de Letras teve sua estrutura curricular estabelecida pela Resolução nº 25/74 do CONSEPE, com uma pequena alteração através da Resolução nº 25/78 desse mesmo órgão.”
- citaRes. CONSEPE 25/1978 em: Anexo I“Naquele momento, o Curso de Letras teve sua estrutura curricular estabelecida pela Resolução nº 25/74 do CONSEPE, com uma pequena alteração através da Resolução nº 25/78 desse mesmo órgão.”
Por dispositivo desta norma
- preâmbulo→ FUNDAMENTA-SE EM Res. CNE/CP 2/2015→ FUNDAMENTA-SE EM Res. CONSEPE 16/2015
- norma inteira→ REVOGA (total) Res. CONSEPE 54/2018 (sugestão)← REVOGA (total) Res. CONSEPE 07/2019 (sugestão)
Normas irmãs e paralelas · sugestão
Irmãs são citadas pelas mesmas normas que citam esta; paralelas citam as mesmas bases que esta sem se citarem. Não é relação normativa.
- irmã · 1 em comumPortaria ? 280/2002
- irmã · 1 em comumRes. CNE/CES 18/2002
- irmã · 1 em comumLei 11.161/2005
- paralela · 25 em comumRes. CONSEPE 22/2018
- paralela · 25 em comumRes. CONSEPE 53/2018
- paralela · 22 em comumRes. CNE/CP 2/2019
- paralela · 21 em comumRes. CNE/CP 5/2018
- paralela · 21 em comumRes. CNE/CP 2/2017
- paralela · 18 em comumParecer CNE/CEB 4/1998
Transcrição para consulta; não substitui a publicação oficial. 13 citação(ões) ligada(s) à norma citada; 9 artigo(s) com âncora.
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO RESOLUÇÃO N° 03/2019 Aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Letras - Licenciatura em Língua Portuguesa do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Campus I, e dá outras providências.
O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, da Universidade Federal da Paraíba, no uso de suas atribuições e tendo em vista o que deliberou em reunião realizada em 07 de junho de 2018 (Processo nº 23074.025565/2018-79), e Considerando a necessidade de formar profissionais para atuar nos campos de trabalho emergentes na área; Considerando a importância de um Projeto Pedagógico dinâmico que estará em constante processo de avaliação; Considerando os critérios e os padrões de qualidade estabelecidos pela UFPB para a formação de profissionais; Considerando as Diretrizes Curriculares Nacionais fixadas na Resolução CNE/CES nº 2, de 2015 para a formação inicial em nível superior (Cursos de Licenciatura, Cursos de Formação Pedagógica para a formação continuada); Considerando a Resolução CONSEPE nº 16, de 2015, que Regulamenta os Cursos de Graduação da UFPB que tem finalidade consolidar a normalização acadêmica dos referidos cursos, RESOLVE:
¶Art. 1º Aprovar o Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Letras – Licenciatura em Língua Portuguesa, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes do Campus I, desta Universidade.
§ 1º Compreende-se o Projeto Pedagógico do Curso de Letras – Licenciatura em Língua Portuguesa, como sendo o conjunto de ações sócio-políticas e técnico-pedagógicas relativas à formação profissional que se destinam a orientar a concretização curricular do referido Curso.
§ 2º As definições relativas à Caracterização do Curso, Justificativa, Histórico, Objetivos do Curso, Perfil do Egresso, Competências, Atitudes e Habilidades e Campo de Atuação Profissional encontram-se relacionadas no Anexo I desta Resolução.
¶Art. 2º O Curso de Graduação em Letras - Licenciatura em Língua Portuguesa, tem como finalidade conferir o Grau de Licenciado aos alunos que cumprirem as determinações constantes da presente Resolução.
¶Art. 3º O Curso de Graduação em Letras - Licenciatura em Língua Portuguesa, com a duração mínima de 08 (oito) e máxima de 12 (doze) períodos letivos para o turno matutino, e com a duração mínima de 11 (onze) e máxima de 16 (dezesseis) períodos letivos para o turno noturno será integralizado com 3.210 (três mil duzentos e dez) horas-aula, equivalentes a 214 créditos (duzentos e quatorze) créditos.
Parágrafo único. Será permitida a matrícula em no máximo 28 (vinte e oito) e no mínimo 18 (dezoito) créditos por período letivo para o turno diurno, e no máximo 20 (vinte) e no mínimo 14 (quatorze) créditos por período letivo para o turno noturno.
¶Art. 4º A composição curricular, integrante do Projeto Pedagógico do Curso, resulta de conteúdos fixados de acordo com as especificações abaixo apresentadas, sendo desdobrados conforme especificado no Anexo II desta Resolução.
Conteúdos Curriculares 1. 1.1. 1.2. 1.3. 1.4. 2. 2.1. 2.2. 2.3.
Conteúdos básicos profissionais Conteúdos básicos profissionais Formação pedagógica Estágio supervisionado Prática como componente curricular Conteúdos complementares Conteúdos complementares obrigatórios Conteúdos complementares optativos Componentes complementares flexíveis TOTAL
Carga Horária 1980 840 300 420 420 1230 840 180 210 3210
Créditos 132 56 20 28 28 82 56 12 14 214
% 61,68
38,32
100
¶Art. 5º As modalidades de componentes curriculares serão as seguintes:
I – disciplinas;
II – atividades:
a) de iniciação à pesquisa e/ou extensão;
b) seminários - discussões temáticas;
c) atividades de monitoria;
d) elaboração de trabalho de conclusão de curso;
e) participação em eventos;
f) oficinas e congêneres;
III – estágios e práticas
§ 1º Os Estágios Supervisionados estão incluídos nos conteúdos básicos profissionais, e terão duração de 420 (quatrocentas e vinte) horas/aula, equivalentes a 28 (vinte e oito) créditos.
§ 2º Nos conteúdos complementares obrigatórios serão incluídas as disciplinas Pesquisa Aplicada e Metodologia do Trabalho Científico que constituirão a base para o desenvolvimento do Trabalho de Conclusão do Curso – TCC.
§ 3º As modalidades de componentes previstas nos Incisos II e III deste artigo serão regulamentadas pelo Colegiado do Curso para fins de integralização curricular.
¶Art. 6º O Curso adotará o regime de créditos.
Parágrafo único. A estruturação curricular resultante da lógica de organização do conhecimento em períodos letivos será feita conforme especificado no Anexo III.
¶Art. 7º O Projeto Pedagógico de que trata a presente Resolução será acompanhado e avaliado pelo Colegiado do Curso e pelo Núcleo Docente Estruturante – NDE.
¶Art. 8º Serão vedadas alterações, num prazo inferior a 08 (oito) períodos letivos, ressalvados os casos de adaptação às normas emanadas pelo CNE e pelo CONSEPE, considerando também as emergências sócio-político-educativas.
¶Art. 9º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, 19 de fevereiro de 2019.
Margareth de Fátima Melo Formiga Diniz Presidente
ANEXO I à Resolução nº 03/2019 do CONSEPE, que aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Letras - Licenciatura em Língua Portuguesa, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, do Campus I da UFPB. Identificação do Curso, Justificativa, Objetivos do Curso, Perfil profissional, Competências e Habilidades, e Campo de Atuação
1. IDENTIFICAÇÃO DO CURSO Identificação: Curso de Graduação em Letras - Língua Portuguesa - Licenciatura Modalidade: Licenciatura Presencial em Língua Portuguesa Turnos: Diurno e Noturno Regime Acadêmico: Créditos Tempo para integralização curricular Diurno Mínimo 08 (oito) períodos letivos Máximo 12 (doze) períodos letivos
Noturno 11 (onze) períodos letivos 16 (dezesseis) períodos letivos
Limite de Créditos por Período Letivo Diurno Mínimo 18 (dezoito) créditos Máximo 28 (vinte e oito) créditos
Noturno 14 (quatorze) créditos 18 (dezoito) créditos
Carga Horária: 3.210 horas-aula distribuídas em 214 créditos. Forma de Ingresso: Processos Seletivos adotados ou instituídos pela UFPB para acesso ao Ensino Superior. JUSTIFICATIVA Em nossa sociedade, é constante a necessidade de profissionais com domínio em Língua Portuguesa que detenham, além de uma formação específica e pedagógica, voltada à educação, uma formação especializada, voltada à atividade de assessoria técnica na área da linguagem e, por fim, uma formação voltada às atividades de pesquisa. Faz-se necessário, portanto, partir do pressuposto de que o Curso de Letras – licenciatura em Língua Portuguesa seja direcionado à formação do educador para a atuação tanto na Educação Básica, quanto em outros contextos educacionais, sem que se excluam, entretanto, as possibilidades de atuação em outras funções relativas à área, tais como assessorias a empresas e atividades editoriais, como revisão de texto e produção de material pedagógico. Como tais contextos de atuação do profissional em Letras não são fixos, bem como o trabalho com o uso das práticas de linguagem em sociedade não é estagnado, é relevante o exercício de se repensar o projeto que norteia toda a formação desse profissional, o que é proposto com a apresentação deste Projeto Pedagógico de Curso (PPC). Concomitantemente às reuniões ocorridas no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas (DLCV), nos últimos dois anos, em que se discutiu a necessidade de revisão e reformulação de disciplinas e ementas, foi promulgada pelo Ministério da Educação a Resolução nº 02/2015, de 01 de julho de 2015, que redefiniu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada, gerando, consequentemente, modificações no processo de formação inicial. Essa legislação reforçou a necessidade de reformulação do PPC, a fim de adequar o processo de formação inicial a essas Diretrizes; no entanto, já se constatava a necessidade de modificar a proposta pedagógica do Curso de Letras-Português em resposta a diferentes problemáticas observadas nesse percurso formativo e às demandas de formação de um professor de língua e literatura com competências que lhe permitam atuar nessa nova realidade. Naturalmente, o fato de o último PPC ter sido aprovado em 2006 — tendo vigido por mais de uma década, portanto — torna indispensável sua releitura. Com base nesse contexto, a proposta de reformulação partiu de uma análise da realidade educacional e profissional tanto no nível local quanto no regional e no nacional, considerando-se fatores que interferem na formação, na retenção e na evasão de alunos do curso de Letras-Português. Em relatório de pesquisa divulgado pela Pró-Reitoria de Graduação da UFPB em 2015, foi demonstrado que a evasão nesse curso no período de 2004 a 2009.1 correspondeu
a 63,2%, ou seja, apenas 36,8% dos alunos que ingressam no curso de Letras-Português conseguem diplomar-se. Esse resultado indica que se faz necessário repensar o PPC, buscando reduzir essa evasão, bem como evitar que os alunos fiquem retidos no curso. Essa revisão não envolve apenas a reestruturação da organização curricular, mas também a reflexão sobre aspectos que podem gerar essa retenção, como pode ser o caso do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Ainda nessa perspectiva de olhar para dentro do curso, elaboraram-se e aplicaram-se questionários com uma amostra de egressos do curso de Letras-Português atuantes como professores (doravante professor(a) colaborador(a) da educação básica) e com alunos concluintes, os dois grupos com a formação inicial construída sob a égide do PPC de 2006. Os dados obtidos a partir desses questionários permitiram, por exemplo, identificar os aspectos nevrálgicos dessa formação, dentre os quais citam-se: a) a inexistência no currículo de estudos de gramática normativa; b) a existência de componentes curriculares dissociados da prática docente; c) a necessidade de inserção de disciplinas mais voltadas para a prática docente; d) a realização das disciplinas de prática em Educação mais voltadas para a realidade do curso de Letras, e) a dificuldade de inserção no campo de estágio, considerando-se a falha do docente da universidade em acompanhar nas atividades realizadas na escola e a dificuldade de estabelecer parceria entre universidade e escolas. Em relação ao item a), os professores colaboradores da educação básica destacaram que as escolas exigem do licenciado em Letras-Português o conhecimento da gramática normativa; os concluintes, por sua vez, afirmaram que a falta de uma disciplina dessa natureza no currículo representa uma lacuna em sua formação acadêmica. Esse discurso tanto reflete as discussões acadêmicas que destacam que “[...] o objetivo da escola é ensinar o português padrão, o de criar condições para que ele seja aprendido. Qualquer outra hipótese é um equívoco político e pedagógico.” (POSSENTI, 2002, p. 17), como confronta o fato de os colaboradores relatarem não dominar a gramática normativa. Em relação aos itens b), c) e d), o discurso dos colaboradores reflete uma realidade que já vem há algum tempo sendo discutida na academia: a dissociação entre teoria e prática na formação de professores (ARAÚJO, 2016; LUDKE, 2013; PIMENTA, LIMA, 2010; dentre outros), embora a legislação nacional já tenha instituído desde o ano de 2002 (Resolução CNE/CP nº 01/2002 e Resolução CNE/CP nº 02/2002) e repetido no ano de 2015 a obrigatoriedade de quatrocentas horas de Prática como Componente Curricular vivenciada ao longo do curso (Resolução MEC/CNE nº 02/2015). Na UFPB, 300 horas dessa prática curricular já vêm sendo distribuídas na base curricular dos conteúdos pedagógicos, como foi descrito na nota de rodapé 5. Em análise exploratória em PPCs de outras universidades, observamos que a prática curricular tem outras interpretações e é materializada não apenas em componentes curriculares da área de Educação, como também é distribuída ao longo do curso. As discussões efetivadas deixaram evidente a necessidade de repensar a prática curricular de modo a formar um profissional mais bem preparado para atuar no mercado de trabalho. Por fim, em relação ao item e), essas dificuldades relatadas pelos colaboradores também fazem
