N7 · Conselhos superiores · CONSEPE
Res. CONSEPE 36/2006
Aprova o Projeto Político-Pedagógico do Curso de Antropologia e Culturas Indígenas, do Centro de Ciências Aplicadas e Educação, Campus IV, desta Universidade.
Quem a altera, revoga, supera ou cita (1)
- REVOGA (total) · sugestão
Res. CONSEPE 57/2010 nesta norma: norma inteira → na outra: norma inteirasugestão (alvo provável: o art. 8º revoga a 35/2006, que cria o curso; o PPC substituído é a 36/2006) fonte: inferência · confiança baixa
Em que ela se funda, o que regulamenta, altera, revoga ou cita (2)
- FUNDAMENTA-SE EM
Lei 9.394/1996 nesta norma: preâmbulo → na outra: norma inteira“as diretrizes fixadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, que orientam a elaboração curricular;” fonte: texto · confiança alta
1 citação(ões) simples (REMETE A)
- citaRes. CONSEPE 34/2004 em: preâmbulo“a Resolução nº 34/2004-CONSEPE, que orienta a elaboração e reformulação dos Projetos Políticos Pedagógicos dos Cursos de Graduação da UFPB;”
Por dispositivo desta norma
- preâmbulo→ FUNDAMENTA-SE EM Lei 9.394/1996
- norma inteira← REVOGA (total) Res. CONSEPE 57/2010 (sugestão)
Normas irmãs e paralelas · sugestão
Irmãs são citadas pelas mesmas normas que citam esta; paralelas citam as mesmas bases que esta sem se citarem. Não é relação normativa.
- irmã · 1 em comumConstituição Federal de 1988
- irmã · 1 em comumRes. CNE/CES 17/2002
- irmã · 1 em comumRes. CONSEPE 35/2006
- paralela · 21 em comumRes. CNE/CP 2/2017
- paralela · 18 em comumParecer CNE/CEB 4/1998
- paralela · 15 em comumParecer CNE/CP 28/2001
- paralela · 14 em comumRes. CNE/CEB 7/2010
- paralela · 14 em comumRes. CNE/CP 4/2018
- paralela · 11 em comumRes. CNE/CP 1/2021
Transcrição para consulta; não substitui a publicação oficial. 2 citação(ões) ligada(s) à norma citada; 8 artigo(s) com âncora.
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL | UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA Ê CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
RESOLUÇÃO Nº 36/2006 Aprova o Projeto Político-Pedagógico do Curso de Antropologia e Culturas Indígenas, do Centro de Ciências Aplicadas e Educação, Campus IV, desta Universidade.
O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, da Universidade Federal da Paraíba, no uso de suas atribuições e tendo em vista o que deliberou em reunião realizada em 23 de maio de 2006 (Processo nº 23074.009241/06-24),
CONSIDERANDO:
a necessidade de capacitação de profissionais para atuar nos campos de trabalho emergentes na área;
os critérios e os padrões de qualidade estabelecidos pela UFPB para formação de profissionais;
a importância de um Projeto Político Pedagógico dinâmico e atual que estará em constante processo de avaliação;
as diretrizes fixadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, que orientam a elaboração curricular;
a Resolução nº 34/2004-CONSEPE, que orienta a elaboração e reformulação dos Projetos Políticos Pedagógicos dos Cursos de Graduação da UFPB;
RESOLVE:
¶Art. 1º Aprovar o Projeto Político Pedagógico do Curso de Antropologia e Culturas Indígenas da UFPB. $ 1º Compreende-se o Projeto Político Pedagógico do Curso de Antropologia e Culturas Indígenas da UFPB, como sendo o conjunto de ações sóciopolíticas e técnico- pedagógicas, relativas à formação profissional, que se destina a orientar a concretização curricular do referido Curso. 8 2º As definições relativas aos objetivos do Curso, perfil profissional, competências,
atitudes e habilidades, e campo de atuação dos formandos encontram-se relacionadas no
Anexo I
¶Art. 2º O Curso de Antropologia e Culturas Indígenas têm como finalidade conferir
o grau de Bacharel aos alunos que cumprirem as determinações constantes da presente Resolução.
¶Art. 3º O Curso de Antropologia e Culturas Indígenas funcionará nos turnos diurno e noturno, com duração mínima de 08 (oito) e máxima de 12 (doze) períodos letivos para o turno diurno e duração mínima de 09 (nove) e máxima de 14 (quatorze) períodos para o tumno noturno e o currículo será integralizado com 2.625 (duas mil e seiscentas e vinte e cinco) horas, equivalentes a 175 (cento e setenta e cinco) créditos.