parte de algumas reflexões acadêmicas (SOUSA, LUCENA, SEGABINAZI, 2014; CRISTOVÃO et al, 2007; dentre outros). Essas problemáticas apresentadas pelos colaboradores apresentam um cenário de formação que precisa ser necessariamente repensado. Especificamente em relação ao Estágio Supervisionado, outra problemática deve ser acrescentada: a existência de 180 horas-aula teóricas materializadas nas disciplinas de Estágio Supervisionado I, II e III dentre as 420 horas-aula ofertadas de Estágio Supervisionado. Essa realidade incita a reelaboração das ementas desses componentes curriculares, transformando-os em práticas que incorporem experiências exitosas dos Estágios de Língua e Literatura , com a ampliação do ensino de Língua Portuguesa para outros públicos, como por exemplo, falantes de outras línguas e deficientes visuais, permitindo, assim, que os estudantes desenvolvam diferentes competências e se insiram em diferentes contextos de ensino. Saindo de um enfoque interno do curso de Letras-Português, há também razões de natureza externa que justificam a modificação do PPC. Uma delas é o desafio de ensinar língua na educação básica. Como ilustração, os resultados da Prova BRASIL 2013 indicam que os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental provenientes das escolas municipais e estaduais da Paraíba não têm letramento satisfatório em leitura e interpretação de textos correspondente ao que se espera no final do Ensino Fundamental. Os dados revelam que 1% dos estudantes está em um nível avançado 12% em um nível proficiente, 53% em um nível básico e 34% em um nível insuficiente.. Ou seja, apenas 14% dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental apresentam nível satisfatório. A UFPB, na condição de universidade pública, tem o papel social de suprir as necessidades dos sistemas educacionais públicos a partir da formação de egressos que possam contribuir para melhorar esses dados estatísticos e, por conseguinte, deve repensar a forma como seus cursos de formação de professores respondem a essas demandas. A reelaboração do PPC também deve considerar a classificação do curso de Letras-Português da UFPB no cenário nacional. De acordo com o ranking universitário elaborado pela Folha em 2016
(RUF) no quesito posição no país, o curso de Letras ocupa o 24º lugar; no quesito ENADE, está na 154ª posição; no quesito qualidade de ensino, ocupa a 47ª posição. Esses dados nos dão fortes indícios da necessidade urgente de reformulação do PPC do curso. HISTÓRICO DO CURSO O Curso de Letras da Universidade Federal da Paraíba teve sua autorização de funcionamento publicada no Diário Oficial de 29/05/1952 e o seu reconhecimento através do Decreto nº 38.146, de 25 de outubro de 1955, publicado no D.O. de 07/11/1955. Em 1960, com a federalização da Universidade da Paraíba, a Faculdade de Filosofia passou a ser o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, através da Resolução nº 09 da Reitoria. A partir de 1974, os Institutos foram agrupados em Centros, tendo o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas passado a constituir o Centro de Ciências Humanas Letras e Artes. Naquele momento, o Curso de Letras teve sua estrutura curricular estabelecida pela Resolução nº 25/74 do CONSEPE, com uma pequena alteração através da Resolução nº 25/78 desse mesmo órgão. Desde a sua criação, essa estrutura curricular sofreu pequenas alterações internas — formuladas nos Departamentos — mediante o acréscimo de algumas disciplinas e o remanejamento de outras. Assim, o Curso de Letras passou a realizar a formação de profissionais em três habilitações, sob a responsabilidade maior de dois Departamentos: o Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas (DLCV) e o Departamento de Letras Estrangeiras Modernas (DLEM). As habilitações encontravam-se assim distribuídas:
Habilitação I — Língua Vernácula Habilitação II — Língua Vernácula e Língua Estrangeira (Inglês ou Francês) Habilitação III — Língua Estrangeira (Inglês ou Francês) Habilitação em Língua Alemã (já então desativada)
Com o Parecer CES 492/2001, que definiu as Diretrizes Curriculares para os Cursos de Letras, transformado em Portaria apenas em 01 de janeiro de 2002 (Portaria nº 280, publicada no D.O. em 01/02/02), e as novas medidas do MEC acerca da Prática de Ensino e do Estágio Supervisionado, houve a necessidade de uma grande reestruturação curricular. No âmbito da UFPB, após reuniões e discussões, promovidas pela PRG com a participação de Centros, Departamentos e Cursos envolvidos com as Licenciaturas, chegou-se à formulação da Resolução nº 04/2004 do CONSEPE, que definiu a base curricular para a formação pedagógica. A partir desse marco, houve a reformulação do PPC de 2006 e, atendendo a demandas sociais, foi incluída mais uma habilitação, configurando-se o seguinte quadro:
Habilitação I — Língua Vernácula Habilitação II — Língua Espanhola Habilitação III — Língua Francesa Habilitação IV — Língua Inglesa
Novas mudanças se impuseram e, com elas, foi necessário adequar este novo PPC, por exemplo, à exigência de 400 horas destinadas às Práticas como Componentes Curriculares, que contribuíram para que o curso passasse de um mínimo de 2800 horas necessárias em sua integralização para 3200 horas. Decorridos mais de sessenta anos desde a sua criação, o Curso de Letras da UFPB, com as alterações introduzidas visando ao seu aperfeiçoamento, continua questionando sua capacidade de formar profissionais que atendam às mudanças ocasionadas pelo processo histórico-social do país, especialmente no que concerne à formação de professores nas licenciaturas. PRINCÍPIOS TEÓRICOS E A PROPOSTA PEDAGÓGICA DO CURSO Instigado a responder a linguagens cada vez menos tradicionais, o pensamento humano rearticula-se segundo novas posturas e novos modelos. Respeitando e incorporando a tradição cultural, além de ampliá-la num leque de interfaces multiculturais e digitais, o conhecimento acadêmico redimensiona-se através de novos conceitos, novos procedimentos, novas linguagens e novas realidades. Em face de tais dados, é necessário rever princípios teóricos e práticos que norteiam o estudo da língua e da literatura como objetos imanentes às próprias estruturas. Um caleidoscópio de valores educativo-político-histórico-culturais se apresenta como premência para o redimensionamento das relações entre homem-realidade através da tríade homem-linguagem-sociedade. A leitura de novos mundos vem acoplada ao domínio reflexivo de e sobre novas técnicas de abordagem do objeto de estudo. Assim sendo, a prática docente hoje se insere numa revisão de posturas
até então cristalizadas por certezas instauradas de um pensamento que se estruturava sobre determinados princípios teóricos e práticos. Com o advento de realidades ciberculturais, multidisciplinares e intersígnicas, com os avanços de formas de pensar e refletir alicerçadas nos novos preceitos da linguagem e nas novas conquistas da realidade, a revisão crítica dos instrumentos de estudo, de pesquisa e de prática de aulas impõe-se como uma exigência social de adequação aos novos tempos e aos novos contextos e contornos do mercado, do sujeito e da sociedade. A exclusividade de um pensamento embasado em moldes lógico-racionalistas hoje esbarra em novas formas de apreensão do objeto de estudo bem como em manifestações inesperadas da própria realidade. Mesmo no Curso de Letras, tradicionalmente voltado aos estudos do “verbo” em disciplinas como as de Linguística, de Língua e de Literatura, a incorporação de elementos de expressão não exclusivamente verbais ao seu conteúdo programático e à vivência prática e cotidiana do alunado colocase como resposta frontal à reprodução de modelos mecanicistas e puramente verbais. Hoje, língua, linguística e literatura estão permeadas pela produção de teorias e práticas incorporadas e/ou vinculadas a expressões culturais, pedagógicas e históricas transversais. Dessa forma, a concepção de língua e dos estudos linguísticos no Curso de Letras tem sua base nas questões de seu funcionamento enquanto uma ação comunicativa e interdisciplinar. Ao trazer uma indagação sobre “Quando se estuda a língua, o que se estuda?”, Marcuschi (2008, p.55) afirma que: O trabalho em língua materna parte do enunciado e suas condições de produção para entender e bem produzir textos. Sem esquecer a língua, essa mudança do foco iria do significante à significação. Do enunciado à enunciação. Da palavra ao texto para toda a análise e produção de gêneros textuais. É uma função de chamar a atenção do aluno para a real função da língua na vida diária e nos seus modos de agir e interagir. Sendo assim, neste século XXI — no chamado século da pós-modernidade, em que predomina o estudo da imagem e do movimento — convivemos com a diversidade de culturas materializadas em inúmeras formas simbólicas de interação. Sendo assim, assumindo-se a condição de formadores, é preciso promover saberes que propiciem uma nova consciência no trato das questões da língua, do texto, do discurso. O ensino de língua compreende, então, uma abordagem epilinguística, em detrimento de uma análise puramente metalinguística. A língua passa a ser vista dentro de uma reflexão pragmáticodiscursiva — é a chamada educação linguística voltada para o USO-REFLEXÃO-USO —, um processo contínuo. Esses aspectos configuram práticas pedagógicas segundo as quais o aluno de Letras — o futuro professor de Língua Portuguesa — precisa tomar consciência sobre o terreno que pisará — um terreno fértil para a proliferação de saberes que visam ampliar o seu conhecimento e, principalmente, propiciarlhe uma consciência cidadã. Dessa forma, a graduação em Letras passa a constituir um permanente espaço crítico-reflexivo de produção de linguagens renovadas, quer na prática, quer na teoria, a fim de atender à pluralidade de ideias científicas e artísticas da comunidade à qual se dirige e pela qual se constitui. Para tanto, é necessário: fazer da graduação em Letras um espaço crítico de reflexão permanente, de respeito à pluralidade de ideias; rever os princípios teóricos que concebem o estudo da língua como algo puramente intrínseco e imanente à sua estrutura, incorporando uma nova mentalidade em que a relação homem-linguagem-sociedade seja respeitada e que permita, assim, uma concepção de texto e leitura num sentido pleno; repensar a prática docente, utilizando, de forma crítica, seus instrumentos de trabalho, novos métodos e tecnologias multiculturais, evitando a reprodução mecanicista de conteúdos e alterando significativamente a forma de enfoque dos componentes curriculares; analisar o conhecimento histórico e teórico necessário para refletir sobre as condições, sob as quais a escrita se torna literatura; compreender a integração e a interdisciplinaridade curricular, dando significado e relevância aos conhecimentos e vivência da realidade social e cultural, consoantes às exigências da educação básica e da educação superior. OBJETIVOS DO CURSO O Curso de Licenciatura em Letras, através de seu Projeto Político-Pedagógico, tem como objetivo geral promover a formação de professores para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, cujas
práticas estejam sintonizadas com metodologias inovadoras, contribuindo, assim, para o atendimento das necessidades da sociedade através de uma boa formação cidadã. Para tanto, o curso busca, especificamente, trabalhar habilidades para que o graduado possa:
1. refletir sobre a importância da linguagem na socialização humana, revendo os conceitos de “competência” e “habilidade”, no que eles remetem para o individualismo e o cumprimento técnico de determinadas tarefas;
2. refletir sobre a importância do domínio da linguagem (em suas várias formas de manifestação e registro) como fundamental não apenas para a interação social, mas também para o julgamento crítico das relações sociais e do contexto em que está inserido, sendo capacitado para as atividades de ensino, pesquisa e extensão, visando a sua formação como agente produtor e não mero transmissor do conhecimento;
3. refletir sobre um ensino de língua e literatura mais dinâmico e menos tecnicista;
4. exercer práticas de letramento em suas diversas modalidades, conforme as necessidades comunicativas;
5. promover a extensão como forma de articular o ensino e a pesquisa com a realidade social da qual faz parte;
6. ler, analisar e produzir textos em diferentes linguagens, em diferentes variedades da língua e em diferentes contextos;
7. dominar um repertório representativo da literatura em Língua Portuguesa e ser capaz de estabelecer as relações de intertextualidade com a literatura universal;
8. desempenhar o papel de agente multiplicador, visando à formação de leitores críticos, intérpretes e produtores de textos de diferentes gêneros;
9. atuar como um agente multiplicador de saberes que atenda às novas demandas das agendas educacionais. PERFIL DO EGRESSO A sociedade brasileira atual exige do graduado em Letras uma atuação social e profissional comprometida com a construção da consciência de cidadania. A multiplicidade de papéis que o graduando em Letras exerce ou pode vir a exercer solicita, além do compromisso ético, fundamentado em princípios humanísticos, um compromisso com a construção e a reconstrução do conhecimento, capaz de fomentar a própria reflexão acerca dessa sociedade. Para tanto, o graduando em Letras deverá demonstrar capacidade de perceber que a complexidade da sociedade manifesta-se através de diferentes formas e modos de linguagem, correspondentes a diferentes interesses em constantes confrontos e conflitos, em relação aos quais o cidadão deverá se posicionar. Além disso, ele deverá ser capaz não apenas de dominar os recursos da língua falada e da língua escrita, mas também de desempenhar o papel de multiplicador, capacitando as pessoas para a mesma proficiência linguística. Para atender a essas demandas, o perfil do graduado em Letras deverá incluir:
a) conhecimento dos gêneros discursivos em suas diversas modalidades com vistas à perspectiva do letramento linguístico e literário enquanto leitor e produtor de textos no domínio acadêmico e profissional;
b) conhecimentos teóricos e descritivos básicos dos componentes fonológico, morfológico, sintático, semântico, pragmático e discursivo da Língua Portuguesa nas perspectivas sincrônica e diacrônica;
c) capacidade de compreender os fatos da língua, conduzindo reflexões de língua(gem) relacionadas aos propósitos comunicativos diversos, bem como ao ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa;
d) domínio de diferentes noções de gramática e (re)conhecimento das variedades linguísticas existentes, bem como dos vários níveis e registros de linguagem;
e) conhecimento crítico e reflexivo de diferentes abordagens linguísticas que contribuam para o processo de formação de leitores e produtores de textos, possibilitando o desenvolvimento de conhecimentos epilinguísticos a serem trabalhados em aulas de língua e literatura;
f) capacidade de compreender os fatos da língua e de conduzir investigações de língua e de linguagem que possam ser aplicadas a problemas de ensino e de aprendizagem de língua materna;
g) (re)conhecimento da diversidade linguística existente no Brasil como forma de desconstrução de crenças e atitudes preconceituosas em relação às línguas e
variedades, promovendo, assim, uma compreensão das diferentes normas como marcas culturais, sociais, simbólicas, identitárias de uma comunidade de fala;
h) ter consciência das variedades linguísticas e culturais;
i) capacidade de lidar, como professor, pesquisador e consultor, com as diferentes manifestações linguísticas possíveis, sendo usuário, enquanto profissional, da norma padrão;
j) conhecimento ativo e crítico de um repertório representativo de literatura em Língua Portuguesa;
k) domínio do conhecimento histórico e teórico necessário para refletir sobre as condições sob as quais a escrita se torna literatura;
l) capacidade de analisar o texto literário, adotando uma postura crítica e reflexiva sobre a construção da linguagem e da arte;
m) capacidade de desempenhar o papel de multiplicador, formando leitores críticos, intérpretes e produtores de textos de diferentes gêneros e registros linguísticos, e de fomentar o desenvolvimento de habilidades linguísticas, culturais e estéticas;
n) capacidade de fazer uso de novas tecnologias como instrumentos didáticopedagógicos nas aulas de Língua e Literatura;
o) compreensão da sua formação profissional como exercício contínuo, autônomo e permanente;
p) (re)conhecimento de seu papel enquanto agente de política e educação linguística;
q) capacidade de articular-se no eixo pesquisa, ensino e extensão. HABILIDADES E COMPETÊNCIAS O aluno do Curso de Licenciatura em Letras deverá ultrapassar o significado intrínseco de individualismo que os conceitos de “competência e habilidade” carregam. Dessa forma, o Curso objetiva capacitar o futuro Licenciado com as seguintes aptidões:
a) fazer a apreciação, a leitura e a produção de diversos tipos de textos em suas várias formas de apresentação;
b) articular as diferentes linguagens através da leitura e da produção competente de enunciados diversos, através da pesquisa de informações linguísticas, literárias e culturais;
c) relacionar e demonstrar as peculiaridades das modalidades não-padrão da língua com as peculiaridades da norma padrão;
d) interpretar as obras literárias de forma crítica, tanto através de uma leitura imanente como apoiado por outras obras literárias, históricas, críticas e de teoria da literatura;
e) estabelecer e discutir as relações dos discursos literários com outros tipos de discurso e com os contextos nos quais foram produzidos, articulando o texto literário, as suas condições de produção e os discursos dominantes com as abordagens contemporâneas;
f) compreender e analisar as peculiaridades dos diferentes gêneros literários e registros linguísticos, descrevendo os processos de elaboração que o levaram àquela interpretação;
g) ter preparação profissional atualizada, de acordo com a dinâmica do mercado de trabalho;
h) saber utilizar os recursos da informática;
i) ter domínio dos conteúdos básicos que são objeto dos processos de ensino e aprendizagem no Ensino Fundamental e Médio;
j) ter domínio dos métodos e técnicas pedagógicas que permitam a transposição dos conhecimentos para os diferentes níveis de ensino. CAMPO DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL
a) Magistério do Ensino Fundamental e Médio, cursos livres, aulas particulares e de reforço, magistério superior (como auxiliar de ensino), ensino instrumental;
b) redação, pela produção e/ou revisão de textos, copidesque, editoração;
c) terminologia;
d)
e)
f)
pesquisa; turismo; área da saúde, particularmente em interface com a Fonoaudiologia.
O Curso de Letras também poderá oferecer formação complementar para outros domínios do conhecimento, através de áreas de aprofundamento. CARACTERIZAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO Considerando-se o perfil do profissional de Letras anteriormente proposto e objetivando proporcionar aos alunos do Curso de Licenciatura em Letras — Português condições para se tornar um profissional participativo, reflexivo, autônomo, conhecedor de seus direitos e deveres, preparado para o ensino de língua vernácula e literatura, a concepção da estrutura deste projeto político-pedagógico fundamentou-se nos seguintes princípios norteadores:
a) as demandas educacionais mais recentes, que implicam a formação sólida do profissional tanto no nível teórico quanto no nível crítico de sua área de conhecimento e de outras correlatas a ela;
b) a avaliação do Curso de Letras — Português por alunos concluintes e de profissionais já graduados e inseridos no mercado de trabalho, conforme descrição anterior;
c) a adequação à Resolução CNE/CP nº 02/2015 e à Resolução CONSEPE nº 16/2015. Baseando-se nessas duas resoluções, os conteúdos curriculares são agrupados da seguinte forma:
1. Conteúdos básicos profissionais — incluem-se os conteúdos básicos profissionais propriamente ditos, assim como os conteúdos complementares obrigatórios, sendo agrupados em duas categorias: 1.1. Fundamentos teóricos — conteúdos de fundamentação teórica em língua vernácula e literatura 1.2. Conteúdos específicos — conteúdos caracterizadores das subáreas da língua vernácula e da literatura. Neste grupo, considera-se também a disciplina de Libras como indispensável à formação docente
2. Prática como componente curricular — conteúdos que visam ao desenvolvimento prático das habilidades necessárias ao profissional, contemplandose a aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos à prática educacional 3.
Formação pedagógica
4.
Estágio supervisionado
5. Disciplinas optativas — conteúdos que possibilitam ao aluno ampliar sua formação acadêmica, numa perspectiva transdisciplinar
6. Atividades teórico-práticas de aprofundamento em áreas específicas de interesse dos estudantes — conteúdos responsáveis pelos eixos de aprofundamento nas diversas áreas do curso — Língua, Linguística e Literatura Para permitir uma certa flexibilidade na integralização curricular, buscou-se reduzir a necessidade de pré-requisitos para a maior parte das disciplinas. Assim, para as áreas de Língua, Linguística e de Literatura, a maioria delas pode ser cursada sem vínculo obrigatório com qualquer que seja. O mesmo se dá para as disciplinas de formação pedagógica e para as de Estágio Supervisionado. As Práticas como Componente Curricular foram idealizadas de forma a estabelecer, na formação profissional, um vínculo efetivo entre a teoria e a prática. Nesse sentido, as Oficinas de Morfofonêmica e de Sintaxe e Semântica têm como pré-requisitos, respectivamente, as disciplinas Fonética e Fonologia da Língua Portuguesa e Morfologia, no primeiro caso; e Sintaxe e Semântica, no segundo. Os Estágios Supervisionados, por sua vez, contemplam a integração entre o ensino de Língua e o de Literatura.
ANEXO II à Resolução nº 03/2019 do CONSEPE, que aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Letras Licenciatura em Língua Portuguesa, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, do Campus I da UFPB.
1.
COMPOSIÇÃO CURRICULAR DO CURSO Conteúdos Básicos Profissionais Disciplinas
Créditos
Fonética e Fonologia da Língua Portuguesa Morfologia da Língua Portuguesa Sintaxe da Língua Portuguesa Semântica Pragmática História da Língua Portuguesa Literatura I - Viagem, natureza e novo mundo
04 04 04 04 04 04 04
Carga Horária 60 60 60 60 60 60 60
Literatura II - Campo, sertão e cidade
04
60
Literatura III - Identidades e etnias
04
60
Literatura IV - Gênero e minorias
04
60
Literatura V - História e nacionalidade
04
60
Literatura VI - Política e movimentos sociais
04
60
Literatura VII - Memória e subjetividade
04
60
Literatura Juvenil
04
60
TOTAL 1.1. Formação pedagógica Fundamentos Antropofilosóficos da Educação Fundamentos Sócio-Históricos da Educação Fundamentos Psicológicos da Educação Política Educacional Didática TOTAL 1.3. Estágio supervisionado Estágio Supervisionado I - Língua e Literatura
56
840
04 04 04 04 04 20
60 60 60 60 60 300
Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum
4
60
Estágio Supervisionado II - Língua e Literatura
8
120
Estágio Estágio Supervisionado IIII - Língua e Literatura Estágio Supervisionado IV - Língua e Literatura
8
120
8
120
Pesquisa aplicada ao ensino de língua e literatura; Didática Pesquisa aplicada ao ensino de língua e literatura; Didática Pesquisa aplicada ao ensino de língua e literatura; Didática Pesquisa aplicada ao ensino de língua e literatura; Didática
TOTAL 1.4. Prática como componente curricular Prática de leitura e produção de textos Prática de leitura e produção de textos acadêmicos Leitura, produção textual e ensino Prática de leitura literária e escrita criativa Oficina de Morfofonêmica
28
420
04 04 04 04 04
60 60 60 60 60
Oficina de Sintaxe e Semântica
04
60
Prática de letramento digital e ensino de literatura TOTAL
04 28
60 420
Pré-requisitos Fundamentos de Linguística Fundamentos de Linguística Fundamentos de Linguística Fundamentos de Linguística Fundamentos de Linguística Nenhum Teoria da Narrativa e Teoria Poesia Teoria da Narrativa e Teoria Poesia Teoria da Narrativa e Teoria Poesia Teoria da Narrativa e Teoria Poesia Teoria da Narrativa e Teoria Poesia Teoria da Narrativa e Teoria Poesia Teoria da Narrativa e Teoria Poesia Teoria da Narrativa e Teoria Poesia
da da da da da da da da
Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Fonética e Fonologia da Língua Portuguesa e Morfologia da Língua Portuguesa Sintaxe da Língua Portuguesa e Semântica Nenhum
2. Conteúdos Complementares 2.1. Conteúdos complementares obrigatórios Disciplinas
Créditos
Metodologia do trabalho científico Introdução aos estudos gramaticais Fundamentos de Linguística Teorias Linguísticas I Teorias Linguísticas II Teorias do Discurso Teoria da Narrativa Teoria da Poesia Teoria do Drama Crítica Literária Literatura comparada Pesquisa aplicada ao ensino de língua e literatura Libras Trabalho de Conclusão de Curso I
04 04 04 04 04 04 04 04 04 04 04 04 04 02
Carga Horária 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 30