Parágrafo único. Será permitida a matrícula em no máximo 29 (vinte e nove) e no mínimo 19 (dezenove) créditos por período letivo.
¶Art. 4º A composição curricular, integrante do Projeto Político-Pedagógico, resulta de conteúdos fixados de acordo com as especificações abaixo, sendo desdobrados conforme especificado no Anexo II.
Habilitação em Antropologia Social
Conteúdos Carga horária Créditos” Porcentagem Básicos e profissionais 1.230
Complementares obrigatórios
Complementares optativos
Complementares Eletivos Total Cada crédito equivale a 15 h/aula.
Habilitação em Antropologia Visual Créditos
Conteúdos
Carga horária Porcentagem
Básicos e profissionais
Complementares obrigatórios
Complementares optativos
Complementares Eletivos Total Cada crédito equivale a 15 h/aula.
¶Art. 5º As modalidades de componentes curriculares serão as seguintes:
I— disciplinas;
H — atividades;
a) atividades de iniciação à pesquisa e/ou extensão;
b) seminários - discussões temáticas;
c) atividades de monitoria;
d) elaboração de trabalho de conclusão de curso;
e) participação em eventos;
f) oficinas e congêneres;
NI- estágios;
IV — outras atividades relevantes para a formação do aluno, mediante aprovação do colegiado.
$ 1º O Estágio Supervisionado está incluído nos conteúdos básicos e profissionais, e terá duração de 270 (duzentas e setenta) horas, equivalentes a 18 (dezoito) cráditos.
$ 2º Nos conteúdos complementares obrigatórios, será incluída a disciplina Elaboração do Trabalho Científico que constituirá a base para o desenvolvimento do Trabalho de Conclusão do Curso — TCC. 8 3º As modalidades de componentes previstas nos incisos II, III e IV deste artigo serão regulamentadas pelo Colegiado do Curso para fins de integralização curricular. $ 4º O acompanhamento e a avaliação de desempenho do Estágio Supervisionado e das atividades constantes nas modalidades de componentes previstas nos incisos II, II e TV deste artigo serão regulamentados pelo Colegiado do Curso.
¶Art. 6º O Curso adotará o regime acadêmico seriado semestral.
Parágrafo único. A estruturação curricular em semestres letivos, resultante da lógica de organização do conhecimento, será feita conforme especificado no Anexo III.
¶Art. 7º Serão vedadas alterações, num prazo inferior a 08 (oito) períodos letivos, ressalvados os casos de adaptação às normas emanadas pelo CNE e pelo CONSEPE, considerando também as emergências sócio-político-educativas.
$ 1º Adaptações curriculares de caráter emergenciais, como alterações de ementas, alterações no fluxograma, redefinição de pré-requisitos, serão aprovadas pelo Colegiado do Curso e os Departamentos envolvidos, e encaminhadas à Pró-Reitoria de Graduação para homologação.
8 2º Alterações resultantes das Diretrizes Curriculares Nacionais e das normas da UFPB serão aprovadas pelo Colegiado do Curso e pelos Departamentos envolvidos, e encaminhadas ao CONSEPE, ouvida a Pró-Reitoria de Graduação, para aprovação.
¶Art. 9º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, 10 de julho de 2006.
RÔMULO SOARES POLARI Presidente
ANEXO I à Resolução nº 36/2006 do CONSEPE, que aprova o Projeto Político-Pedagógico do Curso de Graduação em Antropologia e Culturas Indígenas, do Centro de Ciências Aplicadas e Educação, do Campus IV da UFPB.
DEFINIÇÃO DO CURSO
1. Objetivo do Curso
O curso de Bacharelado em Antropologia e Culturas Indígenas visa capacitar profissionais, em nível de graduação, para o exercício da carreira de antropólogo, com visão interdisciplinar e com habilidades e competências para o desenvolvimento de atividades de pesquisa e extensão, apresenta os seguintes objetivos:
1.1. Objetivo Geral
Oferecer uma formação teórica e de pesquisa capaz de conduzir o aluno a uma reflexão crítica sobre a sociedade contemporânea.
1.2. Objetivos Específicos:
« Integrar o ensino, a pesquisa e extensão como momentos de um mesmo processo de construção do conhecimento;
= Propiciar ao aluno uma formação integrada das áreas e subáreas da Antropologia;
= Garantir, na formação do aluno, o compromisso ético e social com sua prática profissional.
2. Perfil do Profissional
Com base nos objetivos estabelecidos para o Curso de Antropologia e Culturas Indígenas, propõe-se a formação de um profissional crítico e comprometido ética e socialmente com as questões sociais contemporâneas.