Trabalho de Conclusão de Curso II 02 30 TOTAL 60 900 2.2. Conteúdos complementares optativos (mínimo de 12 créditos / 180 horas) Aquisição da linguagem 04 60 Estudos lexicais 04 60 Historiografia linguística 04 60 Linguística aplicada ao ensino de Português como 04 60 língua estrangeira Linguística cognitiva 04 60 Linguística computacional 04 60 Literatura e Estudos Culturais 04 60 Literatura e estudos semióticos 04 60 Literatura e Psicanálise 04 60 Literatura erótica 04 60 Literatura infantil 04 60 Literatura medieval 04 60 Literatura paraibana 04 60 Literatura popular 04 60 Processamento linguístico 04 60 Sociolinguística 04 60 Temas transversais 04 60 TOTAL 12 180 2.3. Componentes curriculares complementares flexíveis Atividades acadêmico-científico-culturais I Atividades acadêmico-científico-culturais II TOTAL
7 7 14
105 105 210
Pré-requisitos Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Teorias Linguísticas I Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Pesquisa aplicada ao ensino de língua e literatura; Metodologia do trabalho científico Trabalho de Conclusão de Curso I
ANEXO III à Resolução nº 03/2019 do CONSEPE, que aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Letras - Licenciatura em Língua Portuguesa, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, do Campus I da UFPB. Fluxograma do Curso de Letras - Português – Diurno (3210 h / 214 cr) 1º per
2º per
3º per
4º per
5º per
6º per
7º per
8º per
Metodologia do Trabalho Científico (4)
Fonética e Fonologia da Língua Portuguesa (4)
Morfologia da Língua Portuguesa (4)
Sintaxe da Língua Portuguesa (4)
Semântica (4)
Pragmática (4)
História da Língua Portuguesa (4)
Libras (4)
Introdução aos estudos gramaticais (4)
Prática de leitura e produção de textos (4)
Prática de leitura e produção de textos acadêmicos (4)
Leitura, produção textual e ensino (4)
Prática de leitura literária e escrita criativa (4)
Oficina de Morfofonêmica (4)
Oficina de Sintaxe e Semântica (4)
Prática de letramento digital e ensino de literatura (4)
Teoria da Narrativa (4)
Lit 1 Viagem, natureza e novo mundo (4)
Lit 2 Campo, sertão e cidade (4)
Lit 3 Identidades e etnias (4)
Lit 4 Gênero e minorias (4)
Lit 5 História e Nacionalidade (4)
Lit 6 Política e movimentos sociais (4)
Lit 7 Memória e subjetividade (4)
Teoria da Poesia (4)
Teoria do Drama (4)
Crítica Literária (4)
Literatura Comparada (4)
Literatura juvenil (4)
Optativa III (4)
Política Educacional (4)
Fund. Antr.filos. da Educação (4)
Fundamentos de Linguística (4)
Teorias Linguísticas I (4)
Teorias Linguísticas II (4)
Pesquisa aplicada ao ensino de língua e literatura (4)
Estágio Superv. I Língua e Literatura (4)
Fund. Sóc. His. da Educação (4)
Fund. Psicol. da Educação (4)
Teorias do Discurso (4)
Estágio Superv. II Língua e Literatura (8)
Estágio Superv. III Língua e Literatura (8)
Estágio Superv. IV Língua e Literatura (8)
Didática (4)
Optativa II (4)
TCC 1 (2)
TCC 2 (2)
26 créditos
26 créditos
Optativa I (4)
24 créditos
24 créditos
28 créditos
24 créditos
24 créditos
24 créditos
* Conteúdos Flexíveis: Atividades acadêmico-científico-culturais I e II – 14 cr / 210 h - a serem integralizados ao longo do curso
Fluxograma do Curso de Letras - Português – Noturno (3210 h / 214 cr) 1º per
2º per
3º per
4º per
5º per
6º per
7º per
8º per
9º per
10º per
Fundamentos de Linguística (4)
Fonética e Fonologia da Língua Portuguesa (4)
Morfologia da Língua Portuguesa (4)
Sintaxe da Língua Portuguesa (4)
Semântica (4)
Pragmática (4)
História da Língua Portuguesa (4)
Literatura Comparada (4)
Libras (4)
Optativa II (4)
Int. aos estudos gramaticais (4)
Prática de leitura e produção de textos (4)
Prática de leitura e produção de textos acadêmicos (4)
Leitura, produção textual e ensino (4)
Prática de leitura literária e escrita criativa (4)
Oficina de Morfofonêmica (4)
Crítica Literária (4)
Oficina de Sintaxe e Semântica (4)
Prática de letramento digital e ensino de literatura (4)
Optativa III (4)
Teoria da Narrativa (4)
Lit 1 Viagem, natureza e novo mundo (4)
Fund. Sóc. His. da Educação (4)
Lit 2 Campo, sertão e cidade (4)
Literatura Juvenil (4)
Lit 3 Identidades e etnias (4)
Lit 4 Gênero e minorias (4)
Lit 5 História e Nacionalidade (4)
Lit 6 Política e movimentos sociais (4)
Lit 7 Memória e subjetividade (4)
Teoria da Poesia (4)
Teoria do Drama (4)
Fund. Psicol. da Educação (4)
Pesquisa aplicada Estágio Superv. I ao ensino de Língua e Literatura língua e literatura (4) (4)
Optativa I (4)
TCC 1 (2)
Estágio Superv. II Língua e Literatura (8)
Estágio Superv. III Língua e Literatura (8)
Estágio Superv. IV Língua e Literatura (8) Política Educacional (4)
Fund. Antr.filos. da Educação (4)
20 créditos
18 créditos
Metodologia do Trabalho Científico (4)
Teorias Linguísticas I (4)
Teorias Linguísticas II (4)
Didática (4)
Teorias do Discurso (4)
20 créditos
20 créditos
20 créditos
20 créditos
20 créditos
Componentes curriculares complementares flexíveis
14 créditos
20 créditos
20 créditos
20 créditos
11º per
TCC 2 (2)
02 créditos
ANEXO IV à Resolução nº 03/2019 do CONSEPE, que aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Letras - Licenciatura em Língua Portuguesa, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, do Campus I da UFPB. Ementário dos Componentes Curriculares Conteúdos básicos profissionais 11.1.1. Língua - fundamentos teóricos
a) Fundamentos de Linguística Ementa: Delineamento da Linguística enquanto ciência. Áreas, objetivos e objetos da Linguística. Concepções de linguagem, língua e gramática. Esboço da história da Linguística. Referências básicas: BAGNO, M. Língua, linguagem, linguística: pondo os pingos nos ii. São Paulo: Parábola Editorial, 2014. FARACO, C. A. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. FRANCHI, C. Mas o que é mesmo “gramática”? São Paulo: Parábola Editorial, 2006. JANSON, Tore. A história das línguas. Tradução Marcos Bagno. São Paulo: Parábola, 2012. MUSSALIM, F.; BENTES, A. C. (Orgs.). Introdução à linguística. v. 1 a 3. São Paulo: Cortez, 2004.
b) Teorias linguísticas I Ementa: Introdução ao Estruturalismo e ao Gerativismo. Caracterização teórica dessas correntes e suas implicações na análise de dados nos níveis fonológico, morfológico e sintático. Referências básicas: KENEDY, E. Curso básico de linguística gerativa. São Paulo: Contexto: 2013. MARTELOTTA, M. E. (Org.). Manual de linguística. São Paulo: Contexto, 2008. MIOTO, Carlos; SILVA, Maria C. F.; LOPES, Ruth. Novo Manual de Sintaxe. Florianópolis: Insular, 2013. MUSSALIN, Fernanda e BENTES, Anna Christina (orgs.). Introdução à Lingüística. Fundamentos Epistemológicos. São Paulo: Cortez, 2004. v. III. SAUSSURE, F. de. Curso de Linguística Geral. 20ª ed. São Paulo: Cultrix, 1997.
c) Teorias linguísticas II Ementa: Introdução ao Funcionalismo, ao Cognitivismo, à Psicolinguística, à Sociolinguística e à Linguística Textual. Referências básicas: COELHO, I. L. et al. Para conhecer Sociolinguística. São Paulo: Contexto, 2015. CUNHA, M. A. F. et al. (Orgs.). Linguística Funcional: teoria e prática. São Paulo: Parábola Editorial, 2015. KOCH, I. Introdução à linguística textual. São Paulo: Contexto, 2015. MAIA, M. (Org.). Psicolinguística, psicolinguísticas: uma introdução. São Paulo: Editora Contexto, 2015. MARTELOTTA, M. E. (Org.). Manual de linguística. São Paulo: Contexto, 2008.
d) Teorias do Discurso Ementa: História, objeto, método e conceitos fundamentais em diferentes teorias do discurso. Dispositivos teóricos e analíticos: a produção de sentido em enunciados diversos. Referências básicas: BAKHTIN, Mikhail M. Os gêneros do discurso. Organização, tradução, posfácio e notas de Paulo Bezerra; notas da edição russa de Serguei Botcharov. São Paulo: Editora 34, 2016. FERNANDES, Cleudemar Alves. Análise do Discurso: reflexões introdutórias. Edição revista e atualizada.
2. ed. São Carlos: Claraluz, 2008. FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. Tradução de Laura Fraga de Almeida Sampaio. 11. ed. São Paulo: Loyola, 2004. PÊCHEUX, Michel. O discurso: estrutura ou acontecimento. Tradução de Eni P. Orlandi. 5 ed. Pontes: Campinas, 2008.
VOLÓCHINOV, V. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. Tradução de Sheila Grillo. São Paulo: Editora 34, 2017. 11.1.2. Língua - conteúdos específicos
a) Introdução aos estudos gramaticais Ementa: Estudo crítico do arcabouço (descritivo-)prescritivo da gramática tradicional do português: categorias, conceitos e análises em fonética, morfologia e sintaxe. Análise da terminologia da NGB. Tópicos da norma-padrão do português. Referências básicas: BECHARA, E. Gramática Escolar da Língua Portuguesa. São Paulo: Nova Fronteira, 2010. BECHARA, E. Moderna Gramática Portuguesa. 37.ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 1999. CUNHA, C.; CINTRA, L. Nova gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Lexikon, 1985. MULINACCI, R. Moderna gramática portuguesa: habemus grammaticam? In: FARACO, C. A.; VIEIRA, F. E. (Orgs.). Gramáticas brasileiras: com a palavra, os leitores. São Paulo: Parábola Editorial, 2016. p. 113147. NEVES, M. H. de M.; GALVÃO, V. C. C. Gramáticas contemporâneas do português: com a palavra, os autores. São Paulo: Parábola, 2014.
b) Fonética e Fonologia da Língua Portuguesa Ementa: Estabelecimento da interface entre Fonética e Fonologia. Caracterização das unidades segmentais e suprassegmentais da Língua Portuguesa. Estudo da relação entre a perspectiva estruturalista e as pósestruturalistas. Análise dos traços articulatórios envolvidos nos processos fonológicos. Discussão dos fenômenos de aquisição e de variação. Referências básicas: BISOL, L. (Org.). Introdução a Estudos de Fonologia do Português Brasileiro. 3. ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2001. BISOL, L.; BRESCANCINI, C. (Org.). Fonologia e Variação: recortes do português brasileiro. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002. HORA, D.; PEDROSA, J. L. R. (Org.) Introdução à Fonologia do Português Brasileiro. João Pessoa: Editora da UFPB, 2012. LAMPRECHT, R. R. et al. Aquisição fonológica do português: perfil de desenvolvimento e subsídios para terapia. Porto Alegre: ARTMED, 2004. SILVA, T. C. Fonética e fonologia do português: roteiro de estudos e guia de exercícios. São Paulo: Contexto, 2001.
c) Morfologia da Língua Portuguesa Ementa: Perspectivas de estudos morfológicos. Conceitos e tipos de morfemas. Classificação das palavras. Morfologia flexional. Morfologia derivacional. Estrutura morfológica da Língua Portuguesa. Referências básicas: CAMARA JR., J. M. Estrutura da língua portuguesa. Petrópolis: Vozes, 2017. CASTILHO, A. T. de (Coord.). Gramática do português culto falado no Brasil. São Paulo: Contexto, 2014-2015. [v. III: Palavras de classe aberta; v. IV: Palavras de classe fechada; v. VI: A construção morfológica da palavra] GONÇALVES, C. A. Iniciação aos estudos morfológicos: flexão e derivação em português. São Paulo: Contexto, 2011. GONÇALVES, C. A. Morfologia construcional: uma Introdução. São Paulo: Contexto, 2016. SILVA, M. C. F.; MEDEIROS, A. B. Para conhecer morfologia. São Paulo: Contexto, 2016.
d) Sintaxe da Língua Portuguesa Ementa: Estudos da sintaxe do português sob perspectivas formalistas e funcionalistas: categorias, funções e procedimentos de análise. Referências básicas: MIOTO, C.; SILVA, M. C. F.; LOPES, R. Novo Manual de Sintaxe. Florianópolis: Insular, 2013. NEVES, M. H. de M. (Orgs). Gramática do português culto falado no Brasil: a construção das orações complexas, Vol. V. São Paulo: Contexto, 2016.
OTHERO, G. de Á.; KENEDY, E. (Orgs.). Sintaxe, sintaxes: uma introdução. São Paulo: Contexto, 2015. PERINI, M. A. Gramática descritiva do português brasileiro. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016. SILVA, C. R.; MATOS, D. P. de (Org.). Sintaxe do português: abordagens funcionalistas. João Pessoa: Editora da UFPB/UFPB Virtual, 2011.
e) Semântica Ementa: Caracterização de significado e sentido nas línguas naturais. Análise de processos e fenômenos semânticos. Apresentação e discussão de diferentes abordagens semânticas. Referências básicas: CABRAL, Ana Lúcia Tinoco. A força das palavras. São Paulo: Contexto, 2011. CHIERCHIA, Genaro. Semântica. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2003. FERRARI, Lilian. Introdução à Linguística cognitiva. São Paulo: Contexto, 2011. ILARI, Rodolfo; GERALDI, João W. Semântica. São Paulo: Ática, 1987. LYONS, John. Linguagem e Linguística. Rio de Janeiro: Zahar, 1982. MOURA, Heronides M. M. Significação e Contexto: uma introdução a questões de semântica e pragmática. Florianópolis: Insular, 1999.
f) Pragmática Ementa: Apresentação das origens da Pragmática. Discussão do lugar da Pragmática nos estudos da linguagem. Caracterização da Pragmática contemporânea, seus temas e abordagens. Referências básicas: AUSTIN, John Langshaw. Quando dizer é fazer: palavras e ação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990. FIORIN, José Luiz. Pragmática. In: FIORIN, José Luiz (org.). Introdução à lingüística: II. Princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2003. GRICE, Herbert Paul. Lógica e conversação. In: DASCAL, Marcelo. Fundamentos metodológicos da lingüística – v. IV: Pragmática. Campinas, SP: Edição do organizador, 1982. KERBRAT-ORECCHIONI, Catherine. Análise da conversação. São Paulo: Parábola, 2006. LEVINSON, Stephen. Pragmática. (trad. Luís Carlos Borges, Aníbal Mari). São Paulo: Martins Fontes, 2007.
g) História da Língua Portuguesa Ementa: História externa e interna: transplantação do Latim Vulgar para a Ibéria; formação e períodos da Língua Portuguesa; aspectos linguísticos das transformações operadas na história interna. História do português brasileiro. Referências básicas: CARDEIRA, Esperança. O Essencial sobre a História do Português. Lisboa, Caminho, 2006. COUTINHO, I. L. Gramática histórica. Rio de Janeiro: Acadêmica, 1973. MATTOS E SILVA, R. V. Ensaios para uma sócio-história do português brasileiro. São Paulo: Parábola, 2004. SILVA NETO, Serafim da. História da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico SA, 1977. TEYSSIER, P. História da língua portuguesa. Trad. de Celso Cunha. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
h) Pesquisa aplicada ao ensino de língua e literatura Ementa: Fundamentos gerais da pesquisa de campo: tipos de pesquisa e instrumentos. Pesquisa em sala de aula: elaboração de um plano de trabalho, realização da pesquisa em sala de aula e de relatório dessa pesquisa. Referências básicas: BAGNO, Marcos. Pesquisa na escola: o que é, como se faz. São Paulo: Edições Loyola, 1998. BORTONI-RICARDO, Stella Maria. O professor pesquisador: introdução à pesquisa qualitativa. São Paulo: Parábola, 2008. CAVALCANTI, Marilda; MOITA, Luiz Paulo da Lopes. Implementação de pesquisas na sala de aula de línguas no contexto brasileiro. Trabalhos em Lingüística Aplicada. Campinas, (17): jan./jun., 1991, p. 133144. MORAIS, Regis de (org.). Sala de aula: que espaço é esse? Campinas: Papirus, 1996. SOUSA, Maria Ester Vieira de. As surpresas do previsível na sala de aula. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2002.
i) Metodologia do trabalho científico Ementa: Metodologia da pesquisa científica. Princípios éticos envolvidos no trabalho científico. Técnicas de trabalho de campo. A normatização, a escritura e a apresentação oral de um trabalho científico. O trabalho monográfico: orientação metodológica. Referências básicas: LAKATOS, Eva Maria e MARCONI, Marina de Andrade (2001). Metodologia do trabalho científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. 5. ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas. MACHADO, Anna Raquel; LOUSADA, Eliane; ABREU-TARDELLI, Lília. Resumo. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. (Leitura e produção de textos técnicos e acadêmicos). MACHADO, Anna Raquel; LOUSADA, Eliane; ABREU-TARDELLI, Lília. Resenha. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. (Leitura e produção de textos técnicos e acadêmicos). MATIAS, Antônio & ALEXANDRE, Sylvio. Monografia: do projeto à execução. 2ed. Rio de Janeiro: IOB Thompson. MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamento, resumo e resenhas. São Paulo: Atlas, 2000.
j) Libras Ementa: Aspectos sócio-históricos, linguísticos identitários e culturais da comunidade surda. Legislação e surdez. Filosofias educacionais para surdo. Aspectos linguísticos da Libras: fonológicos, morfológicos, sintáticos e semântico-pragmáticos da Língua Brasileira de Sinais. Prática de comunicação em Libras. Referências básicas: BRASIL. Secretaria de Educação Especial/Deficiência auditiva /organizado por Giuseppe Rinaldi et al. – Brasília: SEESP, 1997. Alfabetização: Aquisição do Português escrito por surdos, VI (Série Atualidades Pedagógicas, n. 4, v. 2, Fascículo 5). GESSER, A. Libras? Que língua é essa?: crenças e preconceitos em torno da língua de Sinais e da realidade surda. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. KARNOPP, L. B. O ensino da língua portuguesa para surdos a partir de uma perspectiva bilíngue.In: Forum de pesquisa científica e tecnológica. Canoas: Ed. Ulbra, 2001. KARNOPP, L. B. Aquisição do parâmetro configuração de mão dos sinais da língua de sinais da língua de sinais brasileira: estudo sobre quatro crianças surdas filhas de pais surdos. Dissertação (Mestrado em Letras) PC/RS, Porto Alegre, 1994. STRÖBEL, Karin Lilian. História dos surdos: representações “mascaradas” das identidades surdas. Estudos Surdos II/ Ronice Müller de Quadros e Gladis Perlin (Orgs.) Petrópolis, RJ: Arara Azul, 2007 11.1.2. Literatura 11.2.1. Literatura - fundamentos teóricos
a) Teoria da narrativa Ementa: Os gêneros literários. Teorias da narrativa. Elementos constitutivos da narrativa. As narrativas curtas. O romance. A crônica. Leitura, análise e interpretação de textos narrativos. Referências básicas: CANDIDO, Antonio. A personagem de ficção. 9ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1995. (Col. Debates, 01) INGARDEN, Roman. A obra de arte literária. Lisboa: Fundação Calhouste Gulbenkian, 1979. ISER, Wolfgang. O fictício e o imaginário: perspectivas de uma antropologia literária. Rio de Janeiro: EdUERJ, 1996. MOISÉS, Massaud. A criação literária: poesia e prosa. São Paulo: Cultrix, 2012. REIS, Carlos & LOPES, Ana Cristina M. Dicionário de Teoria da Narrativa. São Paulo: Ática, 1988. ROSENFELD, Anatol. A teoria dos gêneros. In: O teatro épico. São Paulo: Perspectiva, 1985, p. 14-36. (Col. Debates, 193) WELLEK, René; WARREN, Austin. Teoria da Literatura. Lisboa: Publicações Europa-América, 1962
b) Teoria da poesia Ementa: Função poética da linguagem. Elementos constitutivos do poema. Modalidades de poesia. Tradição e modernidade em poesia. Leitura, análise e interpretação de poemas.
Referências básicas: CAMPOS, Haroldo de. Poesia e modernidade: da morte do verso à constelação. O poema pós-utópico. In: __________ O arco-íris branco; ensaios de literatura e cultura. Rio de Janeiro: Imago, 1997. p. 243-269. (Col. Pierre Menard) CANDIDO, Antonio. Na sala de aula: caderno de análise literária. 8ª ed. S. Paulo: Ática, 2000. (Série Fundamentos) JAKOBSON, Roman. Linguística e poética. In: _____. Linguística e comunicação. 22ª. ed. Tradução de Izidoro Blikstein e José Paulo Paes. São Paulo: Cultrix, 2007. p. 118-162. PAZ, Octavio. O arco e a lira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. PIGNATARI, Décio. O que é comunicação poética. 8. ed. S. Paulo: Ateliê Editorial. 2005. POUND, Ezra. ABC da literatura. 11. ed. Tradução de Augusto de Campos. São Paulo: Cultrix. 2006.
c) Teoria do drama Ementa: Tragédia grega. Origens do drama. Dramaturgia e teatro. Drama moderno. Teatro Brasileiro. Linguagem dramática. Leitura, análise e interpretação de textos dramáticos. Referências básicas: ARISTÓTELES. Poética. Tradução, prefácio, introdução, comentário e apêndices de Eudoro de Sousa. Porto Alegre: Globo, 1966. BERTHOLD, Margot. História mundial do teatro. Trad. Maria Paula V. Zurawski, J. Guinsburg, Sérgio Coelho e Clóvis Garcia. 5ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2011. ROSENFELD, Anatol. O teatro épico. 6ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2011. SZONDI, Peter. Teoria do drama moderno;1880-1950. Trad. e notas de Raquel Imanishi Rodrigues. São Paulo: Cosac Naify, 2011. VERNANT, J.P. & VIDAL-NAQUET, P. Mito e tragédia na Grécia Antiga. Trad. Anna Lia A. de Almeida Prado, Filomena Y. H. Garcia, Maria da Conceição M. Cavalcante, Bertha H. Gurovitz e Hélio Gurovitz. 2 ed. São Paulo: Perspectiva, 2011. (Col. Estudos, v. 163)
d) Crítica literária Ementa: Conceito de crítica literária. Correntes da crítica literária. A análise estrutural do texto literário. Literatura e sociedade. A abordagem semiótica da literatura. Tendências modernas da crítica literária. Leitura, análise e interpretação de textos literários. Referências básicas: BONNICI, Thomas; ZOLIN, Lúcia Osana (Orgs.). Teoria literária: abordagens históricas e tendências contemporâneas. Maringá: Eduem, 2009. CANDIDO, Antonio. Literatura e Sociedade. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1965. COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria: literatura e senso comum. Trad. Cleonice Paes Barreto e Consuelo Fortes Santiago. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2001. ECO, Umberto. Intepretação e Superinterpretação. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005. ECO, Umberto. Obra aberta. 8. ed. São Paulo: Perspectiva, 1997. LIMA, Luiz Costa. Teoria da Literatura em suas fontes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, Vol 1 e 2, 2002. PERRONE-MOISÉS, Leyla. Altas literaturas. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. PERRONE-MOISÉS, Leyla. Mutações da literatura no século XXI. São Paulo: Companhia das Letras, 2016 SEDYCIAS, João (org.). Repensando a teoria literária contemporânea. Recife: Editora UFPE, 2015. SOUZA, Roberto Acízelo de. Teoria da literatura. São Paulo: Ática, 2007. (Série Princípios)
e) Literatura comparada Ementa: Noções fundamentais de literatura comparada: histórico e métodos. Estudo, pela via comparativa, de obras de autores diferentes; obras diferentes de um mesmo autor; obras de épocas diferentes; autores de épocas diversas; linguagem verbal e linguagem não-verbal. Leitura, análise e interpretação de textos literários. Referências básicas: CARVALHAL, Tânia Franco. Literatura comparada. 4ª ed. São Paulo: Ática, 2003. DAGHLIAN, Carlos (Org.). Poesia e música. São Paulo: Perspectiva, 1985. (Col. Debates, 195) HUTCHEON, Linda. A poética do pós modernismo. Trad. Ricardo Cruz. Rio de Janeiro: Imago, 1991
NITRINI, Sandra. Literatura comparada; história, teoria e crítica. 3ª ed. São Paulo: EDUSP, 1997. (Col. Acadêmica) PERRONE-MOISÉS, Leyla. Literatura comparada, intertexto e antropofagia. In: ____. Flores da escrivaninha, ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p. 91-99. 11.1.2. Literatura - conteúdos específicos
a) Literatura I - Viagem, natureza e novo mundo Ementa: Estudo da literatura de Língua Portuguesa a partir de autores antigos e/ou contemporâneos com ênfase no debate sobre os diálogos e as diferenças entre culturas, considerando-se a expansão europeia na América e na África, as “Visões do Paraíso” e seus antagonismos. Referências básicas: ABDALA JUNIOR, Benjamin. “Um ensaio de abertura: mestiçagem e hibridismo, globalização e comunitarismo”. In:_____. (org), Margens da cultura. Mestiçagem, hibridismo & outras misturas. São Paulo: Boitempo Editorial, 2004. BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala, 50 ed. São Paulo: Global Editora, 2005. HANSEN, João Adolfo. Sobre a Carta de Caminha. http://www2.camara.leg.br/acamara/conheca/historia/historia/cdnos500anos/seminarios/semin3/joaoadolfohansen.html HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. Edição comemorativa 70 anos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. SANTIAGO, Silviano. Uma literatura nos trópicos. 2a ed. São Paulo: Editora Rocco, 2000. SCHWARCZ, Lilia e Starling, Heloisa M. M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
b) Literatura II - Campo, sertão e cidade Ementa: A representação do espaço geográfico e social nas literaturas de Língua Portuguesa. A narrativa e a tomada de consciência realista nos séculos XIX e XX. A nova ordem social. Regionalismos e vida rural. Modernidade e vida urbana. Leitura, análise e interpretação de textos literários. Referências básicas: CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história da literária. São Paulo: T. A. Queiroz, 2000. RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. 3 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. SCHWARCZ, Lilia e Starling, Heloisa M. M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
c) Literatura III - Identidades e etnias Ementa: A identidade e a representação das etnias nas literaturas de Língua Portuguesa. Questões étnicas e a literatura de imigrantes. Índios, brancos e negros na cultura brasileira. Modernismo e multiculturalismo. A questão da nacionalidade luso-afro-brasileira. As literaturas nacionais e regionais. Leitura, análise e interpretação de textos literários. Referências básicas: FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Trad. Maria Adriana da Silva Caldas. Salvador: Livraria Fator, 1983. HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Tomaz Tadeu da Silva, Guacira Lopes Louro. 11 ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006. SANTIAGO, Silviano. O cosmopolitismo do pobre: crítica literária e crítica cultural. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2004. SCHWARCZ, Lilia e Starling, Heloisa M. M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
d) Literatura IV - Gêneros e minorias Ementa: Abordagem da Literatura sob a perspectiva dos estudos de gênero, articulados com as dimensões de classe, etnia e sexualidade. Gênero, sexualidade e poder nas literaturas de Língua Portuguesa. Pornografia e erotismo: territorialidades e fronteiras simbólicas. A literatura de minorias frente à dominância canônica das literaturas. Leitura, análise e interpretação de textos literários.