Para atender os princípios gerais e específicos de formação do Bacharel, o Curso pretende propiciar ao concluinte do Curso o seguinte perfil:
« Capacidade de pesquisa e reflexão crítica sobre a realidade social;
= Compromisso social;
« Capacidade de operar com teorias, conceitos e métodos próprios da Antropologia; e com abertura para outras competências necessárias à formação do pesquisador.
3. Competências, Atitudes e Habilidades
Conforme os princípios de interdisciplinaridade, o Bacharel em Antropologia e Culturas Indígenas deve contemplar as relações entre o conhecimento teórico e as exigências da prática cotidiana da profissão, preparando o profissional para exercer o seu papel de tradutor cultural através das atividades de assessor, pesquisador e coordenador, utilizando novas tecnologias, inovando, enfrentando mudanças culturais, econômicas, políticas, sociais e profissionais, com sensibilidade e lucidez para diagnosticar conflitos e resistência a mudanças, com visão crítica e humanista, capaz de promover novos conhecimentos e provocar mudanças, trabalhando com competência e discrição.
O sucesso profissional do Bacharel em Antropologia está na formação acadêmica e científica, desenvolvendo uma percepção da realidade a fim de oferecer-lhe condição e competência para lidar, sobretudo, com as questões sociais e contemporâneas que envolvem os processos de territorialização e re-elaboração cultural de grupos étnicos no Brasil.
4. Mercado de Trabalho
Diante das profundas alterações pelas quais vem passando o mercado de trabalho, imprimindo uma nova face aos postos de trabalho, o campo de trabalho de atuação do antropólogo tem aumentado consideravelmente nos últimos anos.
Os egressos são profissionais aptos a atuar nos seguintes campos:
= Acadêmico - o antropólogo pode atuar no campo da pesquisa e da extensão, assessorando a gestão de museus e acervos culturais, entre outros órgãos;
« Pesquisa - a pesquisa de campo — etnografia — é importante instrumento para o trabalho do antropólogo e fundamenta a sua capacidade de intervenção nos processos de territorialização aos quais é atribuído o papel de tradutor das demandas e visão de mundo dos grupos étnicos e tradicionais;
« Assessoria - o antropólogo atua como assessor de estudos de impacto ambiental exigido para a execução de obras como hidrelétricas, estradas, portos, ferrovias; bem como assessora e coordena programas de educação, saúde e atividades produtivas, junto a grupos étnicos e populações “tradicionais”.
Os produtos do trabalho do antropólogo podem subsidiar políticas públicas por meio de solicitações do Ministério Público e outros organismos governamentais e não governamentais nacionais e internacionais.
ANEXO II à Resolução nº 36/2006, do CONSEPE, que aprova o Projeto Político- Pedagógico do Curso de Graduação em Antropologia e Culturas Indígenas, do Centro de Ciências Aplicadas e Educação, do Campus IV da UFPB.
COMPOSIÇÃO CURRICULAR
CURSO DE ANTROPOLOGIA E CULTURAS INDIGENAS MODALIDADE: BACHARELADO
1. Conteúdos Básicos Profissionais 1.1 Conteúdos Básicos do Núcleo Comum
Teoria Antropológica Clássica Fundamentos do Pensamento Antropológico
Teoria da Sociologia Clássica Fundamentos do Pensamento Sociológico
Fundamentos do Pensamento Político
Fundamentos do Pensamento Antropológico
Teoria Antropológica Clássica
Seminário de Pesquisa Antropológica
Teoria Antropológica Contemporânea
| 60 [Teoria Sociológica Contemporânea
Teoria do Estado e panpaçãoãs ep = CMN Era História Social e Política do Brasil Estudos Etnográficos 04 | 60 | | 60 |Seminário de Pesquisa Antropológica | de Pesquisa [Seminário de Pesquisa Antropológica |
Teoria Antropológica Clássica e Teoria Antropológica Contemporânea
Pré-requisitos
Elaboração do Trabalho Científico
Estágio Supervisionado 1
Estágio Supervisionado H
Estágio Supervisionado HI
Estágio Supervisionado V
Estágio Supervisionado V
2.0 Complementares Obrigatórias
2.1 Conteúdos Complementares Obrigatórios do Núcleo Comum
e O Científico
a
Brasil
Formação Econômica do Brasil Trabalho de Conclusão de Curso
Teoria Antropológica Contemporânea
Teoria Antropológica Contemporânea
Teoria Antropológica Contemporânea Estudos Etnográficos
Identidade e Relações Inter-étnicas
Teoria Antropológica Contemporânea
Disciplinas
Técnicas e Estéticas do
Técnicas e Estéticas do Audiovisual I
Teoria Antropológica Contemporânea
Ens Estudos Etnográficos 60 | Identidade e Relações Inter-étnicas
Antropologia Visual I Técnicas e Estéticas do Audiovisual I Antropologia Visual I Identidade e Relações Interétnicas Teoria Antropológica Contemporânea
Indigenismo e Política Indigenista
ANEXO III à
Resolução n
º 36/2006 do CONSEPE
9
que aprova o Projeto Político
-Pedagógico do Curso de Graduação em
Antropologia e Culturas Indígenas, do Centro de Ciências Aplicadas e Educação, do Campus IV da UFPB.