Referências básicas: BARCELLOS, José Carlos Barcellos. Literatura e homoerotismo em questão. Rio de Janeiro: Dialogarts, 2006. BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. MOITA LOPES, Luiz Paulo da. Identidades fragmentadas: a construção discursiva de raça, gênero e sexualidade em sala de aula. Campinas: Mercado das Letras, 2002. RICHARD, Nelly. Intervenções críticas: arte, cultura, gênero e política. Trad. Romulo Monte Alto. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002. SÜSSEKIND, Flora; DIAS, Tânia; AZEVEDO, Carlito (Orgs.). Vozes femininas: gêneros, mediações e práticas da escrita. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2003.
e) Literatura V - História e nacionalidade Ementa: Estudo das relações entre história e nacionalidade nas literaturas de Língua Portuguesa em perspectiva sincrônica. Reflexão sobre o conceito de alteridade, num enfoque crítico do diálogo entre história e ficção. Leitura, análise e interpretação de textos literários. Referências básicas: ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas: reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2011. HANSEN, João Adolfo. A Sátira e o engenho. São Paulo: Ateliê Editorial; Campinas: Ed. da Unicamp, 2004 HOBSBAWM, Eric. A invenção das tradições. São Paulo: Paz e Terra, 2012. SCHWARCZ, Lilia e Starling, Heloisa M. M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
f) Literatura VI - Política e movimentos sociais Ementa: Relações entre literatura e história política nas literaturas de Língua Portuguesa. Os movimentos sociais nas narrativas produzidas nos séculos XIX, XX e XXI. Leitura, análise e interpretação de textos literários. Referências básicas: CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. São Paulo: Martins Editora, 1959. FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil. São Paulo: Editora Globo, 2006. HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2009. SCHWARZ, Roberto. As ideias fora do lugar. São Paulo: Editora 34, 2007.
g) Literatura VII - Memória e subjetividade Ementa: Auto-representação e subjetividade nas literaturas de Língua Portuguesa. Literatura e expressão da subjetividade. Memória e escritas do eu. O diário, a autobiografia e o confessionalismo nas literaturas de Língua Portuguesa. Leitura, análise e interpretação de textos literários. Referências básicas: BARTHES, Roland. Roland Barthes por Roland Barthes. Trad. Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Estação Liberdade, 2003. BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembranças de velhos. 3. ed. São Paulo: Companhia das letras, 1994. LE GOFF, Jacques. História e memória. Trad. Bernardo Leitão, et all. 2 ed. Campinas: UNICAMP, 1992. LEJEUNE, Philippe. O pacto autobiográfico. Trad. Jovita G. Noronha e Maria Inês C. Guedes. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. REMÉDIOS, Maria Luiza Ritzel (Org.). Literatura confessional: autobiografia e ficcionalidade. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997.
h) Literatura juvenil Ementa: A literatura, o jovem e a sociedade. Origens da Literatura juvenil no mundo e no Brasil. Os vários gêneros literários da literatura juvenil. A produção contemporânea e a linguagem iconográfica. Referências básicas: AGUIAR, Vera Teixeira; MARTHA, Alice Áurea Penteado (orgs.). Literatura infantil e juvenil: leituras plurais. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2014. CATANI, Afrânio M., GILIOLI, Renato de Sousa P. Culturas Juvenis: múltiplos olhares. São Paulo: Unesp,
2008. CECCANTINI, João Luis; PEREIRA, Rony F. (orgs.). Narrativas juvenis: outros modos de ler. São Paulo: Unesp; Anep, 2008. GREGORIN FILHO, José Nicolau. Literatura juvenil: adolescência, cultura e formação de leitores. São Paulo: Melhoramentos, 2011. LAJOLO, Marisa; ZILBERMAN, Regina. Literatura infantil brasileira: uma nova outra história. Curitiba: PUCPR, 2017. E-book. 11.2. Formação pedagógica 11.2.1. Componentes teóricos
a) Fundamentos sócio-históricos da Educação Ementa: Estudo da contribuição das ciências sociais e humanas para a compreensão do fenômeno educativo e sua aplicação no processo de formação do educador. Referências básicas: CAMBI, Franco. História da Pedagogia. São Paulo: UNESP, 1999. DURKHEIM, E. Da divisão social do trabalho. São Paulo: Martins Fontes, 1999. KRUPPA, S.M.P. Sociologia da Educação. São Paulo:Cortez, 1993. MARX, K. e ENGELS, F. Marx e Engels: textos sobre educação e ensino. São Paulo: Moraes, 1992. SAVIANI, Dermeval. Escola e Democracia. Campinas: Autores Associados, 1983.
b) Fundamentos psicológicos da Educação Ementa: Estudo dos saberes teóricos sobre o desenvolvimento psicológico e a aprendizagem humana aplicados ao processo de ensino-aprendizagem. Referências básicas: COLL, César S. Psicologia do Ensino. Porto Alegre. ArtMed, 2000. COLL, Cesar; MARCHESI, Alvaro, PALACIOS, Jesus. (Orgs.). Desenvolvimento psicológico e educação: psicologia evolutiva. Artmed. 2004, vol 1. COLL, Cesar; MARCHESI, Alvaro, PALACIOS, Jesus. (Orgs.). Desenvolvimento psicológico e educação: psicologia da educação escolar. Artmed. 2004, vol 2. COLL, César; GOTZENS, Concepción; MONEREO, Carles; ONRUBIA, Javier; POZO, Juan Ignacio; TAPIA, Alonso. Psicologia da Aprendizagem no Ensino Médio. Artmed. 2003. FELDMAN, Robert S. Introdução à Psicologia. 10a ed. Porto Alegre: McGrawHill-ArtMed, 2015.
c) Fundamentos antropofilosóficos da Educação Ementa: Estudo dos saberes teóricos, do surgimento das idéias, do pensamento e das linguagens que dão suporte a ações substanciais que orientam processos de ensino-aprendizagem. Referências básicas: ADORNO, Theodor W. Educação e emancipação. 2.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995. ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento. Rio de Janeiro: Zahar, 1985. HORKHEIMER, Max. O eclipse da razão. São Paulo: Centauro, 2002. ZUIN, Antônio; PUCCI, Bruno; OLIVEIRA, Newton R. Adorno: o poder educativo do pensamento crítico. Petrópolis: Vozes, 2000. LIPOVETSKI, Gilles. A era do vazio: ensaios sobre o individualismo contemporâneo. São Paulo: Manole, 2005.
d) Didática Ementa: A didática e suas dimensões político-social, técnica humana e as implicações no desenvolvimento do processo de ensino aprendizagem. O objeto da didática. Pressupostos teóricos, históricos, filosóficos e sociais da didática. Tendências pedagógicas e a didática. Planejamento de ensino. O ato educativo e a relação professor-aluno. Referências básicas: CANDAU, Vera Maria (org.). Rumo a uma nova didática. 16. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 28. Reimp. São Paulo: Cortez, 2008. MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo:
EPU, 1986. VEIGA, Ilma Passos Alencastro (Coord.). Repensando a didática. 22. ed. Campinas, SP: Papirus, 2005. ZABALA, Antoni. A Prática educativa: como ensinar. Trad. Ernani F. da Rosa. Porto Alegre: Artmed, 1998.
e) Política educacional Ementa: O campo de estudo da disciplina e seu significado na formação do educador. A política, a legislação e as tendências educacionais para a Educação Básica, no contexto das mudanças estruturais e conjunturais da sociedade brasileira. Políticas para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio no Brasil e, particularmente, na Paraíba, a partir da nova LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96). Modelos organizacionais de escola e formas de gestão. Princípios e características da gestão escola participativa. Práticas organizacionais e administrativas na escola. Gestão educacional e desafios do cotidiano escolar. Profissionais da educação: formação, carreira e organização política. Referências básicas: VIDAL, D. FARIA FILHO, L. Os tempos e espaços escolares no processo de institucionalização da escola primária no Brasil. Revista Brasileira de Educação, nº 14, São Paulo: Anped, 2000. http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/275/27501403.pdf CURY, C. R. J. Direito à educação: direito à igualdade, direito à diferença. Cadernos de Pesquisa, n. 116, jul. 2002, p. 245-262. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S01005742002000200010&script=sci_arttext>. Editores da Revista Educação & Sociedade. O contexto político e a educação nacional. Educação e Sociedade. vol.37 n.135 Campinas May./Jun. 2016. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v37n135/1678-4626-es-37-135-00329.pdf>. MORAES, Carmem S. V. O ensino médio e as comparações internacionais: Brasil, Inglaterra e Finlândia. Educação e Sociedade, v. 38, n. 139, Campinas, abr./jun. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v38n139/1678-4626-es-38-139-00405.pdf>. FRIGOTTO, Gaudêncio (org). Escola "sem" partido - esfinge que ameaça a educação e a sociedade brasileira. Rio de Janeiro: UERJ: LPP, 2017. 11.2.2. Práticas como componente curricular
a) Prática de leitura e produção de textos Ementa: Discussão sobre concepções de leitura, escrita, gêneros e tipos textuais. Estudo dos elementos de textualização. Leitura, compreensão, análise crítica e produção (oral e escrita) de gêneros variados. Referências básicas: ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola, 2007. BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, p. 279-326, 1992 [1979]. CORRÊA, Manoel Luiz. Gonçalves. Bases teóricas para o ensino da escrita. In: Linguagem em (Dis)curso, Tubarão, SC, v. 13, n. 3, p. 481-513, set./dez. 2013. GERALDI, João Wanderley (Org.). O texto na Sala de Aula. 3ª ed. São Paulo: Ática, 2004, pp. 39- 46. KLEIMAN, Ângela B. Leitura: ensino e pesquisa. Campinas: Pontes, 1989.
b) Prática de leitura e produção de textos acadêmicos Ementa: Estudo e prática de leitura e produção de textos científicos relevantes para o desempenho das atividades acadêmicas: resumo, resenha, artigo, projeto, relatório, seminário e monografia. Referências básicas: FARACO, Carlos Alberto; TEZZA, Cristovão. Prática de texto para estudantes universitários. 18.ed. Petrópolis: Vozes, 2009. MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane & ABREU-TARDELLI, Lílian Santos (ORGS.) Planejar gêneros acadêmicos. São Paulo: Parábola, 2005. MOTTA-ROTH, Désirée (ORG.) Redação Acadêmica: princípios básicos. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, Imprensa Universitária, 2001. PEREIRA, Regina Celi Mendes (org.). Ateliê de gêneros acadêmicos. João Pessoa: Ideia, 2014. PERROTA, Claudia. Um texto para chamar de seu: preliminares sobre a produção do texto acadêmico. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
c) Leitura, produção textual e ensino Ementa: O lugar das teorias do texto e do discurso no ensino da Língua Portuguesa. Estudo das práticas sociais de leitura, oralidade e escrita e suas implicações para o ensino. A prática de produção e avaliação de textos orais e escritos no Ensino Fundamental e Médio. Referências básicas: GERALDI, João Wanderley. A sala de aula é uma oficina de dizer ideias. Nova Escola. (set.), 18-20, 1994. KLEIMAN, Ângela B. Oficina de leitura: teoria e prática. 7. ed. Campinas: Pontes, 2000. MENDONÇA, Márcia. Diversidade textual: propostas para a sala de aula / Formação continuada de professores, Recife: MEC/CEEL, 2008. DIONÍSIO, Ângela; et all. Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002. RUIZ, Eliana Donaio. Como corrigir redações na escola: uma proposta textual-interativa. São Paulo: Contexto, 2010.
d) Prática de leitura literária e escrita criativa Ementa: Estudo das relações entre leitura, leitor e literatura. Estratégias de leitura literária e escrita criativa. Produção de textos em prosa e verso. Literatura e práticas escolares: projetos e sequências didáticas. Análise e produção de material didático. Referências básicas: BARBOSA, Socorro Pacífico (org.). Ensinar literatura através de projetos didáticos e temas caracterizadores. João Pessoa: UFPB, 2011. COLOMER, Teresa. Andar entre livros: a leitura literária na escola. São Paulo: Global, 2007. COSSON, Rildo. Círculos de leitura literária e letramento. São Paulo: Contexto, 2015. DALVI, Maria Amélia; REZENDE, Neide L.; JOVER-FALEIROS, Rita (orgs.). Leitura de literatura na escola. São Paulo: Parábola, 2013. PETIT, Michèle. Os Jovens e a leitura. Editora 34, 2008.
e) Oficina de Morfofonêmica Ementa: Ensino da Língua Portuguesa na perspectiva morfofonêmica e as implicações na formação do professor. Discussão das possibilidades metodológicas no processo de ensino-aprendizagem dos aspectos fonético-fonológicos e morfológicos. Prática de Análise Linguística. Referências básicas: CAGLIARI, L. C. Análise fonológica: introdução à teoria e à prática, com especial destaque para o modelo fonêmico. Campinas: Mercado de Letras, 2002. MARTINS, M. A.; TAVARES, M. A.; VIEIRA, S. R. (Org.). Ensino de Português e Sociolinguística. São Paulo: Contexto, 2014. ROBERTO, M. Fonologia, Fonética e Ensino: guia introdutório. São Paulo: Parábola, 2016.
f) Oficina de Sintaxe e Semântica Ementa: O ensino da Língua Portuguesa na perspectiva sintático-semântico-pragmática e as implicações na formação do professor. Análise de múltiplas abordagens metodológicas no ensino de gramática: gramática teórica, gramática de usos e gramática reflexiva. Prática de Análise Linguística: procedimentos didáticos. Referências básicas: ANTUNES, I. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola, 2007. KLEIMAN, A. B.; SEPULVEDA, C. Oficina de gramática: metalinguagem para principiantes. 2a. ed. Campinas, SP: Pontes, 2012. MENDONÇA, M. Análise Linguística no Ensino Médio: um novo olhar, um outro objeto. In: TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no 1º e 2º graus. São Paulo: Cortez, 2002. UCHÔA, C. E. F. Sobre o ensino da análise sintática: história e redirecionamento. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010.
g) Prática de letramento digital e ensino de literatura Ementa: Cultura digital e escolar. Obras da literatura digital, eletrônica e em hipermídias. A leitura literária no mundo digital: hiperleitura, hipertexto e interatividade. Multiletramentos e ensino de literatura. Análise e produção de material didático.
Referências básicas: BARTH, Pedro Afonso; BURLAMAQUE, Fabiane Verardi. Sagas fantásticas e o novo perfil do leitor. In: DIONÍSIO, Angele Paiva; CAVALCANTI, Larissa de Pinho. Gêneros na linguística e na literatura: Charles Bazerman, 10 anos de incentivo à pesquisa no Brasil. Recife: Editora Universitária UFPE e Pipa Comunicações, 2015. RETTENMAIER, Miguel; RÖSING, Tania Mariza Kuchenbecker (Orgs.). Questões de leitura no hipertexto. Passo Fundo: Ed. Universidade de Passo Fundo, 2007. [http://editora.upf.br/images/ebook/questoes_leitutra_hipertexto.pdf] ROJO, R. (org.) Escol@ conectada: os multiletramentos e as TICs. Parábola: São Paulo, 2013. SANTAELLA, Lúcia. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Paulus, 2004. 11.3. Estágio supervisionado
a) Estágio supervisionado I - Língua e Literatura Ementa: Inserção no ambiente escolar. Discussão dos documentos oficiais parametrizadores do ensino de Língua Portuguesa e Literatura no Ensino Fundamental e no Ensino Médio e do Projeto Político Pedagógico da escola campo de estágio (PPP). Observação e diagnóstico do ambiente escolar. Elaboração, execução de um projeto, de curta duração, na área de Língua Portuguesa e Literatura, que vise suprir uma demanda da escola (projeto para a biblioteca, produção de materiais didáticos, revisão de textos etc.), a partir da retomada reflexiva dos conteúdos e fundamentos teórico-metodológicos dos componentes curriculares de Língua, de Literatura e de Educação do Curso de Letras, articulando-os às necessidades reais da escola campo de estágio. Produção de relatório final e avaliação do trabalho realizado. Referências básicas: BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/a-base. BRASIL. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: linguagens, códigos e suas tecnologias. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006, vol 1. PARAÍBA. Referenciais Curriculares do Ensino Fundamental: Linguagens e Diversidade Sociocultural. / Governo do Estado da Paraíba. Secretaria de Educação e Cultura. Gerência Executiva da Educação Infantil e Ensino Fundamental. – João Pessoa: SEC/Grafset, 2010. PARAÍBA. Referenciais Curriculares para o Ensino Médio da Paraíba: Linguagens, códigos e suas tecnologias. João Pessoa: Secretaria do Estado e Cultura/ Coordenadoria do Ensino Médio, 2008. SOUZA, Renata Junqueira (org.). Biblioteca escolar e práticas educativas: mediador e formação. Campinas: Mercado de Letras, 2009.
b) Estágio supervisionado II - Língua e Literatura Ementa: Vivência na escola de Ensino Fundamental. Observação das aulas de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental II. Elaboração e implementação de um projeto pedagógico para uma turma do Ensino Fundamental II, contemplando leitura (literária e de gêneros não-literários), análise linguística e produção textual nas aulas de Língua Portuguesa, a partir da retomada reflexiva dos conteúdos e fundamentos teóricometodológicos dos componentes curriculares de Língua, de Literatura e de Educação do Curso de Letras, articulando-os às necessidades reais da turma-alvo do estágio. Produção de relatório final e avaliação do trabalho realizado. Referências básicas: AGUIAR, Vera Teixeira de & BORDINI, Maria da Glória. Literatura. A formação do leitor - Alternativas metodológicas. Porto Alegre: Ed. Mercado Aberto, 1988. ANTUNES, Irandé. Aula de Português: encontro e interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2003. OLIVEIRA, Gabriela Rodella de. O professor de português e a literatura. São Paulo: Alameda, 2013. PASSARELI, Lílian Ghiuro. Ensino e correção na produção de textos escolares. São Paulo: Cortez, 2012. SARAIVA, Juracy Assmann (org.). Literatura na escola: propostas para o ensino fundamental. Porto Alegre: Artmed, 2006.
c) Estágio supervisionado III - Língua e Literatura Ementa: Vivência na escola de Ensino Médio. Observação das aulas de Língua Portuguesa no Ensino Médio. Elaboração e implementação de um projeto pedagógico para uma turma do Ensino Médio, contemplando
leitura (literária e de gêneros não-literários), análise linguística e produção textual nas aulas de Língua Portuguesa, a partir da retomada reflexiva dos conteúdos e fundamentos teórico-metodológicos dos componentes curriculares de Língua, de Literatura e de Educação do Curso de Letras, articulando-os às necessidades reais da turma-alvo do estágio. Produção de relatório final e avaliação do trabalho realizado. Referências básicas: BUNZEN, Clécio; MENDONÇA, Márcia (orgs.). Português no ensino médio e formação de professores. São Paulo: Parábola, 2006. DALVI, Maria Amélia.; REZENDE, Neide Luzia de; JOVER-FALEIROS, Rita (Org.). Leitura de literatura na escola. São Paulo: Parábola, 2013. FILIPOUSKI, Ana Mariza; MARCHI, Diana Maria. A formação do leitor jovem: temas e gêneros da literatura. Erechim, RS: Edelbra, 2009. LERNER, D. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Trad.: Ernani Rosa. Porto Alegre: Artmed, 2002. SUASSUNA, Lívia. As práticas de linguagem como objeto de ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa. In: LEAL, Telma Ferraz; SUASSUNA, Lívia (orgs). Ensino de língua portuguesa na educação básica: Reflexões sobre o currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2014. p. 69-94.
d) Estágio supervisionado IV - Língua e Literatura Ementa: Vivências em espaços não formais de educação que tenham convênio de estágio firmado com a UFPB, tais como: creches, presídios, organizações não governamentais, hospitais, entre outros espaços que contemplem diferentes audiências (crianças, idosos, estrangeiros, etc.). Observação contextual dos espaços, visando possibilidades de desenvolver projetos de Língua Portuguesa e/ou Literatura. Elaboração e implementação deste projeto a partir da retomada reflexiva dos conteúdos e fundamentos teóricometodológicos dos componentes curriculares de Língua, de Literatura e de Educação do Curso de Letras, articulando-os às necessidades reais do público-alvo do estágio. Produção de relatório final e avaliação do trabalho realizado. Referências básicas: CARVALHO, Maria Pessoa de Carvalho. Estágios em espaços não formais. In: Os Estágios nos Cursos de Licenciatura. São Paulo: Cengage Learning, 2017. COSSON, Rildo e PAULINO, Graça. Letramento literário: para viver a literatura dentro e fora da escola. In: ROSING, Tania e ZILBERMAN, Regina (org). Escola e Leitura: velha crise, novas alternativas. São Paulo: Editora Global, 2009. MENDONÇA, Márcia; BUNZEN, Clécio. Letramentos em espaços educativos não escolares: os jovens, a leitura e a escrita. São Paulo: Ação Educatica, 2015 PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004. TRILLA, J. A educação não-formal. In: ARANTES, V.A. (Org.). Educação formal e não-formal: Pontos e contrapontos. São Paulo: Summus, 2008. 11.4. Trabalho de conclusão de curso
a) Trabalho de conclusão de curso I Ementa: Elaboração parcial de monografia ou artigo científico. Delimitação do tema de pesquisa, relacionado a uma das áreas de conhecimento desenvolvido a partir das disciplinas do Curso de Letras — Português. Sumário descritivo. Capítulo de fundamentação teórica. Explicitação metodológica a ser seguida.
b) Trabalho de conclusão de curso II Ementa: Elaboração final de monografia ou artigo científico iniciado no componente curricular TCC I. 11.5. Disciplinas optativas 11.5.1. Disciplinas optativas de Língua e Linguística
a) Sociolinguística Ementa: Discussão dos conceitos básicos da Sociolinguística. Sistematização dos principais estudos sociolinguísticos realizados no Brasil. Estabelecimento da relação entre os fatores linguísticos e
extralinguísticos e os fenômenos fonético-fonológicos e morfossintáticos. Aplicação dos estudos sociolinguísticos ao ensino de Língua Portuguesa. Referências básicas: FARACO, C. A.; ZILLES, A. M. Para conhecer norma linguística. São Paulo: Contexto, 2017. HORA, D. (Org.). Estudos sociolinguísticos: perfil de uma comunidade. Santa Maria: Palotti, 2005. LABOV, W. Padrões sociolinguísticos. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. MARTINS, M. A.; TAVARES, M. A.; VIEIRA, S. R. (Org.). Ensino de Português e Sociolinguística. São Paulo: Contexto, 2014. MOLLICA, C.; BRAGA, M. L. Introdução à sociolinguística: o tratamento da variação. São Paulo: Contexto, 2003.
b) Processamento linguístico Ementa: Conceitos básicos em Processamento Linguístico. Teorias e Metodologia Experimental. Estudos e análises em Português. Interfaces com áreas afins. Referências básicas: MAIA, Marcus. (Org.). Psicolinguística, psicolinguísticas: uma introdução. São Paulo: Editora Contexto, 2015. LEITÃO, Márcio. Psicolinguística Experimental: Focalizando o processamento da linguagem. In: Martelotta, M. (org.) Manual de Linguística. São Paulo: Contexto, 2008. FRANÇA, Aniela; FERRARI, Lilian e MAIA, Marcus. Linguística no século XXI: convergências e divergências no estudo da linguagem. São Paulo: Editora Contexto, 2016. BUCHWEITZ, Augusto. (Org.); MOTA, Mailce. (Org.). Linguagem e Cognição: processamento, aquisição e cérebro. 1. ed. PORTO ALEGRE: EDIPUCRS, 2015. FINGER, Ingrid; MAIA, Marcus (Orgs.). Processamento da Linguagem. 1. ed. Pelotas, RS: EDUCAT,
2005. v. 1. 535 p.
c) Historiografia linguística Ementa: Introdução ao pensamento historiográfico na Linguística: funções, objetivos, objetos e questões teórico-metodológicas. Modelos de história do conhecimento em Linguística. Revoluções científicas, paradigmas e programas de investigação em Linguística. A disciplina Linguística no Brasil. Gramatização do português e do português brasileiro. Programas de investigação e tradições de pesquisa em Historiografia Linguística, com ênfase no contexto brasileiro. Referências básicas: ALTMAN, C. A pesquisa linguística no Brasil (1968-1988). 2a. ed. São Paulo: Humanitas; FFLCH/USP, 1998. BASTOS, R. de O. Introdução à Historiografia da Linguística. São Paulo: Cortez, 2015. COLOMBAT, B. et al. Uma história das ideias linguísticas. São Paulo: Contexto, 2017. FARACO, C. A.; VIEIRA, F. E. (Orgs.). Gramáticas brasileiras: com a palavra, os leitores. São Paulo: Parábola Editorial, 2016. KOERNER, E. F. K. Quatro décadas de historiografia linguística: estudos selecionados. Braga: Publito, Estúdio de Artes Gráficas, 2014.
d) Aquisição da linguagem Ementa: Teorias sobre a aquisição de língua. Etapas da aquisição da linguagem. Alfabetização e letramento. Processo de alfabetização. Sistema de escrita alfabética. Relação entre os sistemas fonológico e gráfico. Contribuições da linguística para a alfabetização. Referências básicas: LAMPRECHT, R. R. et al. Aquisição fonológica do português: perfil de desenvolvimento e subsídios para terapia. Porto Alegre: ARTMED, 2004. MASSINI-CAGLIARI, G.; CAGLIARI, L. C. Diante das letras: a escrita na alfabetização. Campinas: Mercado das Letras, 2005. LEMLE, M. Guia teórico do alfabetizador. São Paulo: Ática, 1988. SCLIAR-CABRAL, L. Princípios do sistema alfabético do português do Brasil. São Paulo: Contexto, 2003. BORTONI-RICARDO, S.M. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2004.
e) Linguística cognitiva Ementa: Introdução ao estudo da linguagem e sua interface com os fenômenos cognitivos, incluindo o desenvolvimento e o processamento da linguagem. Origem, funcionamento e uso da linguagem segundo perspectivas teóricas da linguística, da ciência cognitiva, da psicologia e das neurociências. A natureza conceptual do pensamento e da comunicação. Aspectos cognitivos da produção e compreensão do significado. Referências básicas: ABREU, Antônio S. Linguística cognitiva: uma visão geral e aplicada. São Paulo: Ateliê, 2010. DELBECQUE, Nicole. A linguística cognitiva. São Paulo: Instituto Piaget, 2007. FERRARI, Lilian. Introdução à linguística cognitiva. São Paulo: Contexto, 2011. JOHNSON, Mark; LAKOFF, George. Metáforas da vida cotidiana. São Paulo: Mercado de Letras, 2002. MOURA, Heronides; GABRIEL, Rosâgela (orgs.). Cognição na linguagem. Florianópolis: Insular, 2012.
f) Linguística computacional Ementa: Apresentação da inteligência artificial e suas aplicações. Caracterização de conhecimento linguístico e discussão de implementação de línguas naturais. Comparação crítica de modelos de gramática e linguagens de programação. Criação de parsing. Referências básicas: COPPIN, Ben. Inteligência artificial. São Paulo: LTC, 2015. HOPCROFT, Jonh E.; MOTWANI, Rajeev; ULLMAN Jeffrey. Introdução à teoria de autômatos, linguagens e computação. São Paulo: Campus, 2012. MENEZES, Nilo N. C. Introdução à programação com python: algoritmos e lógica de programação para iniciantes. São Paulo: Novatec, 2017. OTHERO, Gabriel de A.; MENUZZI, Sérgio de M. Linguística computacional: teoria e prática. São Paulo: Parábola, 2010. TUCKER, Allen; NOONAN, Robert. Linguagens de programação: princípios e paradigmas. São Paulo: AMGH, 2009.