FLUXOGRAMA: BACHARELADO EM ANTROPOLOGIA E CULTURAS INDÍGENAS — HABILITAÇÃO; ANTROPOLOGIA SOCIAL
o Í 0 Í dé à 5º, PERÍODO | 6º. PERÍODO | 7º. PERÍODO PERÍODO
1º. PERÍODO
Fundamentos do Pensamento Antropológico 04 Fundamentos do Pensamento Sociológico 04
Fundamentos do Pensamento Político 04
Elaboração do Trabalho Científico 04
Introdução a Etnodocumentação 04
Total: 20
2º, PERÍODO
Teoria Antropológica Clássica 04
Teoria da Sociologia Clássica 04
Teoria do Estado 04
Filosofia das Ciências 04 Seminário de Pesquisa Antropológica 04 Estágio Supervisionado 1 03
3º, PERÍODO
Teoria Antropológica Contemporânea 04
Teoria Sociológica Contemporânea 04
Formação Econômica do Brasil 04
História Social e Política no Brasil 04
Metodologia da Mensuração e Análise de dados
4º, PERÍODO
Pensamento Antropológico Brasileiro 04
Sociologia Brasileira 04
Formação do Estado no Brasil 04
Organização Social e Parentesco 04
Estudos Etnográficos
CARGA HORÁRIA TOTAL CRÉDITOS: 175 HORAS-AULA: 2,625
Identidade e Relações Interétnicas 04
Antropologia Política 04
Natureza e Cultura 04
Antropologia da Religião 04
Memória Narrativa e Oralidade
Etnologia Indígena
Sociedades Camponesas 04
Indigenismo e
Disciplina
Políticas Públicas e Antropologia da Administração 04
Disciplina Optativa 04
Trabalho de
Ecologia Política | Disciplina Optativa | Conclusão de
Conteúdo Flexível | Conteúdo Flexível
Disciplina Optativa
Disciplina Optativa
BACHARELADO EM ANTROPOLOGIA E CULTURAS INDÍGENAS — HABILITAÇÃO: ANTROPOLOGIA VISUAL
5º PERÍODO | 6º. PERÍODO | 7º. PERÍODO | 8º, PERÍODO
1º. PERÍODO | 2º. PERÍODO | 3º. PERÍODO 4º, PERÍODO
Teoria Teoria Pensamento Identidade e —|Etnologia Indígena) Indigenismo e Disciplina
Antropológica Antropológica Antropológico Relações Política Optativa Brasileiro Interétnicas Indigenista 04 04 04 04
Fundamentos do
Pensamento Antropológico Clássica Contemporânea
04 04 04 04 Fundamentos do |m ria Sociológica| Teoria Sociológicals 1. |Técnicase Estética] Antropologia | Antropologia Disciplina Pensamento Clássi C x Sociologia Brasileira do Audiovisual 1 Xiii T Visual Ti Ontati Sociológico ssica ontemporânca 04 o Audiovisua isu isu ptativa 04 04 04 04 04 04 04 Fundamentos do | Teoria do Estado Formação Formação do Estado | Natureza e Cultura | Técnicas e Estética Disciplina Trabalho de Pensamento Econômica do no Brasil do Audiovisual II Optativa Conclusão de Curso —- TCC
Político Brasil 04 04 04 04
04 Elaboração do Filosofia das História Social e [Organização Social e| Antropologia da Trabalho ig a : res Conteúdo Flexível] Conteúdo Flexível cad Ciências Política no Brasil Parentesco Religião Científico 04 04 04 04 04 Introdução a Seminário de Metodologia da Estudos Memória Narrativa Disciplina Disciplina Etnodocumentação Pesquisa Mensuração € Etnográficos e Oralidade Optativa Optativa Antropológica | Análise de dados 04 Estágio
Supervisionado I | Supervisionado II | Supervisionado III 03
04
Total: 20
Carga horária total créditos: 175 horas-aula: 2,625
10