g) Estudos lexicais Ementa: Análise da organização do léxico em termos de itens, estruturas e processos. Discussão de propostas de estruturação do léxico mental e de modelos de léxico. Análise das relações entre estrutura argumental, construções e composição no léxico e na gramática. Análise de distinções e interfaces entre conhecimento linguístico e conhecimento de mundo. Referências básicas: ARAGÃO NETO, Magdiel M.; CAMBRUSSI, Morgana F. Léxico e gramática: novos estudos de interface. Curitiba: CRV, 2014. BASÍLIO, Margarida. Teoria lexical. São Paulo: Ática, 2007. CANÇADO, Márcia; AMARAL, Luana. Introdução à semântica lexical: papéis temáticos, aspecto lexical e decomposição de predicados. Petrópolis: Vozes, 2016. MOURA, Heronides; SANTANA, Ana P.; MOTA, Mailce. Cognição, léxico e gramática. Florianópolis: Insular, 2012. PINKER, Steven. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
h) Linguística aplicada ao ensino de Português como língua estrangeira Ementa: Introdução às teorias da Linguística Aplicada e aos princípios de Fonética, Fonologia, Morfologia, Sintaxe, Semântica e Pragmática ao ensino de português como língua estrangeira. Reflexões críticas sobre as estratégias metodológicas desenvolvidas neste campo. Referências básicas: ALMEIDA FILHO, José Carlos Paes de. O ensino de português para estrangeiros: planejamentos de cursos e produção de materiais didáticos. Campinas: Pontes, 1989. ALMEIDA FILHO, José Carlos Paes de. Projetos iniciais em português para falantes de outras línguas / Maria Jandyra Cavalcanti Cunha e José Carlos Paes de Almeida Filho. – Brasília, DF: EdUnB – Editora da Universidade de Brasília; Campinas, SP: Pontes Editores, 2007. ALMEIDA FILHO, José Carlos Paes de (Org.). O professor de língua estrangeira em formação. 3ª. Edição, Campinas, SP : Pontes Editores, 2009.
DINIZ, Leandro Rodrigo Alves. Política linguística do Estado brasileiro para a divulgação do português em países de língua oficial espanhola. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, n. 51, v. 2, p. 435-458, jul./dez. 2012. HUBACK, Ana Paula. O exame do Celpe-Bras e os materiais didáticos de português como língua estrangeira. Revista (CON)TEXTOS Linguísticos, Vitória, v. 6, n. 7, p. 31-46, 2012. 11.5.2. Disciplinas optativas de Literatura
a) Literatura popular Ementa: Diferentes abordagens teóricas do popular. Análise e interpretação de textos populares e das suas condições de produção/transmissão. Referências básicas: ABREU, Márcia Azevedo de. Cordel Português / Folhetos Nordestinos: confrontos - um estudo histórico comparativo. Tese de Doutorado apresentada ao Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem, UNICAMP, 1993. FERREIRA, Jerusa Pires Ferreira. Armadilhas da Memória e outros ensaios. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2003. LIMA, Francisco Assis de Sousa. Conto popular e comunidade narrativa. São Paulo/Recife: Terceira Margem/Editora Massangana, 2.ed., 1984. LITERATURA POPULAR EM VERSO. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1973. SANTOS, Idelette Muzart-Fonseca dos. Memórias das vozes: cantoria, romanceiro & cordel. Salvador: Secretaria da Cultura e Turismo, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 2006. ZUMTHOR, Paul. Introdução à Poesia Oral. São Paulo: Ed. Hucitec, 1997.
b) Literatura e Psicanálise Ementa: O inconsciente e a linguagem. As conexões possíveis entre a Literatura e a Psicanálise. Freud e a Literatura. O ato criativo. Desejo, fantasia e sublimação. Literatura e gozo. Melancolia e criatividade. Os pósfreudianos e a Literatura. Referências básicas: BELLEMIN-NOEL, Jean. Psicanálise e Literatura. São Paulo: Cultrix, 1978. BRANDÃO, Ruth Silviano. Literatura e Psicanálise. Porto Alegre: Editora da Universidade/ UFRGS, 1996. COSTA, Ana; RINALDI, Doris (Orgs.). Escrita e Psicanálise. Rio de Janeiro: Cia de Freud, 2007. FREUD, Sigmund. A interpretação dos sonhos. In: Obras completas. Rio de Janeiro: Imago, 1980. WILLEMART, Philippe. Os processos de criação – na escritura, na arte e na psicanálise. São Paulo: Perspectiva, 2009.
c) Literatura erótica Ementa: A Literatura erótica: trajetórias históricas e territórios limítrofes (erotismo, pornografia e obscenidade). O lugar estético da literatura erótica como gênero. O corpo, o desejo e a sexualidade. A escrita do excesso: gozo, poder e luxúria. Referências básicas: ALEXANDRIAN. História da literatura erótica. Rio de Janeiro: Rocco, 1993. BATAILLE, Georges. O erotismo. São Paulo: Autêntica, 2013. BLACKLEDGE, Catherine. A história da V – Abrindo a caixa de pandora. São Paulo: Degustar, 2004. BRANCO, Lúcia Castelo. Eros travestido. Minas Gerais: EdUFMG, 1985.
d) Literatura paraibana Ementa: Estudo de obras representativas da poesia e da prosa paraibana. Referências básicas: BARBOSA FILHO, H. Arrecifes e lajedos; breve itinerário da poesia na Paraíba. João Pessoa: Ed. Universitária/UFPB, 2001. CÂNDIDO, Gemy. História crítica da literatura paraibana. João Pessoa: Secretaria da Educação e Cultura, 1983. CASTRO PINTO, Sérgio et alii. Antologia poética do Grupo Sanhauá. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 1979. RIBEIRO NETO, Amador. Lirismo com siso; notas sobre poesia brasileira contemporânea. João Pessoa:
Ideia, 2015. CARVALHO, Álvaro Pereira de. Ensaios de crítica e estética. João Pessoa: Imprensa Oficial, 1920.
e) Literatura infantil Ementa: Infância, cultura infantil e sociedade. Origens da literatura infantil e juvenil no mundo e no Brasil. Crítica, Teoria e literatura infantil e juvenil. Gêneros literários. Literatura infantil e as novas mídias. O livro de imagem e/ou o livro ilustrado. Referências básicas: COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil: teoria, análise e didática. São Paulo: Moderna, 2000. HUNT, Peter. Crítica, teoria e literatura infantil. Trad. Cid Knipel. São Paulo: Cosac Naify, 2010. RAMOS, Graça. A imagem no livro infantil: caminhos para ler o texto visual. Belo Horizonte: Autêntica, 2013. SOUZA, Gloria Pimentel C. B. A literatura infanto-juvenil brasileira vai muito bem obrigada! São Paulo: DCL, 2006. ZILBERMAN, Regina (org.). Literatura infantil: autoritarismo e emancipação. São Paulo: Ática, 1987.
f) Literatura medieval Ementa: Oralidade e performance na cultura medieval. Visão panorâmica das diversas modalidades literárias do período medieval: cantigas trovadorescas, fabliaux, lais, bestiários, canções de gestas, poesia mística, crônicas, autos e farsas etc. Estudo da produção literária medieval de autoria feminina. Neotrovadorismo e o estudo de obras das literaturas de Língua Portuguesa que apresentam marcas do medievo em sua composição. Referências básicas: CORREIA, Natalia. Cantares dos trovadores galego-portugueses. Seleção, introdução, notas e adaptação de Natália Correia. 2. ed. Lisboa: Estampa, 1978. DEPLAGNE, Luciana Eleonora de Freitas Calado (org.). As Intelectuais na Idade Média: pensadoras, místicas, cientistas e literatas. João Pessoa: UFPB, 2015. SPINA, Segismundo. A lírica trovadoresca. 3. ed. refundida e atualizada. São Paulo: Edusp, 1991. SODRÉ, Paulo Roberto. Os gêneros líricos no cancioneiro das cantigas de amigo. Agália, Ourense, n. 7778, p. 135-164, 1. sem. 2004. TAVANI, Giuseppe. Trovadores e jograis: introdução à poesia medieval galego-portuguesa. Lisboa: Caminho, 2002.
g) Literatura e estudos semióticos Ementa: Fundamentos filosóficos da Semiótica Peirciana: a crítica do cartesianismo. Indução, Dedução e Hipótese. As categorias universais de Charles S. Peirce. Conceito de signo e de semiose: Representâmen, Objeto, Interpretante. O Interpretante como signo tradutor. As tricotomias do signo. Fundamentos da representação simbólica. Fundamentos da representação indexical. Fundamentos da representação icônica. Aplicações da Teoria Geral dos Signos ao estudo do texto literário. Referências básicas: FERRAZ JÚNIOR, Expedito. Semiótica aplicada à linguagem literária. João Pessoa: Editora da UFPB, 2012. PEIRCE, Charles S. Semiótica. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 1990. PIGNATARI, Décio. Semiótica & Literatura: icônico e verbal, Oriente e Ocidente. 2. ed. São Paulo: Cortez & Moraes, 1979. SANTAELLA, Lucia; NÖTH, Winfried. Imagem: cognição, semiótica, mídia. 2. ed. São Paulo: Iluminuras, 1999. Winfried Nöth. Panorama da Semiótica: de Platão a Peirce. 3. ed. São Paulo: Annablume, 2003.
h) Literatura e Estudos Culturais Ementa: Introdução aos estudos culturais. Teorias e metodologias. Noções de identidade, raça/etnia, nação, ecologia, cultura de massa, produção, circulação e consumo de artefatos culturais. Os Estudos Culturais e o cânone literário. Estudos Pós-Coloniais. Referências básicas: BERND, Z. Literatura e identidade nacional. Porto Alegre: UFRGS, 1992.
CEVASCO, Maria Elisa. Literatura e estudos culturais. In: BONNICI, Thomas; ZOLIN, Lúcia Osana (org.). Teoria Literária: abordagens históricas e tendências contemporâneas. Maringá, Eduem, 2009, p. 319325. HALL, S. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. GARCIA CANCLINI, N. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: Edusp, 1997. SANTIAGO, Silviano. Uma literatura nos trópicos. São Paulo: Perspectiva, 1978. 11.5.3. Disciplina optativa de Temas Transversais
a) Temas transversais Ementa: Dimensões históricas, sociais, antropológicas e ambientais da nação brasileira. Formação de atitudes, posturas e valores sobre diversidade de pertencimento étnico-racial (africano, indígena, europeu, asiático), sustentabilidade e ética sócio-ambiental. O princípio da igualdade básica da pessoa humana como sujeito de direitos. Referências básicas: ANDRADE, Fernando C.B. de; RECHEMBACH, Fabiana (orgs). Contribuições à educação em direitos humanos na contemporaneidade. Curitiba: CRV, 2016. BARROS, José Deomar de Souza; SILVA, Maria de Fátima da. Sustentabilidade: temas para educação ambiental. Rio de Janeiro: Public, 2010. BITTAR, Eduardo C.B; TOSI, Giuseppe. Democracia e Educação em Direitos Humanos numa época de insegurança. João Pessoa: UFPB/ANDHEP/UNESCO/SEDH-PR, 2008. BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Brasília: MEC/SECAD, 2006. DIAS, Genebaldo Freire. Educação ambiental: princípios e práticas. 5.ed. São Paulo: Gaia, 1998. LEMOS, Rosália de Oliveira. Guia de direitos do brasileiro afro-descendente: o negro na educação e no
livro didático: como trabalhar alternativas. 2.ed. Brasília: Ministério da Justiça; Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, 2001. PHILIPPI JR., Arlindo; PELICIONI, Maria Cecília F. Educação ambiental e sustentabilidade. Barueri, SP: Manole, 2005, 2009. SILVEIRA, Rosa Maria Godoy. Educação em Direitos Humanos: fundamentos teórico-metodológicos. João Pessoa: Editora Universitária, 2007.
12. REFERÊNCIAS ARAÚJO, M. S. M. O uso do gênero caso para o ensino no âmbito do estágio supervisionado em letras: discussões sobre a relação teoria e prática. 2016. 168 f. Dissertação (Mestrado em Linguística) — Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2016. CRISTOVÃO, V. L. L. et al. O Estágio na Formação de Professores de Inglês: um espaço de parceria?. In: Congresso Latino-Americano sobre Formação de Professores de Línguas, 1, 2007, Florianópolis. Anais... Florianópolis: UFSC, 2007. p. 337-347. LUDKE, M. O lugar do Estágio na formação de professores. Educação em Perspectiva, Viçosa, v. 4, n. 1, p. 111-133, jan./jun. 2013. PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência. 5 ed. São Paulo: Cortez, 2010. POSSENTI, S. Por que (não) ensinar gramática na escola. 9ª reimp. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2002. PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO. Relatório da Análise de Formação, Retenção e Evasão de Alunos de Graduação do Centro de Ciências Humanas Letras e Artes — CCHLA. João Pessoa, 2015. SOUSA, S. C. T.; LUCENA, J. M.; SEGABINAZI, D. Estágio supervisionado e ensino de Língua Portuguesa: reflexões no curso de Letras/Português da UFPB. Raído: Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFDG/Universidade Federal da Grande Dourados - Dourados, MS, v.8, n. 15, p. 205 — 225, jan./ jun. 2014.
